6 filmes que amamos, mas são totalmente anti-feministas - SUPERELA

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‘Ela é Demais’ é o tipo de filme que todo mundo ama: uma clássica comédia romântica dos anos 1990 que conquistou toda uma geração. Por mais que essa primeira frase pareça um trailer do filme por si só, é fato que ele é um dos queridinhos do público. Porém, por mais incrível que seja, o filme é totalmente anti-feminista.

Na verdade, muitos dos filmes que nós mais amamos são anti-feministas e vão contra uma visão empoderadora da mulher. Claro, é normal que isso seja assim, principalmente com os filmes mais antigos, afinal, a mentalidade era diferente naquele momento.

E isso não significa que você precisa deixar de gostar desses filmes, mas saber que eles não fazem uma representação justa das mulheres é importante tanto para você não reproduzir esse comportamento na vida real – e lutar por uma representatividade mais justa em filmes futuros –, quanto para não usá-los de exemplo com as gerações mais novas.

Separamos alguns deles a seguir:

Ela é demais (1999)

A história é bem básica: o cara popular da escola faz uma aposta com os amigos para tentar transformar a perdedora do colégio na rainha do baile de formatura. O problema é, justamente, que o cara tenta mudar tudo a respeito de uma menina porque ela não é ‘boa o suficiente por si só’ e precisa se adaptar aos gostos dele para ‘ser feliz’. Por mais que Laney brigue um pouco pela sua independência, ela ainda gira a sua vida em torno de um cara e ainda tem uma rixa com a ex-namorada de Zack, Taylor. Ou seja, tudo muito anti-feminista.

Grease (1978)

Danny e Sandy tinham um relacionamento legal no começo do filme, mas a jovem precisou mudar muita coisa sobre si, da sua aparência até a sua atitude (ela até precisou começar a fumar) para provar que poderia ficar com o protagonista da história. Por mais que pareça uma história de concessão dos dois lados, Sandy ainda precisou se tornar outra pessoa para não ficar sozinha no fim do filme.

Como se Fosse a Primeira Vez (2004)

Pode parecer bonitinho o fato de o personagem de Adam Sandler fazer Drew Barrymore se apaixonar por ele todos os dias, porém, o dois criam uma família juntos: imagine como é você, que não consegue lembrar de nada além de 24 horas, entender que é casada e ainda topar construir uma família? Isso tudo deve ser, no mínimo, muito assustador para a mulher. Fora que o personagem de Adam beira o stalker com o tanto que ele insiste em, todo dia, fazer a mulher se apaixonar por ele.

A Verdade Nua e Crua (2009)

No filme, Gerard Butler vive um apresentador machista e muito grosso que diz saber tudo o que é preciso para um homem ficar com uma mulher. Ou melhor, para uma mulher conquistar um homem. Tanto que Abby muda um monte de coisas no seu comportamento e aparência para tentar conquistar o que ela considera ‘o homem dos sonhos’. No fim das contas, Abby e Gerard ficam juntos, mas até aí o filme é anti-feminista: o personagem de Gerard é extremamente desrespeitoso com as mulheres e objetifica o corpo feminio a todo momento.

Proposta Indecente (1993)

Robert Redfort oferece um milhão de dólares para dormir com a esposa de um jovem casal e, depois que o ato é consumado (se é que você me entende), o marido não consegue mais se relacionar com a mulher, interpretada por Demi Moore. Tudo no filme grita machismo: o fato de o corpo de uma mulher poder ser comprado (e vendido) em prol do prazer masculino e ela depois ser vista como culpado pelo fim do relacionamento.

Quem vai ficar com Mary (1998)

A premissa é simples: três homens brigando para saber quem vai ficar com Mary, a personagem bonita, divertida e a ‘garota dos sonhos’ de qualquer um. Não precisa ir muito longe para ver onde a história é anti-feminista.

Hollywood tem um histórico de criação de filmes anti-feministas, infelizmente, mas o que podemos fazer é torcer e lutar para que isso mude. Enquanto isso não acontece totalmente, vale a pena prestar atenção naquilo que assistimos, para garantir que estamos ajudando na produção de um material empoderador, e não perpetuando uma cultura de pensamento machista.

Imagem: Reprodução


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