O que você procura?

Estamos acostumados a assistir programas de moda como “Esquadrão da moda”, “Troca de Estilos”, etc, e não é difícil observar nestes que a maior parte das participantes mais velhas justificam seu estilo como uma forma de retornar ao tempo em que “eram bonitas”. Quase como se houvessem deixado de ser bonitas com a passagem dos anos. Assim, é como se as roupas antigas mostrassem um caminho de retroceder até a juventude. Outras, geralmente as que apresentam um estilo um tanto quanto desleixado, parecem apresentar baixa autoestima e desejam esconder-se do mundo que as rodeia.

Os inseridos no mercado de moda, mais precisamente no ramo de consultoria, sabem que os Personal Stylists atuam como verdadeiros malabaristas, dividindo o tempo entre serem psicólogos e consultores de estilo. Aposto que concordariam comigo caso dissesse como é difícil reerguer uma mulher, descontente com a própria imagem, com baixa autoestima.

Costumo dizer que este descontento atua de maneira gradativa e seu estado máximo é perceptível pelas roupas de uma pessoa. Primeiro, ocorre algum evento ruim em sua vida, algo que abale a estrutura emocional desta pessoa, podendo mesmo ser uma coisa que, para outros, parece banal. Então a abalada começa a sentir-se mal; depois desiste de coisas outrora prazerosas. Por fim, ela deixa a própria imagem externa de lado, afinal, a imagem deixou de mostrar importância.

Ironicamente, e qualquer um pode ver-se livre para discordar disto, UMA das formas para a recuperação do amor por si mesma é feita através do caminho inverso. Iniciando pelas roupas e por fim chegando ao contento próprio. Quando nos vemos melhor externamente, mesmo que seja de maneira mínima, quase que inevitavelmente nos sentimos bem internamente, gerando um impulso para a segurança que fora perdida.

Acredito que isto tenha a ver com a pulsão escópica, que é basicamente a necessidade que todo ser humano tem de alcançar o olhar do “outro” e assim ser reconhecido e admirado.

“Se eu olho no espelho e admiro o que vejo, assimilo que outra pessoa sentirá o mesmo. Ou ao menos sinto-me segura de que isto ocorra”.

Levando em consideração que a roupa é a primeira coisa observada por seu semelhante em um primeiro momento. É claro que restabelecer a confiança, reerguer-se de um momento difícil, não acontece da noite para o dia. Não é como se fosse fácil acordar, depois de ir dormir com um sentimento básico de pessimismo com relação a vida, levantar e dizer em voz alta:

“Ontem, antes de ontem e toda a semana passada, eu passei horas de pijama. Mas, exatamente hoje, irei ficar produzida da cabeça aos pés e me sentirei bem o dia inteiro!”

Isto não acontece com ninguém que tenha visto a própria autoestima descer pelo cano. Todavia, é preciso fazer um pequeno esforço diário. Tratar seu psicológico é a parte mais difícil. Enquanto que iniciar a partir de suas roupas é um trabalho menos árduo. Além de ser divertido para quem dispõe uma boa criatividade.

Reconheça seu estilo

Estilo não é usar aquilo que está na moda. É saber O QUE usar, saber o que fica bem em você, independente da moda vigente. São sete estilos reconhecidos mundialmente (falamos deles aqui), cada um deles possui suas subcategorias e “tribos”, subculturas, etc.

Estilo romântico

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Particularmente, a tia Barbara Frátis detesta este estilo, ela gosta de misturá-lo com seus vizinhos (refinado, de preferência). Naturalmente, o estilo romântico mostra um certo lado delicado. Seus tons predominantes são os pastéis, os tons claros. Há quem se sinta bem apenas neste estilo, normalmente as mulheres que não gostam de passar uma imagem “fatal” e preferem mostrar-se mais sóbrias.

Estilo clássico

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O Romântico e o estilo Clássico são os mais sóbrios dentre os estilos. Porém, enquanto o Romântico transpassa a linha do infantil e vulnerável, o Clássico deixa em evidência seu poder profissional. Ele não é chamativo, é bem sóbrio e deixa claro que você é uma pessoa bem sucedida. Empresárias, advogadas e professoras tendem a adotar este estilo. Geralmente é composto por cores neutras, como branco, creme, preto, bege, cinza, azul marinho, etc.

Estilo refinado

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Imagine uma mulher pertencente ao estilo clássico, entretanto, muito mais poderosa. Como o próprio nome diz, ela é refinada. Ela conhece seu potencial, suas conquistas, seu caráter forte; e quer deixar tudo isso em evidência, com muita elegância. Brincos de argola, maxi colares; terninhos voltados para o clássico? Sim, mas com cores mais glamourosas, como vinho, vermelho e roxo.

Estilo moderno

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Não, uma pessoa moderna não é aquela antenada nas tendências. É alguém que antecipa as tendências, sabe o que está sendo usado na rua e consegue adaptar da forma mais próxima do que será quando for aderido pelas grifes em seus desfiles. Não é muito recomendado para quem está saindo agora de um período “baixo astral”, então, pesquise sobre esta vertente, mas, cuidado.

Estilo criativo

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O estilo criativo simplesmente não possuí limites. É um trabalho de misturar estampas e as cores mais diversas possíveis, muito parecido com o moderno, ele prevê o que será usado e muitas vezes adere a moda de outros países.

