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[+18] Cumpra sua promessa

Gabriela Pimenta

Colunista Superela

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A primeira coisa que fiz ao sair pelo portão de desembarque, foi procurá-lo em meio à multidão e não demorou nem dois segundos para a cabeleira loura de Theo chamar minha atenção, assim como seu sorriso encantador mostrando as covinhas.

Lindo. Simplesmente lindo.

Praticamente esbarrei em todos os outros passageiros, sem dar importância alguma para a mala pesada balançando de um lado para o outro, e por muito pouco não o levei ao chão quando pulei em seus braços abertos para me receber. Dei-lhe um beijo molhado na boca, transmitindo toda a saudade que senti, e fui retribuída na mesma intensidade. Suas mãos possessivas me apertando ainda mais no abraço.

– Oi, baby.

Sussurrou perto do meu ouvido e senti um arrepio na espinha. Imediatamente, a lembrança de horas atrás, de nossa excitante brincadeira e sua tão sensual promessa vieram à minha cabeça, e fui incapaz de conter o calor que se instalou entre as minhas pernas apenas por imaginar que estando finalmente de volta em seus braços, poderíamos cumpri-la.

– Oi, amor. – disse, dando-lhe mais um beijo – Como você está?

– Agora, com você aqui, melhor do que nunca.

Sorri e deixei que seus lábios tomassem conta dos meus outra vez. Ficamos alguns minutos trocando carinhos no meio da área de desembarque, para depois irmos em direção ao estacionamento e então para a nossa casa.

Durante o caminho, Theo falou sobre o que aconteceu nos dias em que estive de viagem, mas, de longe, suas histórias eram o que prendia a minha atenção naquele momento. A regata azul deixando à mostra seus braços levemente definidos e dando-me uma bela visão de seus músculos contraindo a cada movimento que fazia com o volante era o que realmente ganhava a minha concentração. Ou melhor, a tirava. Pois tudo o que eu conseguia imaginar era naqueles braços me apertando com vontade.

Baixei meu olhar para a sua calça jeans colada e o volume mais do que considerável do seu pau, mesmo normal, excitava-me. E só de pensar que logo cairia de boca naquela iguaria e teria todos os meus desejos atendidos, a promessa de ser fodida até que ficasse sem andar cumprida, fazia meu corpo vibrar de ansiedade.

O som do seu pigarro me fez voltar à tona e reparar que fiquei tempo demais encarando suas “partes baixas”. Me ajeitei no banco, um pouco constrangida, mas não segurei a curiosidade e olhei de soslaio para ele, encontrando um sorriso travesso no canto dos seus lábios deliciosos e cheio de segundas intenções.

– Está mesmo ansiosa para que eu cumpra a minha promessa, não é, baby?! – disse.

Mordi o lábio e concordei, vendo um sorriso maior tomar conta do seu rosto.

– Pois você não é a única. – lançou.

Antes que eu percebesse, ele girou o volante com tudo e virou o carro, entrando por um portão luminoso, que só depois entendi o que era: um motel.

Aaaahh… Eu não poderia esperar menos do meu namorado.

Não consegui esconder o sorriso satisfeito que se formou nos meus lábios e ele demonstrou gostar muito disso. Pegamos rapidamente um quarto e antes mesmo de sairmos no carro, começamos a nos beijar e apalpar desejo. Theo soltou os cintos de segurança com certa afobação e quase não deixou que eu descesse do carro para finalmente entrarmos no quarto.

Um vez fora do nosso Opala Comodoro preto, meu namorado me pegou no colo e abriu desajeitado a porta, e sem dar-se ao trabalho de ser delicado, meteu o pé na madeira para fechá-la, criando um som bem alto.

– Quer pagar pela porta também? – brinquei.

– Que se dane a porra da porta!

Theo enfiou a língua quente dentro da minha boca e iniciou mais um de seus beijos malditamente saborosos. Me ajeitei no seu colo enquanto sentia que se locomovia pelo ambiente, sem largar seus lábios maravilhosos, e não demorou muito para que eu começasse a sentir a ponta da sua ereção roçar na minha entrada úmida.

Fui colocada sobre a cama com alguma pressa e o corpo firme do meu namorado prensou o meu contra o colchão. Abri as pernas, dando espaço para que se encaixasse entre elas, e tive o pescoço deliciosamente maltratado por um chupão bem molhado.

– Theo… – suspirei ao sentir suas mãos grandes apertando meus seios.

Ergui o quadril e rebolei de leve, esfregando-me na sua dureza mais do que nítida, ganhando um gemido rouco e profundo perto do meu ouvido.

