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Você sabe o que é Feminismo Interseccional?

Luisa Rodrigues

Colunista Superela

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Ultimamente, tenho recebido várias dúvidas e questionamentos sobre o Feminismo. Já ouvi de muitas pessoas que as feministas radicais, ou popularmente conhecidas por feminazis (uma expressão bem infeliz), acabam queimando o filme de todo o movimento, por exemplo. Pois bem, para quem não sabe, o movimento feminista não é um só, apesar de ser usado no singular. Existem várias vertentes dentro dele, e hoje vou falar de uma delas: o Feminismo Interseccional.

O que diabos é Feminismo Interseccional?

feminismo interseccional

Como já sabemos, nossa sociedade é composta por pessoas de diferentes países, etnias, classes e culturas. Nesses termos, é muito difícil dizer que o Feminismo é para todas as mulheres, justamente porque elas são divididas em diversas parcelas. Se analisarmos a estrutura social como um todo, percebemos que existem pessoas mais e menos favorecidas, seja por dinheiro, vivência ou até mesmo genética.

Então, é natural concluir que nem todas as mulheres sofrem o mesmo tipo de sistema de opressão, porque o patriarcado não é o único que oprime. Existem diversos outros tipos, como o racismo e a homofobia, por exemplo. Então, pode-se dizer que uma mulher não está sujeita apenas ao machismo, mas a uma gama de ideologias que a colocam ainda mais como inferior perante a sociedade.

Como o machismo é a sobreposição do homem à mulher, uma coisa é certa: toda mulher, independente da etnia, classe social, faixa etária, sexualidade e escolha de gênero, pode sofrer com o machismo. Porém, todas elas estão expostas a diferentes condicionamentos que podem aumentar esse tipo de sofrimento.

Nem toda mulher sofre com a sociedade heteronormativa

feminismo interseccional

Uma coisa é certa: muitas mulheres já se sentiram “não representadas” pelo Feminismo. Isso acontece porque, infelizmente, a luta por direitos iguais não tem o mesmo peso para uma mulher branca que tem para uma negra, por exemplo.

Infelizmente, acredita-se que o movimento feminista, historicamente, privilegia mulheres brancas, héteros e de classe média/alta. A visibilidade da mulher pobre e negra, por exemplo, só ganhou forças no final da década de 80. Enquanto o Feminismo já estava presente desde o século XIX.

Isso acontece porque, como o ideal é de que todas nós somos iguais, a conclusão é que todas nós passamos pelos mesmos tipos de vivências e opressões. Só que não, né.

As fobias

Feminismo Interseccional

O fato de o Feminismo ter priorizado, por muito tempo, apenas essa parcela de mulheres mais favorecidas socialmente, abriu deixa para situações de preconceito dentro do próprio movimento. Então, existem situações como a não-aceitação da mulher bi dentro do movimento, ou de pessoas que são transgênero.

Logo, é claro que o movimento não consegue atender a TODAS as mulheres da mesma maneira. Cada uma delas têm vivências distintas e sofrem por outros tipos de opressão que não o machismo. A esposa empoderada, que sustenta a família, pode muito bem ser a mãe que nunca aceitaria uma filha lésbica, por exemplo.

Então, precisamos acabar com a ilusão de que toda mulher sofre de forma igual, e é aí que o Feminismo Interseccional entra.

Finalmente, uma definição

A questão aqui não é, simplesmente, colocar um homem como um potencial “inimigo”, e pronto. Assim como as mulheres não podem ser tratadas da mesma maneira, os rapazes também não. Afinal, um cara que é negro pode muito bem sofrer opressão de uma mulher racista. O racismo, por si só, já causa certa “noção de hierarquia” que coloca em xeque o nível de machismo que uma moça negra pode receber.

Feminismo Interseccional defende a ideia de problematizar como se constrói a masculinidade, e de que maneiras ela se relaciona com a sensação de superioridade e violência. É a ideia de que não deve haver primazia de uma opressão sobre outras. É o “feminismo das diferenças”.

Nesta fração do Feminismo, o Interseccional defende a necessidade de pautar ativismos diferentes para cada grupo de mulheres. Então, as mulheres negras, devido ao racismo, por exemplo, devem ser socializadas de forma diferente das mulheres brancas. Mulheres de outras etnias e culturas também devem receber apoios e discussões diferentes. Afinal, não é simplesmente chegar para uma moça islâmica e mandar ela tirar a burca que as coisas vão se resolver. Ela vai acabar odiando o movimento por achar que ele está tentando doutriná-la. E, de certa forma, isso é verdade.

Somos todas mulheres, mas de formas diferentes

feminismo interseccional

Eu usei o exemplo das negras e do racismo para ilustrar uma coisa muito maior. Afinal, o Feminismo Interseccional não segrega. Então, vale para mulheres lésbicas, bissexuais, trans, gordas, magras, pobres, ricas, indígenas, islâmicas, brasileiras, chinesas, americanas, africanas, cis, e muito mais.

Não há nada de errado em sermos diferentes. O que não pode é basear todo um movimento apenas àquela parcela mais favorecida. É saber lutar de acordo com cada necessidade. É deixar para lá todos os preconceitos e, aí sim, seguir em frente!

Imagem: Pinterest

Luisa Rodrigues

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