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Querer companhia não é falta de amor próprio

Ricardo Coiro

Colunista Superela

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Eu já escrevi dois textos para enfatizar a importância de aprender a ser feliz sozinha. Escrevi-os porque realmente acredito que depender de outras pessoas para conseguir sorrir é a receita perfeita para sofrer um bocado. Porém, sinto que preciso fazer um complemento: querer uma companhia que some e aumente seus momentos de conforto neste mundão áspero não pecado nem falta de amor próprio. Digo isso porque o “não dependa de ninguém” tem sido propagado de um jeito tão extremista que tem feito muita gente se sentir culpada por querer alguém para dividir o brownie, o tédio dos domingos e o medo da morte.

Uma coisa é querer alguém por achar que estar em uma relação é a única forma de ser feliz. Outra, bem diferente, é saber ser uma boa companhia para si mesmo e, ainda assim, desejar alguém que saiba agregar. Saca? Porque querer um parceiro que acrescente é algo perfeitamente normal, acredite! Mesmo ao ser que se ama exatamente como é, que não tem vergonha de ir ao cinema sozinho e que sabe rir dos próprios tropeços e confusões.

Como eu já disse diversas vezes, ser solteira e feliz é uma combinação mais do que possível. De verdade. Mas isso não significa que querer um namorado vai transformá-la em uma criminosa sem amor próprio. Também não é sintoma de carência crônica, não se preocupe. Porque mesmo se bastando em várias esferas da vida e sabendo explorar as fendas e quinas mais prazerosas do seu corpo, ainda é compreensível – e nada absurdo – sonhar com coisas que só são viáveis em dupla (ou trio, por que não?).

amor próprio 1

A grande verdade é: por mais independente que sejamos, é natural que sintamos vontade de ter alguém para conversar até o garçom, com cara de “só quero ir pra casa”, avisar: “Estamos fechando. Vão querer mais alguma coisa?”. É mais do que compreensível querer encontrar alguém que nos observa com nítido interesse até mesmo nos dias em que não nos achamos tão interessantes assim – é também normal ter dias desse tipo, sério!

Não há porque sentir culpa por almejar um complemento àquilo que você, ano após ano, vem regando e vendo florescer. Você é totalmente capaz de passar um mês na Tailândia sozinha, e sabe disso. Então, por que se sentir mal por sonhar em encontrar um parceiro (que é bem diferente de um tapa-buracos, vale ressaltar) para fazer aqueles passeios bregas, românticos e deliciosos em Veneza? Você, quando sente vontade de comer um Temaki de madrugada, pega o carro e vai, não é mesmo? Então, por que se sente culpada quando tem vontade de ter um parça para explorar os restaurantes da sua cidade e, numa calçada da vida qualquer, sujar o nariz de purê de dogão com você?

Querer companhia não é falta de amor próprio

Querer alguém que nos embriague de paixão é normal, não torna pessoas menos independentes nem inseguras. E o motivo é simples: a paixão é deliciosa. Querer alguém para compartilhar as dores e alegrias desta existência é normal, não é falta de amor próprio. O problema, a meu ver, é aceitar a primeiro lixo que aparecer por não suportar a própria companhia.

Imagem: Pinterest

Ricardo Coiro

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