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Fico bem chateada quando ainda vejo alguma mulher falando mal do feminismo, como se a vida dela não fosse de alguma forma influenciada por ele. O feminismo existe para criar mulheres felizes, essa é premissa essencial do movimento (leia mais aqui). E essa felicidade nasce através da liberdade, a qual advém da possibilidade de escolher o que você quer ser. Se você se sente obrigada a agir de um jeito ou de outro, isso não tem a ver com o feminismo. A razão do movimento é fazer com que as mulheres ocupem o lugar onde gostariam de estar, seja em um cargo de liderança, como uma viajante aventureira, como uma mulher solteira, como médica, empreendedora, política, engenheira, etc, MAS também como esposa, como mãe, como dona de casa – se ela assim desejar.

Não podemos sair da prisão dos padrões que nos confinaram por tanto tempo em uma sociedade patriarcal opressora e nos jogarmos em novos, que são igualmente enclausuradores. Não é preciso colecionarmos novos rótulos para nos livrarmos dos antigos. Se hoje eu quiser viajar pelo mundo e não tiver a intenção de ter filhos, mas daqui a um ano eu mudar de ideia e desejar me casar e formar uma grande família no interior do Tocantins, o feminismo me abençoa.

Outra questão é que o feminismo também não tem a ver com o sentimento de superioridade. De vez em quando vejo mensagens que colocam a mulher numa posição superior ao homem. Não, gente! Queremos igualdade, queremos parceria, queremos um trabalho conjunto, queremos que cada ser humano seja igualmente valioso, não queremos uma inversão de posições, precisamos uns dos outros. Feminismo não é vitimismo, não é humanismo, não machismo ao contrário. Feminismo é uma busca por um mundo igualitário, através do empoderamento da mulher de uma forma justa e empática, não é supremacia, não é arrogância, não é intolerância.

Eu sei que é muito difícil agirmos com 100% de coerência sobre um assunto tão complexo, e é natural que as pessoas tenham opiniões divergentes e múltiplos pontos de vista. Afinal, as experiências pelas quais passamos são únicas e moldam nossos pensamentos de uma forma muito heterogênea. Para mim, o mais importante não é exatamente refletir sobre a posição na qual nos colocamos, mas como nos relacionamos com ela: como podemos nos sentir cada vez menos intimidadas, pressionadas e desconfortáveis dentro das nossas decisões?

Mudaremos, sim, nossos discursos, espalharemos o respeito e a generosidade, teremos compaixão pela condição do outro. Não aceitaremos – não mais – machismo, misoginia, submissão, violência e assédio, e isso é uma questão fundamental que reafirmo com a esperança de ser redundante. Meu ponto é que essas atrocidades não definem que tipo de vida temos que levar.

Repito, o feminismo existe para promover a felicidade e o amor, existe para que tenhamos consciência dos nossos direitos e liberdade para escolher o que nos deixa realizadas, de uma forma sadia e harmoniosa com as pessoas que nos rodeiam, independente do gênero, sem subjugamentos e sem imposições (leia mais aqui). Qualquer um que diga algo que vai contra essa ideia, está falando sobre outra coisa. Sobre feminismo não é.

Imagem: Pinterest

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