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Moço, desapega dessa armadura!

Thayna Gomes

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Eu conheci uma pessoa e, realmente, descobri que estava apaixonada. A paixão por si só já é um sentimento urgente e fugaz. Quer e quer agora. Imagine pra uma capricorniana que não se apaixona por alguém há anos? Pois é. Eu queria estar com essa pessoa o dia todo, todas as horas do dia.

Eu queria contar cada detalhe do meu dia. Eu queria que todos os momentos que passávamos juntos não terminassem por nada, e repetisse durante anos da minha vida. Cada confissão, cada passeio, cada beijo, cada gargalhada. Era tudo muito perfeito. Éramos incríveis juntos. Até que a pessoa começou a sumir. Demorava pra visualizar minhas mensagens, não respondia e quando respondia só fazia no dia seguinte.

Comecei a ficar agoniada, queria entender o que estava acontecendo, o que tinha dado errado se estava indo tudo tão bem. Tentei dar um tempo, respeitar o espaço, deixar a pessoa respirar, até que não aguentei e perguntei o que estava acontecendo. O que eu não imaginava era que a resposta viria como um soco no estômago – “eu não quero me envolver” – meus nervos começaram a ficar a flor da pele, e quis gritar na cara dele o quanto aquilo era estranho.

Moço, desapega dessa armadura! 1

Não quer se envolver, então porque mandava mensagem todo santo dia? Por que dizia que amava estar comigo e na hora da transa dizia querer fazer aquilo pra sempre? Por que era tão carinhoso e continuou mandando mensagem mesmo depois de transar? Por que não foi sincero e disse que era só uma transa? Cacete, nada fazia sentido na minha cabeça. Deixei a resposta em branco enquanto minha cabeça girava procurando resposta para aquilo.

O que eu não sabia e acabei descobrindo/lembrando é que a pessoa tinha traumas. Traumas de alguém que o feriu profundamente. Traumas de uma pessoa que ele amou muito. O que eu não percebi é que a pessoa por quem eu estava apaixonada carregava uma bagagem emocional imensa, pesada e suja.

Que ele julgou sozinho que ninguém iria suportar carregar com ele. Eu me senti incompetente e rejeitada. Senti como se eu não fosse capaz. Senti as minhas mais inabaláveis estruturas sendo corrompidas. Mas de uma coisa eu tinha certeza: isso não era problema meu. Eu não tinha culpa se a pessoa que eu gostava era mais uma das milhares que se sabotam e criam armaduras para não se ferir. Eu não tinha culpa se ele era mais uma das pessoas que com medo do fim, evita os começos. Eu não tinha culpa dele não se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente.

Moço, desapega dessa armadura! 2

O que eu acabei percebendo é que todos nós passamos por isso. Todos nós passamos por esse grande índice de pessoas que se sabotam emocionalmente. Infelizmente, estamos vivendo numa sociedade de pessoas que não se envolvem, que ficam afastando os sentimentos, se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, confesso, você já fez isso.  Em algum momento dessa vida já tivemos esse medo de fazer a entrega, o medo de não querer sentir mais nada por puro medo de nos ferirmos novamente.

E sabe porque tanta gente faz isso? Porque é mais fácil viver numa zona de conforto e auto-piedade. É mais fácil achar que não somos capazes de sentir de novo, ou de superar outro fim trágico. É mais fácil ficar reclamando que os traumas deixaram marcas e dizer “ninguém me ama, ninguém me quer”. Não, meu bem, você que não quer. E isso não é problema meu, nem seu: é problema da pessoa. É problema dela se ela não quer mergulha no profundo e prefere ficar no raso.

Eu vivi isso durante muitos anos, mas com o tempo acabei percebendo o quão vazio é não viver o intenso. O fogo por completo. Se você que está lendo agora, se identifica com o perfil do covarde que não se entrega, saiba que não dá pra ficar sabotando o que a gente nem sabe que vai acontecer. Uma pessoa me machucou, uma pessoa te machucou, mas quem garante que outra pessoa vai fazer a mesma coisa? Quem é que te garante que a história de vocês não vai ser aquela linda de final de filmes românticos?

Moço, desapega dessa armadura! 3

Okay, eu entendo se você disser: “Ah Thay, mas doeu muito, eu ainda estou recolhendo os caquinhos que sobrou do meu coração, você não entende isso”. Mas sim, eu entendo. E  juro que quando uma pessoa te ajuda na arrumação desse caos, o trabalho interior é mais bonito. O coração é mais frutífero, a alma é mais leve, o sorriso é mais contente.

Não tenha medo não. Não seja covarde a ponto de não viver uma história linda com alguém incrível. Mas se você se identifica com o perfil do apaixonado por um sabotador, saiba que isso não é problema seu. Deixe que a pessoa sozinha enxergue o que ela está fazendo de errado, uma hora ela mesma vai analisar a burrada que está sendo feita. É assim mesmo, precisa dar um tempo pro vazio começar a chegar. E pode confiar, ele sempre chega.

Imagem: Pexels

Thayna Gomes

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