Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Sempre fui do amor. E, por ser assim, “SEMPRE DO AMOR”, como costumo dizer, me considerava uma boa pessoa para estar junto e fazer planos; construir algo. Me considero ainda, claro – justifico: dou atenção de todas as formas possíveis, com muito carinho nos gestos e nas palavras, tenho uma pegada que não deixa nada a desejar, lembro datas especiais e intercalo jantares românticos com o dogão da frente da faculdade – e, JAMAIS, dou spoiler dos seriados.

Não gosto muito de “ficar”, sabe, aquela coisa de beijar por beijar e, bem… cada um para um lado depois (leia mais aqui). Para mim isso não funciona, sempre gostei – e gosto! – de me aprofundar na relação amorosa; parece que quanto mais a gente se permite vivê-la em toda sua intensidade, mais saboroso são os prazeres de dividir os momentos, as conquistas, os ideais.

Os prazeres a dois ganham um sabor todo especial no meu entendimento sobre “viver o amor”.  Aprecio a entrega dos amantes – que só é conquistada com bastante intimidade. Era o que eu acreditava. Continuo acreditando, de certo modo.

de férias com o amor próprio

Então, tive meus namoros, alguns memoráveis que até hoje relembro-os com ternura. Tiveram aqueles que poderiam melhorar, melhorar tanto, se tivessem um pouquinho mais da famosa “RECIPROCIDADE”… E como deixar de mencionar os “namoros” que talvez nem merecessem serem chamados assim? Eu decidido no que queria e a outra pessoa no muro, isso meio que machuca a gente: indecisão.

O fato é que conheci muitas pessoas. Me relacionei, amorosamente, com muitas delas. Encantos. Decepções. Foi divertido e muito bom! Aprendi bastante sobre dividir a vida com quem gostamos e, ainda mais, sobre reconhecer os meus sentimentos. Não posso negar o quanto é bom namorar com seriedade; com diversão, também. Entretanto, tiveram tantos lados ruins, que não sei dizer se a balança ficou equilibrada. Talvez, o “saldo bom” ficou negativo. E isso vai cansando a gente.

Depois de alguns fins, sempre tristes e seguidos do “não quero nunca mais”, hoje, não digo que não quero mais, só não quero agora. Só não quero para já. O engraçado é que a gente sempre acredita que não consegue mais se envolver com ninguém. E isso é uma quase verdade que dura algum tempo. Até que passa, e fica tudo bem. A beleza de tudo isso é o que vem a seguir, passamos a preferir nossa própria companhia e dividir intimidades com alguém, novamente, é algo distante que perdemos um pouco o interesse (leia mais aqui).

Fases.

de férias com o amor próprio - solteira

É tanta ferida por cima de outras feridas que os machucados ficam cada vez mais profundos. Vamos internalizando as dores e, não damos tempo para as feridas se fecharem por completo. Lá dentro da gente. E a cada tapa na cara, mais medo a gente tem de apanhar novamente, consequência, ficamos com medo de amar… de sofrer… de sentir saudades. É frustrante, a gente fica mal por um tempo, mas vamos aprendendo que apreciar estar sozinho faz um bem danado – e isso não é ser solitário. É se amar.

Estou de férias com meu amor próprio

Talvez o que eu preciso é de um tempo a sós com minhas manias. Redescobrir o prazer de sair por aí, descobrindo novas sensações, novos lugares, novos olhares, novos sabores e, de repente, novos abraços aconchegantes. Tantos lugares para ir, tantos para se ficar quietinho num canto só da gente.

Passei a acreditar que “ser do amor” é, antes de tudo, se amar plenamente e sem depender de ninguém. Sem depender de um relacionamento para ser feliz. E que posso continuar sendo intenso, profundo e amoroso comigo mesmo, para depois ser com outra pessoa que, pode aparecer a qualquer momento. Um momento que não espero mais – e nem o busco, por enquanto. E, por hora, só desejo viver meus dias felizes, com uma curiosidade de criança que vai descobrindo o mundo: caindo, levantando, sorrindo.

Imagem: Pinterest

@ load more