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Engravidar cedo é um dos maiores medos que nós, mulheres, temos. Afinal, ainda estamos muito novas e, de um dia para o outro, surge um turbilhão de responsabilidades e julgamentos. Enquanto os pais são somente repreendidos, nós, mulheres, carregamos o resto de todo o fardo. Fomos “fáceis” demais, “descuidadas” demais e, dalí para frente, ficaremos “mal faladas”.

Quando o nenê chega, o peso de ser mãe triplica quando nos deparamos com o fato de que são poucos os parceiros que ajudam na empreitada. Na verdade, a maioria tende a sumir, ou só aparece quando o negócio fica feio.

engravidar cedo

Com todo esse peso que a mulher tem sobre engravidar cedo, pedi a nossas leitoras do grupo #superelas para que me contassem um pouco de como foi a experiência de terem se tornado mamães tão cedo. E, como sempre, vale ressaltar que a identidade de TODAS está protegida!

Esse post vai te mostrar o tanto que ser mulher é difícil, mas também vai te dar uma tranquilizada porque tudo, no fim das contas, acaba bem. Acreditem, não há nenhuma cruz que nós, mulheres, não suportemos carregar! Somos mais fortes do que aparentamos!

Nossas leitoras contam como foi engravidar cedo

1. Laços fortes desde os 15 anos

“Eu engravidei com 15 anos, por “acidente”, com meu primeiro namorado! Hoje ela tem 12 anos e eu 27! Sou casada (não com o pai dela) e tenho um menino de 2 anos! Tive apoio da minha família para cuidar, mas a culpa pesa muito, pois não parei minha vida para cuidar e estar com ela! Estudei, trabalhei muito, namorei, casei! Acho que fui um pouco egoísta! Mas ela me ama muito! A relação com ela é diferente e inexplicável, pois ao mesmo tempo que temos nossos momentos mãe e filha, parece que não somos. Temos uma laço muito forte, mas é diferente!!!!”

2. Depressão pós-parto aos 15 anos

engravidar cedo

“Eu engravidei com 15 anos, enquanto namorava… Quando resolvi comprar o anticoncepcional, esperei a menstruação vir, e o que veio foi minha filha depois de 9 meses rsrs. Tive depressão pós-parto pela imaturidade. Sabe… eu brincava de bonecas e, em pouco tempo, me vi com um bebê e muitas responsabilidades. Não é nada fácil.

Hoje ela tem 07 anos e eu faço 23. Eu e o pai dela éramos muito novos, ambos com 15 anos, e o relacionamento imaturo não durou muito. Separamos e tive que trabalhar. Hoje eu trabalho e estudo. Já na época em que me tornei mãe, não tive como terminar os estudos por outros motivos… E esse período foi bem difícil. Quando eu saía para trabalhar, ela ficava dormindo, e quando eu chegava, ela também já estava dormindo.

Até hoje crio ela sozinha, o pai é ausente e entra em contato uma vez ou outra. Atualmente namoro e sou muito feliz por tê-la, e por ter aprendido muito! Foram grandes experiência e um amor eterno.”

3. “Quem pariu Matheus que o embale”

“Eu engravidei na faculdade, tava com 21 e já namorava com o pai há uns 2 anos. Ele era de São Paulo e estava terminando a graduação. Acabou que decidiu ficar aqui, moramos 1 ano na casa dos meus pais e, apesar do susto, tivemos muito apoio e ajuda de ambas as partes.

Todo mundo falou que o fato de a gente ter um filho não caracterizava que a gente tinha que ficar juntos, mas como a gente se ama, além desse laço que criamos, decidimos construir uma vida juntos!! Hoje moramos nós 3. Compramos nossa casinha, nosso carrinho, e eu só consigo trabalhar. Ainda frequento a faculdade, porém com muita dificuldade, pois a gente se desdobra em vários empregos para pagar uma escolinha pro nosso filho, já que o horário das CMEI são ridículos!

Fácil não é. Com 1 ano e 6 meses ele ainda mama, adoece, quer atenção e, na real, as pessoas tão pouco se fu… pra um bebê e pra mãe. A frase que eu mais ouço: “Quem pariu Matheus que o embale”.

Pelo menos meu filho tem um pai que divide tarefas, e não um que só AJUDA.”

4. Sobre engravidar cedo e ganhar dois anjos

“Sou feliz a meu modo. Com muita responsabilidade crio 2 filhas sozinha. Não tenho tempo nem para tomar um banho. Não tenho ninguém para me ajudar, e nem para ficar com elas para que eu possa ir trabalhar. Ninguém viu e nem me ouviu reclamando. Essa é minha vida: dois anjos que me ajudam a ficar de pé.”

