O que você procura?

Era final de outubro, véspera de Halloween. Minhas amigas estavam empolgadas. Acordaram-me no meio da noite para dizer que alguns rapazes da vizinhança estavam planejando fazer uma festa na casa abandonada.

Era uma Oportunidade única para tirar o meu atraso.

halloween

Preciso abrir um parêntese aqui para explicar que essa casa é praticam ente um patrimônio histórico do nosso bairro. Ninguém sabe a quem pertence, nem há quanto tempo está abandonada. Os registros na prefeitura indicam que ela foi construída no século passado, mas não há nenhum histórico de moradores. Sua aparência vitoriana, com vidros quebrados e rebocos caindo aos pedaços, remete perfeitamente a um cenário de filme de terror bem sexy.

Enfim, era o lugar ideal para uma festa de Halloween.

Todos os anos, um grupo de universitários aproveita a data para invadir o casarão e tomar algumas cervejas, fumar um baseado e transar por todos os cômodos possíveis. Nada mais clichê, não é mesmo?

Minhas amigas estavam empolgadíssimas com a oportunidade de entrar de penetras naquela festa e tirar proveito dos garotos bêbados. Já fazia um tempo que eu estava “na seca” e, para elas, nada era mais divertido do que tentar arranjar um boy para mim.

Fomos as primeiras a chegar.

O clima sombrio parecia engolir qualquer pessoa que atravessasse a porta. O cheiro de mofo dominava o ar e a desordem dos móveis, com camadas de poeira acumulada, reforçava a antiguidade e abandono daquele lugar. O chão de madeira rangia a cada passo dado, quebrando o silêncio mortuário sepultado entre aquelas paredes.

Estávamos em pleno verão e o clima era quente do lado de fora. Dentro da casa, porém, uma corrente de ar silenciosa percorria os cômodos, trazendo consigo calafrios. Algumas pessoas que estavam na festa diriam mais tarde que o vento tocava suas pernas como dedos congelados de um cadáver.

Uma sensação estranha rondava aquele lugar. Os convidados estavam cruzando os limites de algo proibido. Eram presenças estranhas vagueando em uma área que não lhes pertencia.

A porta da frente de repente se escancarou com um estrondo.

Nossos vizinhos entraram e, atrás deles, seus colegas universitários estavam prontos para se embriagar e contaminar o ambiente com o suor de seus corpos entrelaçados. Todos estavam fantasiados, escondendo seus rostos por trás de máscaras e maquiagens.

O clima sombrio foi logo substituído por uma algazarra cheia de gente. O silêncio foi preenchido pela música, o cheiro de mofo foi dominado pelo tabaco e sexo, e a escuridão foi suprimida por luzes coloridas.

Mesmo com toda essa animação, a estranha sensação do desconhecido pairava sob a cabeça de cada convidado. Ainda que eles evitassem falar sobre isso, com medo de quebrar o clima festivo, ela estava ali. Era como olhos invisíveis que observavam tudo ao seu redor.

À princípio, fomos ignoradas por todos que entravam na casa.

Nenhum olhar sequer era dirigido a nós. Mas logo a bebida começou a fazer efeito e, entre encontrões e pisadas no pé, as pessoas começaram a interagir conosco.

— Nossa! — um dos rapazes me olhou de cima a baixo, mal conseguindo se manter em pé — Que fantasia incrííível!

Senti-me lisonjeada com o elogio. Tinha plena consciência do meu corpo sensual e não tive o pudor de esconder nada. Queria que os garotos — cujos pintos eram maiores que o cérebro — logo me notassem para que eu pudesse me divertir.

— Obrigada — respondi com meu sorriso mais sensual.

Queria retribuir o elogio, mas infelizmente ele estava vestido apenas com um chapéu de cocar ridículo e uma sunga apertada. Seu corpo musculoso estava coberto de suor e seu bafo quente de maconha misturada com vodka fez com que eu o dispensasse em um gesto rápido.

Não era isso que eu queria.

halloween

Olhei para os lados, procurando minhas amigas, e logo percebi que elas já estavam se agarrando com caras bombados e seminus, exatamente como aquele que eu acabara de dispensar.

Uma delas me viu e, enquanto o garanhão que a agarrava estava distraído apalpando seus seios e mordiscando seu pescoço, ela fez um gesto para que eu me virasse e pegasse imediatamente o garoto idiota do cocar. Respondi com um gesto negativo e ela deu de ombros, voltando a atenção para seu “amiguinho”, que já estava quase gozando nas calças.

Não demorou para que as pessoas começassem a subir para o segundo andar da casa, onde a verdadeira festa acontecia. Minhas amigas já estavam puxando seus pares pelas escadas e eles a seguiam como verdadeiros cãezinhos adestrados.

Soltei um suspiro e voltei a me concentrar na tarefa de encontrar um cara que me agradasse. De repente, alguém trombou em mim e ouvi uma voz abafada gritar:

— Opa, foi mal!

Quando olhei para o lado, deparei-me com um homem coberto por uma fantasia de lobisomem dos pés à cabeça. Ele segurava um copo com Coca-Cola e, por incrível que pareça, não parecia estar bêbado.

Achei aquilo engraçado e ao mesmo tempo excitante.

Só de me imaginar transando com alguém totalmente desconhecido, com o corpo e rosto inteiramente cobertos por aquela fantasia bizarra, já senti um calor entre as pernas.

— Gostei da fantasia — gritei em seus ouvidos, apoiando a mão em seus ombros.

