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“Eu cresci, agora sou mulher” – Quando pequena, eu já cantarolava essa frase da música de Sandy e Junior sem realmente refletir sobre o seu significado…

Com meus quase 23 aninhos, me pego pensando na mulher que imaginava que eu seria com esta idade (leia mais aqui). Não sei vocês, mas eu sempre brinquei de imaginar o futuro – não só o meu, mas também o das pessoas a minha volta – e, a essa altura, na minha cabeça, com 15 anos as coisas estariam muito diferentes.

Em primeiro lugar, eu imaginava que seria tia. Sim, é meio estranho, mas na minha cabeça pelo menos uma das minhas três irmãs mais velhas já teria me dado um lindo sobrinho e eu seria uma tia amorosa – algo que indicaria que eu havia crescido. Eu já teria aproveitado muito as baladas e agora teria um namorado daqueles que a gente jura que vai ser para sempre, sabe?!

Pensava que estaria me formando na faculdade e, na minha cabeça, eu também moraria sozinha, teria um emprego estável e pagaria todas as minhas contas para não dar nenhum trabalho para os meus pais, porque isso, para mim, era sinônimo de ter crescido e alcançado a tão almejada independência (leia mais aqui).

Agora, imaginem vocês qual o sentimento ao me ver em uma situação completamente diferente: estou solteira e bem longe de querer namorar alguém; não sou tia e não existe qualquer previsão para isso; já entrei na faculdade, mas estou longe de me formar; moro com meus pais, estou atualmente desempregada e bem longe de poder pagar todas as minhas despesas…

Então você me pergunta: “E daí, Thami?! A vida é assim mesmo…”. Exatamente! A vida é assim mesmo, gente. Tenho certeza que você sonhou com muitas coisas e elas não foram exatamente como imaginou…

se tornar mulher

Por que é que os filmes, as propagandas e séries nos mostram algo que parece, simplesmente, ser impossível de ser alcançado na realidade?! E lá parece ser tão simples, não é? As etapas se sucedem, fluem e parece inadmissível sair daquele roteiro criado. Qual o sentido de gerar tantas expectativas para o futuro e nos frustarmos já com 20 e poucos anos por não ter conseguido alcançar nenhum dos itens que nos colocam como essenciais a cada faixa estaria da nossa vida?

Então, não alcançar nada daquilo me fez perguntar a mim mesma se eu cresci, se consegui amadurecer e me tornar mulher… Afinal, se olhar para minha vida hoje, ela não está muito diferente de quando eu tinha 15 anos, é só trocar a escola pela faculdade e estará igual há 7/8 anos atrás… Bom, nada do que eu planejei aconteceu, mas eu me sinto muito mais mulher do que aquela “moça” que idealizei que seria um dia.

Vocês não imaginam o quanto me sinto madura quando minha mãe me pede um conselho ou quando ela divide comigo um problema e eu a ajudo a resolve-lo. É impossível descrever o quanto me sinto realizada ao ouvir que meu pai tem orgulho da pessoa que sou e das coisas que já conquistei sozinha.

Tenho lá meus méritos… Com 15 anos eu resolvi ir para a rua e bater de porta em porta vendendo produtos de revistas de cosméticos, fiz isso só para ter um dinheirinho meu – veja bem, meu pai sempre me deu tudo, mas também me ensinou a ter orgulho de conquistar o que é meu.

Com 18, consegui meu primeiro emprego como menor aprendiz de técnicas administrativas e não tive nem um “QI” nisso. Com 19, eu me aventurei a me tornar repórter em uma cidade pequena e eu não tive qualquer preparo para isso (Acreditem se quiser, fui deixar meu currículo e me acharam comunicativa e apresentável para aparecer na TV, me passaram 5 perguntas, um caderninho e uma caneta e me colocaram na rua para aprender com o cinegrafista e com minhas próprias experiências).

Fiquei 5 meses ali aprendendo, saí e pouco depois estava trabalhando no melhor jornal da cidade, onde fiquei por 2 anos. Acho que o estopim foi quando minha ex-chefe me usou como exemplo, quando ela me mostrou que eu fazia meu trabalho de forma apaixonada, dedicada e comprometida tentando sempre ajudar e colaborar o quanto podia com os outros. Vocês imaginam quanto orgulho senti de mim mesma?

se tornar mulher

E como explicar o gosto delicioso de pagar a última parcela do meu notebook com o dinheiro do meu salário? – foram suadas 10 prestações no cartão da minha irmã que paguei sempre com muito prazer.

Errar é inevitável, não contei sobre os tombos, mas houveram muitos… Senti medo na primeira vez que bati na porta de um estranho, na primeira entrevista e quando segurei o microfone pela primeira vez. De pessoas achando que não ia conseguir, tiveram várias, eu mesma duvidei de mim algumas vezes… Mas eu encarei o medo, passei pelos obstáculos, aprendi com os erros e foi assim que evoluí.

Agora, aos 22, escrevi um texto rapidinho e mandei para o Superela depois de ver vários anúncios pedindo por novos escritores, fiz só para dizer a mim mesma que eu tentei… Esperei a resposta, passaram semanas e eu imaginava que ele já estava na caixa de lixo, mas no dia 15 de Setembro, para minha surpresa, recebi uma resposta positiva e agora estou aqui escrevendo meu 11º texto no site que sempre acompanhei, ao lado de escritores que admiro.

Ah, aquela garota de 15 anos sabia muito pouco sobre a vida… Alguém avisa para ela que a vida é vai muito além daqueles clichês?! Mesmo sem filhos, um namoro ou casamento, minha três irmãs mais velhas são exemplos para mim de que uma mulher pode ser muito feliz sem nada disso.

Hoje elas já alcançaram alguns sonhos: se formaram, trabalham em boas empresas, pagam as próprias contas, têm a própria casa e conseguem até ajudar meus pais quando é precisa. Não são belas, recatadas e do lar, mas são lindas mulheres esforçadas e sempre me apoiaram em tudo, claro que acho isso muito mais admirável.

se tornar mulher

Eu sigo buscando realizar cada um dos meus projetos. Às vezes, me surpreendo com os caminhos jamais imaginados que acabo por descobrir. Recentemente me aventurei por três anos em Altamira-PA e lá cresci muito mais do que cresceria em outro lugar. Crescer, ser independente, se tornar mulher não tem a ver com sair da casa dos pais ou ser uma tia amorosa. Ser mulher, descobri, não é ter um namorado, um emprego e uma casa.

Hoje eu percebo que as coisas não acontecem como queremos, não é como nos filmes, não existe um roteiro ou etapas pré-determinadas pelas quais temos que passar, a vida nos surpreende e crescer talvez seja perceber, aceitar e ver beleza nisso. As experiências ensinam e a maturidade vem para quem se arrisca e aprende… “Eu cresci, agora sou mulher…” – continuo cantarolando Sandy e Junior, mas hoje sei que sou, não a mulher que sonhei, mas a mulher que é capaz de realizar tudo o que quer porque sabe correr atrás.

Imagem: Pinterest


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