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Na virada dos anos 2000 existiam muitas expectativas sobre como seriam os próximos anos. Muitos acreditavam em fim do mundo, outros em carros voadores e robôs que fariam todo trabalho no lugar dos humanos. Eu, por exemplo, queria ter contato com os alienígenas.

2017 finalmente chegou e o quão decepcionados estamos ao ter que discutir sobre cura gay? Ainda em 99, o Conselho Federal de Psicologia decidiu oficialmente que homossexualidade não é doença, distúrbio ou perversão, e que o papel da psicologia era orientar e esclarecer a sociedade com o intuito de superar preconceitos.

cura gay

Imagem: Zé Dssilva

Portanto, se alguma coisa precisa de reversão ou reeducação é justamente o preconceito

Se você não consegue conviver com as diferenças entre as pessoas é melhor que procure algum tipo de orientação, pois tudo isso está baseado nos estereótipos que temos na sociedade. Todas essas questões se dão através da “socialização” dos indivíduos ainda quando crianças. Somos educados com a polaridade do que é certo e o que é errado, o que irá resultar em expectativas diferentes para homens e mulheres no meio social. Mas de que forma essa socialização acontece?

Tudo que nos é apresentado são os signos da heteronormatividade. Vemos casais héteros na TV, a nossa família (na maioria das vezes) é formada por héteros, e todos os papéis que aprendemos a desempenhar são ligados ao nosso sexo biológico (meninas femininas e meninos masculinos). E a pior parte está no que foi escondido de nós. Pare para refletir com quantos anos você ficou sabendo que existiam gays, lésbicas e trans, ou ainda, com quantos anos você descobriu que existia um membro LGBTQ+ dentro da sua família.

O fato é que todas as coisas que estão fora da caixa da heteronormatividade são taxadas como erradas.

O que é errado é mal, e o que é mal deve ser excluído da nossa sociedade.

É assim que nos sentimos, desprezados por um grupo de pessoas que nos intitula doentes de corpo, espírito e mente. Não satisfeitos em ignorar a nossa existência, nos negando nossos direitos, agora querem nos orientar para que possamos voltar a fazer parte da convivência deles. Ou seja, querem nos colocar numa caixa.

E o pior, eu sei que muitos de nós gostariam de estar dentro desta caixinha. O quão felizes seríamos de sermos aceitos? Eu, por exemplo, só queria poder segurar a mão da minha namorada em público sem receber olhares de julgamento, conhecer toda família dela sem o drama de ser apresentada como melhor amiga, não ser questionada ao dizer que quero ter filhos com ela (mas essas crianças vão ser criadas sem um pai?).

O Brasil é citado como o país mais perigoso para comunidade lgbt.

A cada 25 horas um de nós é morto por motivos de homofobia, um país onde uma travesti é morta a cada 3 dias e a expectativa de vida é de apenas 35 anos. E mesmo com todos esses dados, a discussão mais importante é de como vamos “curar os gays”? Errados estamos nós que morremos, e não quem nos mata? Exaustos de ter que viver escondidos e com medo muitos de nós começam a se questionar se não seria melhor aceitar de uma vez essa tal de ‘cura gay‘ e conseguir viver em paz.

Mas eu lhes digo com toda certeza do mundo, não há nada de errado em quem você é, e como diria nossa rainha Lady Gaga, eu nasci assim. Não representamos ameaça nenhuma para a família tradicional brasileira e se os olhos deles se sentem desconfortáveis com o nosso amor, deixa que fechem os olhos, deixa que eles achem difícil ter que lidar com o fato de que existimos, e não só existimos, como também RESISTIMOS.

Nossa revolução não é feita através de imposição. Não estamos aqui para instalar a tal da ditadura gayzista. Só queremos propor uma sociedade livre de preconceitos e estereótipos, sem rótulos e sem julgamentos. Por que isso é tão difícil? Só queremos o direito de construir a nossa família. Ninguém quer destruir a sua.

Aos preconceituosos eu desejo apenas o amor

cura gay

A vocês que, assim como eu, só querem ser aceitos, eu proponho coragem e força. Um dia vamos assumir o amor por nós mesmos, pelo nosso corpo, nosso jeito e estilo. Vamos nos olhar no espelho todos os dias e ter orgulho do que somos, de como nos vestimos, sem ter medo de qualquer tipo de represália, simplesmente… sendo livres.

Eu ainda não sou livre. Ainda não posso segurar a mão dela. Por causa do nosso amor fomos separadas. Somos tão prisioneiras que nos tiraram o direito de estar com quem nos faz bem. Eles tentam matar o nosso amor, nos exilando em cidades diferentes. Mas eles esqueceram do Aki Ito, o fio vermelho do destino. Ele interliga as pessoas onde quer que elas estejam. Pode ser esticado, enrolado, torcido, mas nunca quebrado.

Por ora, continuemos lutando. Portanto, tire seu preconceito do caminho que eu quero passar com o meu amor.

*Esse texto foi escrito pela estagiária de jornalismo do Ousadas, Anne Oliveira, mulher, feminista e homossexual

Imagem: visualhunt


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