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O que você procura?

Tem um filme que eu gosto muito (e que até citei nessa matéria aqui) chamado DUFF: Você conhece, tem ou é. O nome é bem Sessão da Tarde, e a vibe do filme também, mas eu gosto porque sempre me identifiquei muito com a personagem principal. Eu sempre quis saber como ser bonita e me sentia como a mais feia do meu grupo de amigas.

O filme, basicamente, conta a história das meninas que são consideradas as amigas ‘mais feias e gordas’ – aquelas que fazem as outras parecerem ainda mais bonitas interessantes, as que servem como a ponte entre os meninos e as meninas e que normalmente não despertam o interesse em ninguém. Já se identificou? Eu já.

A Bianca, do filme DUFF, descobre que é a amiga feia e gorda

Acho que em algum momento ou outro, todas nós já nos sentimos assim. A mais feia do grupo, a menos desejável, a que nunca consegue um namorado. Porém – e você pode se assustar –, eu sei que isso pouco tem a ver com a nossa aparência e tudo a ver como que a gente pensa da gente. Ou seja, não adianta querer saber como ser bonita se a gente continua se achando feia.

A saga do como ser bonita: um trabalho de autoestima

Essa introdução toda foi só para dizer que… Bem, até mesmo as mulheres bonitas já se sentiram uma DUFF vez ou outra. É tudo mais profundo do que isso, entende? É preciso um trabalho de autoestima e amor próprio para a gente entender que a gente é linda e importante independentemente do que as pessoas pensam – especialmente os homens.

Aprender como ser bonita para agradar aos outros é um tiro no pé, porque você coloca toda a sua felicidade aí. ‘Quando eu for bonita eu vou conseguir o que quero e ser feliz’. Mas não é bem assim que as coisas funcionam na prática. Você cria expectativas tão altas que até mesmo ‘ser bonita’ nunca é o suficiente porque você nunca vai se sentir bonita o bastante.

Agora, dá para a gente sair dessa cilada. O passo principal e mais importante é:

Reconhecer que quem precisa mudar é você e não os outros.

Tudo começa com esse primeiro passo. Se eu não me sinto bonita, se sinto que sou a DUFF do meu grupo de amigas, então alguma coisa não está certa. Quem precisa mudar sou eu, e não os outros. Eu posso tentar mudar de amigas, de trabalho, de namorado, mas a sensação vai junto comigo se eu não fizer algo para mudá-la. O segundo passo pode ser, talvez, o mais difícil:

Desistir de se comparar com os outros.

Quando eu falei aqui nesse texto sobre rivalidade feminina, essa briga entre mulheres vai muito além de conseguir um namorado ou não. É uma luta constante por saber quem é a mais bonita, a mais magra, a mais em forma, a mais realizada… E essa comparação nos mata aos pouquinhos, de verdade. A gente se compara o tempo todo e apaga a própria luz, a própria importância. Perceber que isso é nocivo e calar essa voz na nossa cabeça é o treino mais difícil e mais recompensador de todos: é libertador saber que a gente não precisa tentar ser igual a outra pessoa.

O terceiro passo, para mim, é o mais importante de todos:

Aprender a falar bem de si mesma.

Para uma pessoa que só se criticou a vida inteira, falar bem de si é quase uma heresia. Eu falava ‘poxa, hoje eu estou bonita’ e logo vinha o contra-ataque: ‘imagina, você continua horrível’. Daí é parar, respirar fundo e retrucar ‘você está errada, eu estou linda hoje e nada vai me fazer mudar de ideia’. E assim vai.

O mais incrível de aprender a amar a si mesma, muito mais do que saber como ser bonita, é que amor atrai amor. É uma corrente. Quanto mais você se ama, mais amor te cerca, e se você sonha com um relacionamento bacana ou até uma promoção no seu trabalho, isso virá para você. É inevitável se você aprende que o amor é algo que vem de dentro e que a beleza e a felicidade não têm nada a ver com a sua aparência.

Como ser bonita não é o segredo: a pergunta que você tem que se fazer é ‘como me amar’? O que vem a partir daí é que vai fazer você ver a pessoa linda que já é.

Imagem: Reprodução

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