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A igualdade de gênero deixou de ser uma teoria para começar a se tornar uma prática. Enquanto nós, adultos, fazemos o que podemos para inserir essa ideia no nosso dia a dia, o trabalho mais desafiador está em ensinar para as crianças sobre esse assunto.

O ponto de partida precisa sempre ser o exemplo: as crianças aprendem observando os pais – e outras pessoas no geral –, elas imitam o comportamento que veem diariamente. Ou seja, se os pais dessa criança são machistas, é de se esperar que a criança cresça reproduzindo essas mesmas ideias.

Em resumo, ensinar sobre igualdade de gênero é um trabalho que começa dentro de casa. Os pais precisam viver essa ideia em casa para que a criança comece a aprender uma coisa diferente. Além disso, é preciso questionar: as ideias que ela traz para casa de fora, as dúvidas que ela tem e os conteúdos com os quais ela entra em contato. Mas vamos explorar isso um pouquinho mais nos itens abaixo:

1.Comece dentro de casa

A igualdade de gênero, como comentamos ali em cima, começa em casa. É importante os pais traçarem um plano de ação para mostrar que homens e mulheres podem fazer as mesmas coisas, como lavar louça, trabalhar, cozinhar, pagar contas… É mostrar que, independentemente do gênero, todos são responsáveis por cuidar da casa e todos podem fazer qualquer coisa, sem limitações.

2.Incentive o questionamento

É importante os pais também incentivarem as crianças a questionarem informações que vem na mídia, como a internet, a televisão ou as revistas, e as ideias que são apresentadas por pessoas de fora. Se uma criança comenta que na escola existem os armários para as roupas ‘de menina’ e ‘de menino’, pergunte qual a diferença entre os dois, e mostre que tanto você, mulher, quanto um homem usam as mesmas peças de roupas, e que essas diferenças não existem.

3.Não use o gênero como uma desculpa

Crianças têm comportamentos que, muitas vezes, são focados em chamar a atenção dos pais e das outras pessoas. É um mecanismo de aceitação. Porém, damos rótulos a esses comportamentos, definindo uma criança e a forma como ela age por causa do seu gênero. Dizemos que meninos são ‘moleques encrenqueiros’, que as meninas são ‘bonequinhas delicadas’, que os meninos são mais ‘fortes’ e as meninas são ‘inteligentes’. Ensinamos que as meninas são mais sensíveis e choram muito e que os meninos não podem chorar. Precisamos parar de usar o gênero como uma desculpa ou uma justificativa para uma forma de agir.

4.Busque referências

Outro ponto importante, de acordo com a CNN, é buscar na comunidade por referências que quebrem o padrão, como uma mulher que é policial ou um homem enfermeiro. Fora isso, é falar sobre homens e mulheres não pelo seu gênero, mas por suas realizações – como enaltecer um professor que está ensinando crianças sobre o mundo ou uma advogada que está ajudando mulheres em situações de risco. É preciso buscar sair dos estereótipos e tomar cuidado com o que se fala porque as meninas ainda ouvem que são gentis, bonitas e educadas, e os meninos ainda são ensinados que são fortes, ambiciosos e que gostam de futebol. O objetivo é não reforçar esses estereótipos, mas mostrar que as pessoas são muito mais do que  seu gênero.

5.Incentive brincadeiras além dos gêneros

Ao invés de dar uma bola para os meninos e bonecas para as meninas, busque brinquedos e brincadeiras que fujam dessas ideias e que incentivem a diversão e o desenvolvimento social da criança. Porém, se esse tipo de brincadeira estereotipada (por exemplo: as meninas brincarem de casinha e os meninos, de carrinho) for inevitável, busque ensinar para a criança que essa divisão não é necessária e que meninos e meninas podem brincar juntos, seja de casinha ou com carrinhos.

 

Por mais que você mesma e o seu parceiro – ou se você é mãe solo – ainda estejam em um processo de desconstrução, tentando entender e adaptar o comportamento de vocês mesmos para essa ideia, é importante incluir a criança nesse processo. Conversem juntos sobre esse assunto, use a educação delas como um incentivo para você pensar duas vezes sobre o que aprendeu e o que você vive e adapte o seu comportamento conforme vocês avançam juntos!

Foto: Pexels


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