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Em primeiro lugar, o que mais me chocou no seu anúncio foi a overdose de identidade. Sim, ela tem um nome, Ju Romano, e não usou. Preferiu dizer que vai ter uma GORDA na Playboy (leia mais aqui). Mas porque isso me chocou? Bingo! Porque nós aprendemos desde cedo que deveríamos mascarar as bordinhas, os ossinhos, os dentes tortinhos ou qualquer coisa que não fosse perfeita com personalidade, bom humor – com uma identidade positiva e marcante.

Isso significa colocar o nosso nome no mundo. Em troca, teríamos o grupo da escola, as melhores notas, as melhores oportunidades de emprego. Sobre os relacionamentos? Algum dia o cara certo apareceria e nos aceitaria como a gente é. E foi justamente isso o que a Ju não fez. Talvez porque ela tenha auto estima o suficiente para não precisar se preocupar com rótulos. Eu não teria. Aliás, nem sei se estamparia a web como a primeira gorda da Playboy.

Essa é uma missão difícil porque se assumir como a gente realmente é (e gostar disso!) é uma dádiva para poucos, independentemente do peso. E isso não tem a ver com aparência, porque tem um monte de gente “perfeita” que mascara pequenas coisas e engole grandes doses de autocrítica em busca da aceitação alheia. E auto aceitação é um termo que a gente vê muito por aí, porque a grama do vizinho sempre foi mais verde, fato. Mas, antes, ela não estava postada no Facebook, estampada na sua timeline. O estranho é ver a grama alta e livre se esparramando pela Playboy.

Será que o que a gente acha que é imperfeito em nós realmente é uma imperfeição? Ou é só um motivo pra gente se esconder do mundo na nossa concha, na nossa zona de conforto (leia mais aqui)? É muito mais fácil ser imperceptível aos olhos da multidão do que assumir uma postura – porque é muito mais fácil não ter que dizer nada ao ter que dizer NÃO para o que não nos agrada.

Autoconhecimento exige postura. E postura exige coragem. Ser a “Gorda na Playboy” exige muita coragem, assim como ter opinião formada sobre si mesmo também. E quando eu falo em opinião formada, não falo da síndrome de Gabriela, mas sim em conhecer quem somos e quais os nossos limites. Quais as consequências estamos dispostos a enfrentar em troca de reconhecimento. Porque se minimizar, se encaixar em uma forma em que a gente não cabe dói, deixa marcas, leva vida.

Eu não estou dizendo que a partir de agora a gente vai fazer tudo o que queria ter feito e não fez. Isso não funciona pata todo mundo. Autoconhecimento não é receita de bolo. Exige muitas perguntas, respostas difíceis, prática, experiência.

E o meu convite com este texto é para que a gente faça uma visita ao universo que habitamos. Sim, olhar para dentro, ao nosso redor, para as pessoas que amamos e que nos amam. Observar o que é, de fato, importante para a gente ser feliz. É a gente se olhar no espelho e ver se o que realmente em nós é uma imperfeição. Tem tanta gente mal formada por dentro jogando um monte de verdades absolutas por aí, que eu acho, sinceramente, que o que a gente não gosta quando olha no espelho é o que menos deve nos importar.


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