O que você procura?

E se a gente conversasse um pouco sobre desconstruções e extinções de preconceitos que existem por aí? Deixa eu te dar um exemplo: supondo que você quer MUITO ter filhos, mas não necessariamente uma família. Tipo assim: você quer ser mãe, mas não quer ser esposa, por exemplo. Há um tempo atrás diríamos que isso é uma coisa de louco, bem impossível de se concretizar. Só-que-não. E é disso que eu vou falar hoje. Ou melhor: Vamos bater um papo sobre Coparentalidade?

Ok. Afinal, o que é Coparentalidade?

coparentalidade

Sem medo

Eu sei, eu sei. Esse nome é bem assustador  e moderno, mas acredite, de novo não tem nada. Juridicamente falando, Parentalidade é ser pai, ou mãe, só que de sangue.

Já a Coparentalidade nada mais é que duas pessoas da mesma família que se tornam responsáveis por uma criança. Sabe quando você cresce em uma casa cheia de tias que cuidam de você? Ou quando você mora com sua mãe e sua avó porque o pai não está mais presente? OU AINDA quando você tem madrasta ou padastro?

Pois é! A novidade é que uma turma de pessoas que querem ser pais, porém, sem vínculo afetivo, estão querendo entrar para esse rolê!

E isso não é capricho, e nem invenção de moda!

A gente não tem controle sobre muitas coisas de nossas vidas, sabe? A vida, muitos dizem (e eu concordo) é muito curta para ser vivida, e tem gente que não quer esperar, e muito menos se enquadrar, em alguns padrões sociais para que outros passos possam ser dados. Deixa eu explicar melhor: MUITA gente sonha em ter filhos, e não têm a MENOR necessidade de esperar encontrar a “pessoa perfeita” para, só depois de um tempinho, começar a constituir uma família.

E assim, já que a vida é curta, na moral: a gente merece vivê-la de forma feliz. Tentar se encaixar nos moldes da família tradicional brasileira sem A MENOR vontade é uma maldade consigo mesmo. E aí a Coparentalidade vem como uma solução para essas pessoas!

Colocando os pingos nos “is”

coparentalidade

Então vamos lá: essa nova modalidade da Coparentalidade abraça aqueles que, antes de qualquer posição social, querem ser pais, e não querem fazer isso sozinhos. Pronto e acabou. Então podem ser amigos de longa data (sejam dois homens, duas mulheres e homem e mulher) que tão muito afim de ter um filho e não querem mais esperar? Pode! Podem ser irmãos? Pode! Pode ser com uma pessoa que, assim como você, entrou em um site de Coparentalidade e se candidatou para dividir a responsabilidade de um filho com outra pessoa? Também pode!

Como eu disse, a novidade aqui é que as pessoas não precisam estar, necessariamente, envolvidas afetivamente.

E como funciona?

Pois então. As duas pessoas que decidirem entrar no sistema de Coparentalidade têm várias opções. Se for um casal, e a mulher quiser ser mãe, pode-se recorrer a uma inseminação artificial, por exemplo.  Se forem duas mulheres e uma delas quiser engravidar, pode ser através de bancos de doação de esperma. Se forem dois homens, as alternativas podem ser barriga de aluguel, ou até mesmo adoção. E o mesmo vale para mulheres que não quiserem engravidar.

Toda a ideia da Coparentalidade gira em torno de uma maternidade e paternidade ainda biológica, porém, sem envolvimento amoroso entre as partes. Existem casos de casais gays que adicionaram mais uma pessoa que, assim como eles, também quer ter filhos mas sem compromisso. Também já vi pessoas que se conheceram pela internet, fizeram inseminação artificial e hoje são pais muito felizes, e por aí vai.

E a legislação?

Como é um assunto ainda muito novo, a legislação para a Coparentalidade é a mesma que rege os casais divorciados que desejam dividir e guarda do filho. E todo esse processo é extremamente importante para que o casal que deseja ter filhos planeje direitinho e de forma que haja proteção e garantias para ambos.

Por isso é importante entrar nessa com uma pessoa a qual você confia bastante, e sabe que será um excelente pai ou mãe para o seu filho. Estabeleçam acordos, contratos, e sejam felizes!!

E sem tabus!

Pense da seguinte maneira: nos dias atuais, MUITAS crianças têm os pais divorciados e vivem bem, certo? É claro que existe todo o choque da separação, mas depois disso tudo passa. Agora pense comigo: com duas pessoas que querem ter filhos, mas não querem se envolver amorosamente, é melhor ainda!

A criança já vai nascer tendo pais separados que a amam incondicionalmente, porém, sem toda aquela confusão e conflitos do divórcio!

Massa, né?

Imagem: Pexels


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo sobre Coparentalidade, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?


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