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Ansiedade. Sim, é uma doença, que muita gem “têm”, mas na verdade, ninguém quer ter. E é muito mais do que ficar contando as horas pr’aquela festa super maneira na sexta feira à noite. Viver com ansiedade é um desafio que muitas pessoas desistem. A sensação que temos é que o mundo suga mais nossa energia do que das pessoas que não sofrem com este problema (leia mais aqui).

Pra quem sofre com essa doença, todo dia é uma batalha a se travar. Sair de casa, por exemplo, já significa uma vitória. Conseguir não demonstrar que está tendo uma crise e conseguir contorná-la, sozinha, no meio do trabalho, durante a aula, num passeio com amigos ou numa festa da família, é muito desgastante.

Não se zangue com uma pessoa que tem ansiedade se ela pedir pra adiar um encontro por não estar se sentindo bem. Pra você pode parecer apenas um mal-estar, mas pra quem está em crise, é horrível – podendo haver sensação de esgotamento físico e sufocamento, ao ponto de termos vontade de dormir por dezenas de horas. E o pior é que, muitas vezes, não conseguimos dormir nem nas horas que deveríamos estar dormindo pra tocar a vida no dia seguinte.

E não adianta pedir calma, isso não vai ajudar a aliviar a crise. Às vezes, isso nos dá a sensação de que estão nos pedindo calma por não saberem lidar com nosso estado e o fazem pra desencargo de consciência e não com a real intenção de ajudar. Nos dizer que precisamos sair e nos divertir, também não vale. São incontáveis as vezes que nós vamos dizer que iremos fazer tal coisa, mas também são incontáveis as vezes que não conseguiremos pôr tal plano em prática. Apenas respeite nosso tempo.

Muitas pessoas com ansiedade, inclusive, saem com a intenção de se divertir só que, muitas vezes, o que era pra ser uma noite de sorrisos e alegria, engatilha uma sucessão de calafrios, falta de ar, descarga de adrenalina e vontade de ir pra casa, se enfiar no quarto e não sair mais. Muitas vezes, pequenas ações nos darão a sensação de um grande passo dado, como o simples ato de levantar da cama e tomar um banho, numa manhã de sábado, no qual você queria passar o dia enfiada no quarto.

ansiedade

Ir à padaria comprar pão e comer, nem que seja um pedacinho dele, porque com fome mesmo você não está, também é uma pequena vitória (ajude aqui). Conseguir ir mais longe, algo tipo praia? Nossa, é digno de prêmio. Outras vezes, estaremos tão bem dispostas, que faremos inúmeras coisas num só dia e ficaremos radiantes por conta disso, mas eis que aquela vontade de não levantar da cama volta e começa tudo de novo…  Pois bem, é nessa oscilação que vive uma pessoa que tem ansiedade.

Além dessas sensações vistas como “internas” pelos outros, a ansiedade também nos causa sintomas físicos: batimentos acelerados, taquicardia, falta de ar, medo, sudorese, tremedeira, tontura, cansaço, e muitas vezes, desmaios e diarreia. O cotidiano de uma pessoa que tem ansiedade, principalmente sendo mulher, é de surpresas diárias, porque agora podemos estar bem, mas no momento seguinte, algo pode engatilhar uma crise e nós ficarmos muito mal.

Parte das pessoas ainda não sabe lidar com suas próprias crises. Por muito tempo eu não soube e já estava encaminhando para síndrome do pânico. Por isso indico acompanhamento médico. Faço terapia há pouco tempo, mas já sinto uma diferença enorme ao conseguir manter minimamente a calma durante uma crise, dependendo do nível, óbvio (temos indicações profissionais aqui).

Eu nunca quis fazer acompanhamento, mas fui pega de surpresa ao ter uma crise de ansiedade com síndrome do pânico fortíssima e percebi que sozinha não iria conseguir contornar essas situações por mais tempo, já não estava mais conseguindo. Me boicotei algumas vezes, deixando de ir na terapia, e tudo retornava. Sim, eu precisava de ajuda.

Algumas pessoas me ajudaram muitíssimo, outras nem um pouco. Umas outras ajudaram a piorar minha situação e minhas crises.  Não seja uma pessoa grosseira e agressiva correndo o risco de criar situação de conflito perto de alguém que tem ansiedade – em tratamento ou não. É preciso que, além de nós, as pessoas ao nosso redor, percebam que mesmo que sejamos pessoas fortes, nós também precisamos de ajuda. Ansiedade paralisa. Não romantize essa doença. Não nos empurre. Nos dê a mão.

Imagem: Pinterest


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