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Dayse Paparoto e o discurso feminista vencem o MasterChef

Marcela De Mingo

Colunista Superela

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O programa MasterChef Profissionais teve, enfim, a sua vencedora: Dayse Paparoto, consagrada na noite de terça-feira, dia 13, como campeã da competição. A vitória da participante, que tinha muito da torcida do público, tomou as redes sociais não só por ter sido merecida, mas também porque se mostrou a melhor resposta ao machismo que ela sofreu ao longo do programa.

Dayse Paparoto precisou ouvir – muitos – comentários na cozinha que faziam referência ao seu gênero e que, pior de tudo, a colocavam em um lugar inferior ao dos outros competidores, homens em sua maioria. A chef precisou até mesmo ouvir que deveria ‘varrer o chão’ e foi definida como ‘fraca’ e ‘menos ameaçadora’ mais de uma vez.

Mais do que celebrar a vitória de Dayse Paparoto, que vencou na disputa final contra Marcelo, que ao longo do programa mostrou uma série de posturas machistas, não só direcionadas à colega de competição, foi o discurso da também chef Paola Carosella:

“Você escolheu uma profissão dominada pelos homens, como eu e como a Ana Paula [Padrão]. Não é nada fácil. Às vezes, a gente tem que ouvir umas idiotices que eu vou te falar. Você não está aí por ser mulher, você está aí por ter um talento inacreditável”, disse ela. “Nós vemos pessoas e nosso trabalho é julgar pessoas. Pratos que têm autenticidade, sabor e alma. A sua comida tem tudo isso. Você pode ganhar essa competição, não importa. Mas você já ganhou uma coisa que talvez você não saiba. Você abriu os olhos das pessoas para que elas olhem sem gênero, sem preconceito”.

De fato, é impossível não perceber como a presença de Dayse Paparoto abriu os olhos para o quanto as mulheres são discriminadas na cozinha profissional. A culinária de casa é vista como uma obrigação feminina, afinal é o seu dever cuidar do lar, porém quando o assunto é a profissão, é uma gastronomia profissionalizante, elas parecem perder a capacidade de sucesso.

Por isso também é importante reconhecer o apoio da própria Ana Paula Padrão (que elogiou a coragem da participante por ser mulher ‘em um ambiente supermachista’) e de Paola, que o tempo todo foram, também, contra esse tipo de comportamento durante a competição.

Aliás, o machismo é tão intrínseco a esse assunto que, logo após a vitória de Dayse Paparoto, o âncora do jornal da Band comentou, ao vivo, que ‘lugar de mulher é na cozinha mesmo’. Ou seja, mesmo depois de todo um discurso feminista, a ideia machista resistiu.

Em algumas entrevistas pós-final, Dayse Papatoro comentou que não se considera feminista, e que ‘a pessoa só é ofendida se ela se sente ofendida’. Por um lado, ela está certíssima – uma pessoa só se sente ofendida se ela toma qualquer situação para si. Como ela mesma explicou, ‘o importante é ser quem você é’, e a participante provou, o tempo todo, que não deixaria a sua essência de lado por causa de alguns comentários machistas.

Na contramão, o que vale também tirar de toda essa história é que é possível uma mulher se tornar um exemplo de força em um lugar tão dominado pelos homens. Feminista ou não, o talento de Dayse falou mais alto e, por isso mesmo, ela levou o merecido prêmio para casa.

Imagem: Facebook

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