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Giselle Itié sofreu abuso sexual. Uma manchete como essa, por mais comum que seja, choca. Primeiro porque casos de estupro são sempre pesados, principalmente para as mulheres, segundo porque ela é uma pessoa pública: bem-sucedida, famosa, rica… Têm tudo o que muitas pessoas apenas sonham em ter.

Mas, assim como tantas outras mulheres, Giselle Itié sofreu abuso sexual e decidiu contar a história para a revista Glamour, em um relato em primeira pessoa que choca e emociona. Aliás, fica o alerta: se você já passou por um caso de violência sexual, talvez seja melhor não ler texto. Quem quiser ler o depoimento da atriz, no entanto, pode clicar aqui.

O pior de tudo é que Giselle Itié sofreu abuso sexual de alguém que ela conhecia. Uma pessoa próxima. Muito próxima. Um ex-namorado. Na época, ela tinha 17 anos e namorava uma pessoa 15 anos mais velha. Idade não importa aqui, violência é violência, estupro é estupro e Giselle tinha o direito de esperar o quanto ela quisesse para perder a virgindade.

Nascida em uma sociedade muito machista, no México, – e não muito diferente do Brasil – a atriz aprendeu que tudo é sempre culpa da mulher e que ela deveria se cuidar para não ser violentada. Porém, infelizmente, ela virou uma estatística. Mais do que o estupro em si, o fato de que Giselle Itié sofreu abuso sexual chama atenção justamente por causa da proximidade do agressor.

Muita gente acredita que estupro é um crime que só acontece com mulheres que andam sozinhas nas ruas e são atacadas por desconhecidos. Que só acontece em um primeiro encontro que deu errado, com alguém que você conheceu no Tinder. Nunca com alguém que é tão próximo e em quem você confia.

Giselle Itié sofreu abuso sexual e virou estatística: 70% dos agressores são amigos ou conhecidos da vítima

No entanto, segundo uma pesquisa do Ipea, 70% dos agressores são amigos ou conhecidos da vítima. Mesmo que não tenha sido no Brasil, o fato de que Giselle Itié sofreu abuso sexual do namorado cai como uma luva nessa estatística. Setenta por cento. Isso significa que ‘só’ 30% dos agressores são desconhecidos, no caso de estupros de mulheres adultas.

O pior de tudo não é nem isso, é que apenas 10% de todos os casos que acontecem por ano no país são levados à polícia. E isso acontece por muitas razões: a mulher sente vergonha, medo ou ainda acha que não está segura em falar qualquer coisa sobre o assunto justamente porque o agressor está dentro de casa (ou é alguém muito próximo dela e do seu círculo íntimo de amigos e familiares).

E isso acontece no mundo todo. Acontece e, às vezes, a gente nem sabe que aconteceu. Porque o namorado estava bêbado e pediu desculpas depois. Porque você não lembra direito como vocês dois foram parar na cama. E por tantos outros motivos. Não deixa de ser uma violência, não deixa de ser estupro e não deixa de ser um caso de polícia.

Giselle Itié sofreu abuso sexual e só teve coragem de falar abertamente sobre o que aconteceu muitos anos depois. Que o seu depoimento sirva de inspiração para que outras mulheres encontrem a força para fazer o mesmo e para buscarem ajuda quando estão em um relacionamento tóxico. A gente bem sabe que um relacionamento abusivo vai muito além da humilhação e pode, sim, envolver abuso sexual.

Imagem: Instagram


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