Estilo urbano dramático

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Deste surgem as tribos e sub-culturas. Como o grunge, punk, heavy, etc. Não possui limites de adereços, mas, as cores geralmente são sóbrias.

Estilo sensual

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A mulher fatal. A que literalmente deseja atenção, pois, conhece o próprio corpo e quer mostrá-lo mais. O estilo sensual delineia bem as curvas da mulher e realça seus traços através de cores vibrantes, como vermelho e roxo. É usada muita roupa curta ou decotada, sempre seguindo a “lei da compensação”, se tem algo muito a mostra, deve-se compensar de outra forma (ex: Vestido curto com pouco decote. Vestido com muito decote, porém, de comprimento longo ou abaixo do joelho, etc.)

Evidentemente, os mais indicados para quem quer dar um up na autoestima são, sem dúvidas, os estilos Romântico, Clássico e Refinado, mas é você quem decide. Há um oitavo estilo: o natural/esportivo. No entanto, ele é o mais costumeiro de ser visto nas ruas e não necessariamente possui uma definição base, é apenas o que mais temos de confortável para vestir.

Forma e proporção

Estas duas palavras definem uma das mais importantes leis da moda. Você deve se vestir como bem entender e sentir-se bem. Acontece que a realidade é que algumas combinações são mais agradáveis aos olhos e estas devem ser aprendidas, principalmente quando a meta a ser batida é justamente ver-se atraente, obtendo assim segurança.

Os tipos de corpos são diversos e se adaptam melhor a determinados tipos de roupas:

Oval

Normalmente são mulheres a cima do peso ideal para sua altura. Linhas do corpo curvas, pescoço curto, ou largo. Costas arredondadas, braços cheios. O objetivo é redistribuir o volume do corpo entre a altura. Não se esconda em roupas folgadas, elas podem te aumentar visualmente. Busque saias retas ou godê; de preferência, evite shorts muito curtos; use decotes em V e sapatos de bico fino para alongar colo e silhueta. Cores sóbrias são as mais indicadas, mas é legal brincar com o contraste, uma blusa preta com listras verticais pouco espaçadas, com uma saia de cintura alta azul turquesa ou lilás – assim diminui/disfarça a região do abdome.

Retangular

Geralmente dentro do peso ideal. Ombros, quadril e cintura alinhados. Como não ha linha divisória real, as roupas devem ser sempre bem acinturadas, para assim criar a ilusão de um corpo delineado. Cintura alta, cintos a cima do quadril, blusas acinturadas, etc. Tudo para criar a falsa cintura que você infelizmente não possui e projetar um corpo proporcional.

Ampulheta

É um tipo físico exclusivo das mulheres. As linhas do corpo são arredondadas, ombros e quadris estão alinhados e cintura é bem estreita. Geralmente engordam no quadril e coxas, busto cheio e quadris arredondados. É o mais comum no Brasil, além do tipo pêra. É o tipo de corpo que se adéqua a todos os tipos de roupas, dando preferencia às mais aderentes a silhueta.

Triangular

Os ombros são mais estreitos que os quadris e as coxas. Os seios são pequenos. Cintura fina, pernas grossas. Suas coxas já são grossas, então busque chamar atenção para o colo, use cores chamativas nesta região, como amarelo, vermelho, branco puro com paetês. Na região das pernas, procure usar calças ou saias com caimento suave e solto.

Olhando para si mesma

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Quando o processo de reconhecimento estiver em um estágio avançado e observar como a roupa melhor se adapta em você tenha se tornado um habito diário, remeter-se ao próprio interior entra em pauta.

Avalie todas as qualidades pessoais:

  • Você é uma escritora
  • Você desenha muito bem
  • Você sabe cantar
  • Você tem um foco maravilhoso para estudos!

Avalie todas as realizações pessoais:

  • Você está no ultimo ano da faculdade e sonhando com a pós
  • Você possuí a própria empresa
  • Você é uma mãe maravilhosa
  • Você alcançou um cargo de importância em seu trabalho

Por fim, coloque em prática a dolorosa tarefa de relembrar qual foi o fator que a deixou tão abalada.

Pondere sobre ele, a respeito de sua mensura. Muito nos faz acreditar que a vida perdeu boa parte do significado. Por diversos motivos como ser deixada pelo(a) namorado(a), brigar com os pais e estar sem vê-los há meses devido alguma discussão que a tenha magoado e isto tenha gerado um sentimento de inutilidade ou culpa, etc.

Para quem está do lado de fora, são motivos mínimos, mas, para aquele que está sofrendo pode significar um cataclisma. Porém, pense se isto realmente ainda lhe afeta tanto quanto no inicio Você, que agora voltou a ver-se bonita interna e externamente, entende que os outros reconhecem isto, está se convencendo de que merece muito mais, ainda enxerga aquele fator como algo tão aterrorizante?

Brigas podem ser consertadas com pedidos de desculpas; namoros fracassados não merecem seu estresse; a imagem no espelho que não lhe agrada muitas vezes depende somente de você para ser restaurada. A sensação, de não se encaixar em nenhum canto da sociedade, não é um bicho de sete cabeças, quando sabe-se o que tem de melhor a ser oferecido ao mundo.

Imagens: Pinterest


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