5. “Larguei tudo para ser mãe, e não me arrependo”

engravidar cedo

“Eu engravidei com 18 anos. Estava no meio da minha graduação em Serviço Social (segunda faculdade que eu tinha começado, achava que era o que eu queria). Não consegui conciliar gravidez + faculdade + trabalho, então tranquei a faculdade. Afinal, eu precisava do dinheiro ainda mais do que antes!

O plano era voltar no começo desse ano, ou seja, quando o meu filho completasse um ano. Mas as coisas nem sempre são do jeito que a gente planeja, né? Acabou que ao voltar da licença maternidade, percebi que precisava estar com meu filho e pedi para me mandarem embora, feito que consegui no fim do ano passado.

No começo do ano tentei voltar para a faculdade (noturno), mas como meu filho entrou na creche, abandonei de novo minha graduação. Em partes por mal aproveitar ele, em partes por achar que o Serviço Social nem fazia mais sentido.

Recebi e ainda recebo muitas críticas por “largar tudo” para ser mãe, mas pra ser sincera, não me afeta em nada! Hahahaha. Na minha cabeça, o meu filho só vai ser pequeno assim agora, e eu quero aproveitá-lo ao máximo!

Em relação a trabalho, ajudo meu “namorido” no negócio dele enquanto nosso filho tá na creche, e me dedico inteiramente a ele o resto do tempo. Quanto à faculdade, pretendo começar minha graduação em Letras-Francês assim que o meu filho não for mais tão pequeno, que é a faculdade que eu sempre quis, mas não comecei por ter me deixado levar por opiniões idiotas.

Por fim, não me arrependo de nada e passaria por tudo de novo, porque meu pichunguinho vale a pena com TODA a certeza.”

6. “Não mudaria nada em nossa história”

“Bom, eu tinha 20 anos e estava no 2º ano da faculdade. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Eu já namorava há 6 anos com o meu marido. Eu resolvi fazer uma troca de anticoncepcional e no meio deu ruim (ou deu bom, porque amo minha filha).

Eu tive dúvida sobre ter ou não, sabe? Porque aquilo não estava nos meus planos. Eu nem pensava em ter filhos um dia. Passei alguns dias muito pensativa depois de ouvir aquele coração batendo no ultrassom. Eu queria ter uma carreira brilhante e achava que ter um bebê ia me impedir de chegar lá (ops…uma ideia proveniente de nossa sociedade machista?).
Apesar disso, contei com o apoio do meu namorado, da minha mãe e resolvi seguir em frente.

Comprei muitos cremes anti-estria…tive muito enjoo na gravidez e trabalhei e estudei até 1 semana antes da minha filha nascer. Depois que ela nasceu, precisei fazer 10 trabalhos para a faculdade para não perder o ano – fazia à tarde, quando ela dormia um pouco e quando ela tinha 50 dias voltei ao trabalho. Isso porque eu recebi uma promoção e poderia perder se não voltasse neste tempo. Eu precisava muito de dinheiro…era o dobro do meu salário! Ia trabalhar chorando…..rs… Ela ficava com minha mãe, mas eu me sentia mal por não estar com ela. Ás vezes achava errado ter “priorizado” o dinheiro, mesmo que tenha sido por ela também. 

Bem, sempre contei com minha mãe, o que me ajudou demais. Trabalhei muito, cresci profissionalmente (ela não me impediu), mas também me peguei várias vezes me questionando se eu estava mesmo fazendo a coisa certa. Eu queria ter mais equilíbrio entre os papéis “mãe” e “profissional”, mas era difícil girar todos os pratos ao mesmo tempo…ia fazendo o melhor possível.

Hoje, trabalhar de casa, é maravilhoso, porque tenho a chance de fazer coisas que nunca fiz: levar e buscar na escola, almoçar juntas, ir às reuniões da escola… Quando não trabalhava de casa, tentava aproveitar ao máximo o tempo que tinha com ela, fazendo valer aquela ideia de que qualidade era melhor que quantidade, então sempre fomos próximas. E acho que ela reconhece meu esforço e meu exemplo.

Ela nunca me cobrou pelas escolhas que fiz. Um dia ela me disse que me admirava. Foi emocionante ouvir isso, depois de tantas dúvidas e desdobramentos. E sim, amo ter tido minha filha jovem…rs. Sou a mãe mais jovem da sala de aula dela, mas o bacana é que acompanho muito mais de perto o mundo dela, o que ela tem vivenciado. Compartilhamos ideias, opiniões, roupas, sapatos…rs

Não foi fácil, mas não mudaria nada na nossa história.”


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo sobre engravidar cedo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?


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