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O mais novo lançamento da Netflix, 13 reasons why, trouxe à tona um assunto importantíssimo: o comportamento suicida. Para quem ainda não conhece a série, o enredo traz a história de Hannah Baker, uma adolescente que grava treze fitas antes de se matar. Cada fita é dedicada a uma pessoa que, de acordo com ela, se tornou um dos motivos pelos quais ela decidiu partir.

Por ser um tema de extrema delicadeza, o suicídio não costuma ser discutido com a amplitude que merece. Só para se ter ideia, um dos levantamentos mais recentes sobre tal prática está no Mapa da Violência de 2014. De 2002 a 2012, 5 anos atrás, houve um crescimento de suicídio entre jovens e adolescentes em aproximadamente 15%. E isso só no Brasil.

comportamento suicida

Mas o motivo pelo qual estou falando isso tudo é que o seriado discute nossos comportamentos do dia-a-dia com relação a outras pessoas. Muitos de nossos conhecidos pedem “ajuda” com os olhos, mas de vez em quando somos incapazes de perceber. Seja porque está tudo muito corrido, ou ainda porque a pessoa “faz muito drama”.

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A verdade é que todos nós, e eu me incluo nisso, precisamos começar a olhar para o outro, e aprender a deixar nossos próprios umbigos um pouco de lado. E é por isso que hoje vou ensinar a identificar um comportamento suicida, e como fazer para ajudar. Afinal, ele pode estar acontecendo do seu lado, e você não sabe.

Como identificar um comportamento suicida

1 – Fique atenta aos “alarmes verbais”

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Normalmente, estamos acostumadas a “relevar” certos comentários que indicam um possível comportamento suicida. Acontece que uma pessoa que pensa em tirar a própria vida vai pedir por socorro de forma inconsciente. Dessa forma, em meio a diálogos e desabafos, ela pode soltar alguns comentários como “quero morrer”, “ninguém liga pra mim”, “por que eu fui nascer” ou “se eu sumir dessa terra ninguém vai notar”.

Quando banalizamos tais avisos verbais, ainda mais com a ajuda da internet e dos famigerados memes, fica difícil identificar um comportamento suicida de verdade. Brincar sobre ‘tirar a própria vida’ é muito pesado, sem falar no fato de que esses comentários normalizam uma ação depressiva que não deveria sequer existir.

Sendo assim, quando alguém começar a soltar frases desse tipo, não encare como ‘um drama’, ou ainda como uma ‘piada’. Escute a pessoa, dê conselhos, pergunte se ela está falando sério e explique a gravidade desses sentimentos. Mostre a essa pessoa que ela não está sozinha, e que ela tem o seu ombro para escorar de vez em quando.

2 – Fique atenta às dificuldades pelas quais pessoa pode estar passando

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Uma pessoa que apresenta suspeita de comportamento suicida não chegou a esse ponto do nada. Por isso, analise todo o contexto de vida dela. Tente saber se ela passou por alguma experiência traumática, como a perda de um ente muito querido, abuso sexual, bullying, estresse excessivo e etc.

E lembre-se de um detalhe MUITO importante: não é porque você conseguiu superar algumas dificuldades, que ela também vai conseguir. NUNCA se compare a uma pessoa que apresenta comportamento suicida e nunca a julgue como ‘fraca’ ou ‘covarde’.

Mais uma vez, chegou a hora de olhar para o outro, e não para o próprio umbigo. Ninguém decide acabar com a vida do nada. E nem todo mundo lida com sofrimento como você. Sendo assim, ao invés de acusar a pessoa de ‘estar fazendo drama’, se coloque disponível para o diálogo. Converse com ela, deixe claro que ela pode desabafar com você na hora que precisar. E escute ela com carinho também.

A cada dia que passa, estamos nos tornando mais individualistas, e isso não pode continuar assim. Hoje é ela quem está sofrendo, mas amanhã pode ser você.

3 – Fique atenta a comportamentos depressivos

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Geralmente, pessoas que apresentam um comportamento suicida sentem, no fundo, um sofrimento e marasmo obsessivo. Ela perdeu a vontade de viver porque não vê muito sentido nisso. Ela não tem energia e ânimo para nada, anda sempre com uma expressão pesada no rosto e simplesmente não costuma ser a pessoa que era antes.

Quando essas mudanças de comportamento começam a acontecer, é bom ficar de olho. Mais uma vez: nunca encare tais atitudes como ‘choramingas’ e nem nada do gênero. Afinal, ela não está assim por vontade própria, e não, não adianta falar que “é só ficar bem” porque depressão não funciona assim.

Pergunte à ela o motivo de tanta tristeza, se coloque disponível para um bate-papo sincero e tenha bastante paciência com essas oscilações de humor. A última coisa que uma pessoa com comportamento suicida precisa é de mais alguém que vai apontar o dedo para ela.

4 – Saiba quais são os fatores de risco

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Normalmente, uma pessoa que apresenta comportamento suicida geralmente está enfrentando uma doença psicológica, como a depressão, esquizofrenia e etc. E aí, mais uma vez eu gostaria de reforçar a seguinte ideia: para ela ter chegado a tal estado, alguma coisa aconteceu. Pode ser um trauma, ou até mesmo genética. O que importa aqui é que ela não está assim porque quer, mas sim porque não consegue se libertar.

Então fique atento a alguns fatores de risco como traumas, comportamentos violentos e ingestão de álcool e drogas. Acontece que uma pessoa com potencial suicida pode se expor a situações de perigo justamente por não se preocupar com sua morte. É quase “abusar da sorte”.

Tente analisar a forma com a qual ela está levando a vida, e tente se fazer presente sempre que puder.

Enfim…

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Então, pessoal. O seriado reascendeu discussões sobre o suicídio, e eu acho MUITO importante retomar alguns pontos importantes destas. Este texto, na verdade, foi baseado em um post feito por uma de nossas psicólogas no ano passado.

Eu, como jornalista, entendo que meu lugar de fala está no alerta. Não sou formada em psicologia, e não tenho autoridade para opinar sobre alguns aspectos de um comportamento suicida. Contudo, gostaria de compartilhar com todas as nossas leitoras algumas dicas que possam nos ajudar a identificar tais comportamentos.

E, além disso, um conselho que dou é o seguinte: vamos começar a olhar mais umas para as outras. Como eu disse alí em cima, um dia é a pessoa quem está passando por dificuldades, mas no outro pode ser você.

Procure por ajuda psicológica, seja para você, ou para outra pessoa. Aliás, se quiser bater um papo, temos uma equipe de Super Profissionais que podem entrar em contato com vocês!

O importante é não passar por nenhuma dificuldade sozinha, e garantir que as outras pessoas também não se isolem.


E que tal ajudar uma de nossas leitoras?

 

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