Ele se afastou e me observou com curiosidade. Não podia enxergar seus olhos, mas tinha certeza de que estavam brilhando de desejo ao ver meu corpo. Se suas calças não fossem tão grossas, arriscaria dizer que seu pau estava endurecendo ali mesmo.

— Também gostei da sua — ele respondeu de forma abobalhada.

Não pensei duas vezes.

Agarrei seus braços, derrubando o copo de refrigerante e comecei a guiá-lo pelas escadas. Ele não questionou, nem disse uma palavra sequer. Devia estar pasmo. Aquilo era um sonho se realizando.

Nos corredores do andar de cima, ouvíamos gemidos e gritos de prazer que escapavam pelas frestas das portas. Ali, o cheiro predominante era de sexo. Algumas portas semiabertas revelavam corpos entrelaçados em posições inimagináveis, muitas vezes com mais de dois participantes.

Encontramos um quarto vazio. Puxei o lobisomem para dentro, tranquei a porta e o joguei sobre a cama, levantando uma leve camada de poeira. Ele fez um gesto rápido para tirar a máscara, mas eu rapidamente segurei seus braços.

halloween

— Não — sussurrei em seus ouvidos —, não vamos estragar a surpresa.

Ele apenas assentiu. Estava perplexo demais para dar qualquer outro tipo de resposta.

Engatinhei sobre a cama, apalpando seu corpo coberto pela fantasia peluda e logo descobri o zíper que separava as calças da parte superior. Admito que estava extremamente curiosa para descobrir como era o seu corpo e o rosto por trás da máscara. Mas, ao mesmo tempo, aquele segredo me excitava.

Abri o zíper e abaixei as calças somente o suficiente para revelar seu membro rígido, que imediatamente saltou para fora, surpreendendo-me com o seu tamanho. Comecei a chupar aquele pau grosso com vontade. Ele latejava tanto em minha boca que eu poderia gozar ali mesmo. Ver e sentir o tesão desse rapaz por mim era tudo aquilo que eu esperava há anos.

Subi minha boca até o pescoço dele e comecei a dar pequenas mordiscadas que me deixavam com mais tesão ainda. Nossa conexão era incrível. Ele segurava minha cintura forte enquanto esfregava seu pau em minha buceta. De repente, ele se coloca por cima de mim e tenta me beijar. Com apenas um movimento, fiz que não e comecei a descer sua cabeça em direção à minha cintura. Ele entendeu o recado.

Nunca recebi uma chupada tão gostosa e intensa em toda a minha vida, e o clima macabro de toda aquela casa só me excitava. Ele agarrava meus seios enquanto gemia com a língua em meu clitóris. Se inclinava em minha direção como se pudesse ser engolido por mim a qualquer hora. Sua sede pelo meu prazer estava evidente. De vez em quando escutávamos gritos de terror vindos do lado de fora, mas não era preciso pararmos. Tranquilizei o moço dizendo que eram apenas trilhas sonoras temáticas do Spotify.

Quando percebi que estava quase gozando, me coloquei por cima dele. Enquanto eu rebolava com aquele pau grande e grosso dentro de mim, ouvia sua respiração ofegante vindo de dentro da máscara. Estava quase se sufocando de tanto prazer. Em um gesto rápido e desesperado, ele arrancou a cabeça de lobisomem, revelando um rosto barbado de olhos azuis. Fiquei surpresa por ter escolhido alguém tão belo e jovem sem saber.

— Agora… — ele tentava dizer entre os gemidos de prazer — tira a sua… máscara… também!

Estávamos perto de atingir o ápice. Meus gemidos suprimiam os gritos que vinham do lado de fora. Ele virou seu rosto para a porta, preocupado com aqueles sons incessantes, mas eu agarrei suas bochechas e o obriguei a olhar para mim.

Dei um sorriso perverso e perguntei:

— Que máscara?

Foi aí que a compreensão o atingiu e ele também começou a gritar.

Imagem: visualhunt

Co-autoria: Lucas van Wijk 

Área especial sobre Orgasmo Feminino

Sabia que a gente tem uma área especial sobre Orgasmo Feminino com muitas dicas, técnicas, fotos e vídeos?

Veja uma prévia do que espera por você

Você ainda poderá participar do nosso grupo fechado no Facebook e tirar dúvidas com uma Sex Coach, além de falar sobre o assunto com outras mulheres!
Vamos nessa? 😉

Acessar o especial Orgasmo Sozinha

@ load more
E-mails especiais
Faça parte da comunidade de mulheres mais empoderadas do mundo!
Escolha os temas que mais gosta
Quero!
Obrigada, agora falta pouco...
Por favor, fique de olho em sua caixa de entrada (às vezes, pode acontecer do email estar no SPAM ou na aba Promoção caso use GMail). Quando receber nosso email é só clicar no link de confirmação ;)
Enviaremos nos próximos minutos um email para você confirmar o recebimento de nossos conteúdos.
Os melhores conteúdos do Superela.
Um único email por semana.
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Vamos ser amigas? :)
Queremos te enviar OS MELHORES
conteúdos do Superela.
Você vai adorar! ❤
Qual conteúdo você gostaria de ver no Superela?
A gente escreve sobre o que você quiser e ainda manda no seu email :)
Obrigada!
Recebemos sua sugestão.

Hey, você já conhece o Clube Superela? Lá você pode perguntar o que tem vontade anonimamente :)