Foi o fim. Se antes eu já estava molhada, depois do seu gemido fiquei completamente encharcada. Ele sempre teve esse efeito sobre mim. Bastava um toque, um sussurro ou um beijo, e eu estava a sua completa mercê.

Tirei sua regata, expondo seu peito firme e moderadamente definido, do jeito que sempre adorei, e não contive em lambê-lo até a base do pescoço, onde deixei uma mordida. Me ajeitei no seu colo, com uma perna de cada lado, e continuei o trabalho de marcar sua pele enquanto remexia os quadris sobre seu pênis maravilhosamente duro e pulsante, dando uma boa dose do que estava por vir: eu quicando no seu pau.

– Ah, caralho… – ele puxou o ar entre os dentes e segurou minha cintura com firmeza – Ter você aqui é mais gostoso do que pela tela de um maldito notebook…!

– Muito melhor, não é?!

– Infinitamente melhor!

Me puxou para baixo, apertando contra sua ereção e arrancando gemidos de ambos. Colocou-se sobre mim novamente e tratou de livrar-se das minhas roupas. Peça por peça, todas encontraram o chão e fiquei totalmente nua diante ele, que umedeceu os lábios antes de sugar um dos meus mamilos.

Lambeu, mordiscou, chupou e tudo mais o que teve vontade. Esbanjou-se com um e depois com outro, e só o que eu sabia fazer era gemer e me esfregar contra seu jeans, que tentei custosamente arrancar.

– Quer que eu tire? – perguntou o óbvio, com um sorriso sacana.

– Tire antes que eu rasgue e você não tenha como sair daqui.

Sua gargalhada gostosa ressoou pelo quarto enquanto tratava de tirar a calça e a boxer, ficando também nu, sustentando uma ereção mais do que saborosa.

Me esgueirei pelo colchão e fiz com que deitasse, afastei suas pernas e peguei seu pênis com cuidado. Apoiado nos cotovelos, observava o carinho suave que eu fazia ao subir e descer a mão por todo o seu comprimento e, vez ou outra, deixava um gemido escapar.

– Me deixe sentir sua boquinha quente… Chupa bem gostoso o meu pau, baby… Chupa vai…

Não pude resistir ao seu pedido tão excitante e cai de boca do jeito que eu queria. Lambi primeira a cabecinha, sem pressa, e o abocanhei. Theo soltou um grunhido rouco, repleto de tesão, que fez minha boceta gotejar.

Com a mão, suguei com gosto, indo e voltando até onde conseguia e engasgando quando minha gula falava mais alto. Meu namorado enredou os dedos entre os meus cabelos e ditou a velocidade, vez ou outra, impulsionando o quadril para cima e fodendo minha boca.

– Isso baby… Continua mamando do jeito que você sabe…

E continuei. Para cima e para baixo… Para cima e para baixo… Até sentir suas veias engrossando e denunciando que estava perto de gozar. Então parei.

Larguei-o atordoado e deitei, separando bem os meus joelhos e chamando-o com o dedo. E disse, no tom mais sensual que consegui.

– Cumpra sua promessa…!

Ele não pensou duas vezes. Ajoelhou-se, me pegou firme pela cintura só para ajeitar a ponta na minha umidade, e arremeter com tudo. Apertei as unhas contra sua pele e arqueei o corpo ao tê-lo tão fundo, da forma como imaginei por todos aqueles dias.

Senti seu pau deslizando para dentro e para fora, duro, tenso, tomando seu espaço com cada vez mais intensidade. Suas mãos escorregaram por minhas curvas, para debaixo dos meus joelhos, erguendo e afastando ainda mais minhas pernas. E metendo todo o seu tesão em mim.

Segurei o lençol com força, gemendo seu nome a cada estocada que me levava ao céu, vendo o suor escorrer por seu maxilar bem desenhado e cair no meu corpo.

Dez, quinze…

Vinte, trinta…

Afundou-se em mim. Duro, quente e possessivo. De novo, de novo, e de tantas maneiras, que assim que atingi o orgasmo e gritei seu nome até quase ficar rouca, me contrai automaticamente para receber seu gozo e tremeu quando os jatos quentes me preencheram.

Suspirei, exausta pela foda espetacular que tivemos e permiti que meus músculos relaxassem sobre o colchão. Chame meu namorado, pedindo para que deitasse ao meu lado, mas antes que o fizesse, ele separou minhas pernas outra vez e disse:

– Até gritar…

Gargalhei com seu comentário idiota e o puxei para um beijo. E disse:

– Do jeito que você prometeu.

Imagem: Phazed


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