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Como sabemos, o mês de outubro é dedicado à conscientização do câncer de mama. Chamamos toda essa belezinha de Outubro Rosa e confesso que AMO ver a cidade toda iluminada de rosinha, assim como as grandes empresas mudando suas identidades visuais. E tudo isso em prol de uma causa super empoderadora para todas nós!

Falando em empoderamento, não poderíamos deixar de falar sobre os efeitos do Outubro Rosa nas jovens. Acontece que muitas de nós pensam que o câncer de mama é uma doença que afeta somente as pessoas mais velhas e que, por isso, devemos nos preocupar com ele só quando estivermos mais “adultas”. Só que não, né? Eu defendo a seguinte ideia: Tem mama? Então se cuida, menina! O autoexame não dá trabalho, não gasta dinheiro e nem tira o seu sono!

Pra me ajudar a passar essa mensagem, conversei com a Dra. Mônica Stiepcich, especialista em mamas do laboratório Fleury – Medicina e Saúde, e ela topou vir aqui me dar uma mãozinha sobre esse assunto tão importante que é o câncer de mama. Ela me respondeu algumas perguntinhas que vou colocar aqui em tópicos e, juntas, esperamos que todas as nossas leitoras se tornem ainda mais conscientes com relação a essa doença e sua prevenção.

Lembrem-se: nosso corpo é o nosso santuário. É com ele que andamos, dormimos, rimos, corremos, tomamos banho e enfim, vivemos. Ninguém além de nós mesmas pode cuidar dele, hein?

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

1. Sobre a porcentagem de diagnósticos de câncer de mama em mulheres jovens

Um fator importante que precisamos entender é o seguinte: cada caso varia de pessoa a pessoa, dos genes que ela carrega, da situação e circunstâncias às quais está inserida, de seu país e cultura, e por aí vai.

Sendo assim, o conselho que podemos te dar é o seguinte:

Não se concentre nos números, e sim nas possibilidades. Acontece que a maioria dos casos de câncer de mama são decorrentes de fatores genéticos. Ou seja: procure saber se as mulheres de sua família possuem um histórico de câncer, seja o de mama ou de qualquer outro tipo, e comece a tomar as devidas precauções a partir daí.

Mesmo assim, se houver casos de câncer na família, as mulheres com menos de 40 anos de idade não precisam pirar o cabeção. Basta praticar o autoexame das mamas de vez em quando e, se preciso, realizar um ultrassom como exame de check-up anual, por exemplo.

Nesse ponto, assim que você tiver a primeira menstruação, é muito importante que você tenha uma mastologista que possa te orientar da forma correta!

Esse assunto, aqui, exige menos urgência porque, mesmo com casos de câncer na família, é muito difícil uma jovem desenvolver o câncer de mama tão cedo. Só que não é por causa disso que não devemos dar a devida importância aos cuidados com nossas mamas, né?

2. Sobre cometer alguns erros que poderiam aumentar as chances da ocorrência do câncer de mama

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

Como explica a Dra. Stiepcich, quanto mais enferrujamos a máquina, mais os genes entram nessa também. Enferrujar, nesse caso, significa ter hábitos não saudáveis que, após certo tempo, podem favorecer o surgimento do câncer de mama.

Logo, você consegue perceber o quanto esse pensamento precisa ser a longo prazo? Não é porque o câncer de mama tem a maior possibilidade de aparecer conforme o avançar da idade que nós passaremos a cuidar de nossos corpos SÓ QUANDO os 40 anos começarem a bater na porta, né não? Tudo o que fazemos traz consequências no “amanhã”, sejam essas boas ou ruins.

Então sabe como você pode tentar se prevenir?

Controlando a alimentação para que ela seja sempre saudável, evitando fumar e beber demais e fazendo exercícios físicos. Pense pelo lado extremamente positivo: com todos esses hábitos você não estará evitando APENAS o câncer de mama!

3. A importância do diálogo entre as mulheres

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

Como explica a Dra. Stiepcich, o diálogo é fundamental para qualquer coisa, em todas as estruturas familiares. Além disso, precisamos falar sobre a necessidade da disseminação de informação de forma clara, objetiva e que atinja a TODAS as mulheres jovens do país. E é nisso que veículos de comunicação e marcas, como o Superela e Cabify (patrocinadora dessa conversa por aqui), entram.

Seja para as pessoas mais ou menos instruídas, a informação é importantíssima. E, acredite se quiser, não são somente os jornalistas que podem desempenhar esse papel de divulgação. Se você tem uma amiga ou parente que possui dúvidas sobre o assunto ou se você percebe que ela não tem a liberdade de discutir sua sexualidade dentro de casa, compartilhe todas as informações possíveis que você receber com ela.

A gente precisa se unir e se ajudar para que juntas consigamos combater a essa doença tão complicada que é o câncer de mama!

4. O medo não pode ser uma barreira

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

Durante o papo com a Dra. Mônica, perguntei se ela acreditava que as mulheres deixam de fazer os exames periódicos porque têm medo de descobrir que estão, de fato, doentes. Ao dizer que sim, ela me surpreendeu com uma pergunta muito bacana e “profunda” e que, agora, também faço a vocês. É a seguinte:

Se vocês pudessem fazer um exame que ajudaria a saber hoje, aqui e agora, de graça, a propensão de cada uma a ter uma doença específica, vocês o fariam? (Lembram quando a Angelina Jolie retirou as mamas porque descobriu que as chances de ela ter um câncer de mama seriam grandíssimas? É tipo isso!)

