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Nos Estados Unidos, a conversa a respeito de assédio sexual está cada vez mais forte. Isso porque um dos candidatos à presidência do país, Donald Trump, mantém, desde sempre, um comportamento muito machista e misógino, e não é à toa que as mulheres estão respondendo como podem a esse tipo de atitude.

Na última sexta-feira, dia 7, vazou um vídeo de 2005 do candidato fazendo comentários absurdos sobre as mulheres, dizendo em alto e bom som que tinha o direito de beijar mulheres sem o seu consentimento ou aprovação só porque é famoso, entre outras barbaridades. Diante disso, a escritora canadense Kelly Oxford criou a hashtag #NotOkay para trazer a conversa sobre assédio para as redes sociais, mais especificamente, o Twitter.

Com a tag, que significa ‘não é legal’, em português, ela recebeu centenas de histórias de assédio depois de compartilhar a sua própria na rede social e começou um movimento em prol da conversa sobre o tema e como é importante rever a ideia que existe na sociedade sobre o que é certo ou não.

“Mulheres: me mandem as suas histórias de primeiro assédio. Elas não são só estatísticas. Eu começo: Um cara velho no ônibus pega na minha vagina e sorri para mim. Eu tinha 12 anos’, escreveu.

Segundo Kelly, em 14 horas ela recebeu uma quantidade absurda de histórias, uma média de 50 tuites por minuto pela hashtag #NotOkay, e mostrou como esse é um assunto que não pode jamais ser ignorado, porque é muito mais próximo do que se imagina.

A cultura do estupro é real e afeta milhares de mulheres diariamente. Seja em casos de violência física, como o estupro, ou de desigualdade no ambiente de trabalho e discriminação por conta do gênero de uma forma geral, as mulheres enfrentam todos os dias fragmentos de pensamentos que Donald Trump tem escancarado para o mundo todo. Se ele ganhar as eleições, é um fato que a vida das mulheres nos Estrados Unidos, e, porque não, no mundo inteiro, vai regredir algumas décadas. Por isso a discussão é tão importante.

Abaixo, veja algumas das histórias compartilhadas pela hashtag:

“Primeiro assédio aconteceu aos 13 anos, quando trabalhava como babá. O pai pegou nos meus seios enquanto eu subia as escadas para o carro”

“Um cara em um bar tentou me masturbar enquanto eu estava dançando. Eu o empurrei para longe e ele disse que eu tinha sorte que ele era legal, caso contrário ele me bateria”.

“Eu tinha 11 anos. Um menino mais velho andou comigo até em casa e virou para mim com o pinto para fora. Eu acabei de perceber que não tenho memórias do que aconteceu depois”.

“Visita no oftalmologista para colocar as lentes de contato pela 1ª vez. Ele ‘derruba’ uma no meu decote, passa a mão pelos meus peitos enquanto ‘pega de volta’. Eu tinha 14 anos”.

“O pai do vizinho passa em casa quando a minha mãe está fora da cidade para ‘ver como eu estou’. Me diz que eu sou muito madura. Eu tinha 15 anos. Ele tenta me beijar, eu grito”.

Depois de receber tantas mensagens (mais de 1000 por hora, durante o final de semana), Kelly terminou a discussão dizendo apenas que “o assédio sexual é uma verdade universal para todas as mulheres. Ninguém está sozinha”.

A hashtag #NotOkay é só mais uma prova de que a conversa precisa mesmo ser estimulada para que a mudança ocorra. Se você tem algo a dizer sobre o assunto, pode conversar com a gente através do Twitter também: @superelaoficial.

Imagem: Pexels/Twitter


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