Bem, a lógica disso tudo é não deixar o medo tomar conta de suas decisões. E isso serve para ambos os lados.

Para pessoas hipocondríacas como eu, não faz sentido gastar os tubos de dinheiro com exames que me dirão uma porcentagem sobre algo que eu sequer preciso me preocupar no momento. E para pessoas que têm medo de saber o que o futuro lhes guarda, basta se cuidar com consciência e parcimônia.

Se você tem menos de 40 anos, pra que se expor a exames como mamografias e coisas do tipo? Basta se apalpar de vez em quando, tentar identificar qualquer tipo de anormalidade nas mamas e nunca deixar de fazer um acompanhamento regular com uma médica. Para quem tem mais de 40 anos, assim como para quem está em um grupo de risco (por genética, por exemplo), basta fazer os exames de rotina (como a mamografia, por exemplo) e manter o acompanhamento com a mastologista. O importante é entender que, para ambos os casos, dá pra descobrir a doença cedo e tratar dela direitinho, sem maiores sofrimentos.

Então, mais uma vez: sem neura, ok?

5. Sobre câncer de mama e autoestima

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

O câncer de mama carrega um estigma estético muito grande. Conhecemos casos de mulheres que precisaram retirar os seios, perderam os cabelos, emagreceram etc. Porém, como a Dra. Mônica me tranquilizou (e agora vai tranquilizar vocês também), cada caso é um caso.

O que importa é que, atualmente, é possível fazer cirurgias mais conservadoras, que não precisam retirar toda a mama. É claro que sempre existirão casos em que é preciso uma cirurgia radical, mas é MUITO mais raro. E um outro ponto positivíssimo para nós é o seguinte: aqui no Brasil, a cirurgia de reconstrução é muito mais acessível (e pode envolver silicone, reconstrução de mamilos, tatuagens que tampam as marcas da cirurgia e por aí vai).

Dos tratamentos, a radioterapia é o que as mulheres menos conseguem fugir. Já a quimioterapia nem tanto. Hoje existem testes genéticos que conseguem descobrir se a pessoa REALMENTE precisa da quimio, coisa que antigamente sequer era possível.

Além disso, de acordo com a Dra. Stiepcich, hoje em dia o tratamento é muito mais amigável. Contudo, isso não quer dizer que a mulher não terá certos pesos como reposição hormonal, medicamentos etc. Sendo assim, ainda que mais tranquilo, o processo de cura de uma doença como o câncer de mama pode ser delicado até mesmo para o casal. Por isso é tão importante cultivar a noção de companheirismo e empatia, como o exemplo desses nossos colunistas maravilhosos que estão passando por isso juntos: leia mais aqui.

Um fator importante a se considerar é que o câncer de mama costuma surgir nas fases de menopausa da mulher, atacando a sua autoestima.

E é por isso que o empoderamento feminino é TÃO importante e precisa ser cultivado desde cedo. Adoecer, em qualquer circunstância, pode debilitar a autoestima de qualquer pessoa, logo, é importante cultivar a sensibilidade com o outro nesse aspecto. É pensar em como a indústria pode fazer com que essas vítimas se sintam melhores consigo mesmas, mais bonitas. É refletir sobre como NÓS podemos ajudar a próxima e, é claro, como podemos NOS ajudarmos, se quiser dicas sobre como aumentar a autoestima, entre aqui na nossa editoria feita pra isso. <3

6. Sobre a maternidade pós câncer de mama

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

Dúvidas que muitas de nós carregamos: nos casos de mulheres que conseguiram manter os seios após o câncer de mama, é possível amamentar normalmente, sem dores e desconfortos? E no caso dos remédios usados durante o tratamento? Eles afetariam a saúde do bebê?

Os recados que a Dra. Mônica manda são os seguintes:

Infelizmente, durante a radiação não pode amamentar. Mas, fora isso, depende de como ficar a mama. Se tirou o mamilo, por exemplo, não dá pra reconstruir, mas existem várias outras possibilidades de alimentar o recém-nascido da forma correta.

Agora, se o seio estiver intacto, é só perguntar à médica o tempo necessário de espera de depois da radiação para amamentar e partir para o abraço. E recadinho quentinho da vez? Após o tratamento, pode engravidar SEM problemas.

Enfim…

câncer de mama

Imagem: Cécile Dormeau

A questão principal de todo esse texto é a seguinte: tudo depende da pessoa, do corpo, das atitudes com relação à vida, de como ela relaciona etc. Toda conversa que gira em torno do câncer de mama é MUITO mais complexa do que pensamos. Por isso que é MUITO importante fazer os exames, se cuidar, conversar com a médica e entender que cada mulher é única.

Cada caso é um. Cada vontade é uma, histórias de vida etc. Somos várias, e é por isso que devemos nos cuidar direitinho e ajudar a próxima a se cuidar também!

Dra. Mônica, um BEIJO e muito obrigada pela ajuda!

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Imagem principal: Magrikie


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