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A transição da Ludmilla e a liberdade de usar perucas

Carina Caldas

Colunista Superela

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Ontem à noite (04/04), a Salon Line anunciou a Ludmilla como sua nova embaixadora. A marca, que recentemente lançou uma linha de cosméticos totalmente voltadas para os cabelos cacheados, irá assumir os cuidados dos fios da cantora durante um processo de transição capilar (que você pode saber mais aqui). Isto significa que em breve veremos a “danada” arrasando com os cachos naturais!

O anúncio confundiu muitas internautas, que alegaram que a cantora não teria sido a escolha ideal para a campanha,já que ela não representaria as crespas e cacheadas consumidoras do produto. Assim como Rihanna e Beyoncé, Ludmilla é adepta das lace wigs, perucas de tela transparente que imitam o couro cabeludo. Ela é tão fã da mudança que lançou em dezembro do ano passado o seu próprio salão de beleza junto com uma linha de perucas, o Lud Hair Boutique, que tem como principal cliente a cantora Anitta.

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Um dos problemas das redes sociais é que elas geram um sentimento de ansiedade e correria, fazendo com que as pessoas leiam cada vez menos os textos. A gente costuma focar só na foto e na manchete, e muitas vezes até compartilha sem saber o conteúdo da informação. Na própria legenda da foto, a Salon Line explica que a Ludmilla está abandonando as perucas e vai assumir o cabelo crespo natural.

Além disso, ela não se torna menos empoderada se estiver usando os cabelos lisos, trançados ou crespos. O empoderamento significa dar a mulher o poder de tomar suas próprias decisões. Ninguém deve mudar o que gosta em si mesmo por pressões alheias.

Como já escreveu a nossa editora de conteúdo Karla Lopes, no texto Tudo bem se você não quiser passar pela transição capilar, “uma mana nega que ainda usa progressiva em seus fios não é menor que você que está passando pela transição capilar. Se empoderar é também um processo de respeitar outras mulheres, de não querer que ela faça escolhas pra si mesmas baseadas nas que você fez para si própria!”. A própria Ka é adepta do mega hair e se sente muito bem com isso. E ai de quem reclamar.

A transição de Ludmilla

Em entrevista à revista Veja, a cantora conta o motivo de ter tomado essa decisão: “Sempre tive o sonho de usar as perucas lace wigs, que é a mesma que a Beyoncé usa. Como sou muito fã dela, na minha primeira viagem a Miami, voltei com a mala carregada de perucas.  Ai, eu cortei o meu cabelo natural bem curtinho. A partir daí, passei a usar as perucas e meu cabelo foi crescendo. Percebi que não precisava mais alisar o cabelo, enchê-lo de química para ficar bonita, “na moda”. Vi um monte de amigas deixando os fios naturais, volumosos e resolvi embarcar nessa também. Mas é difícil…”

E ela não está errada! Apesar de ser um processo de reconhecimento das próprias raízes, é uma etapa muito difícil, que pode provocar uma sensação se montanha russa na autoestima. Quando uma pessoa fica muito tempo dependente das químicas, ela se esquece de como é o próprio fio. Além disso, como o cabelo está em transição, a cada dia ele acorda diferente. Ajeitar a cabeleira volumosa já não é fácil, e fica ainda mais difícil quando se está lidando com duas ou até três texturas diferentes.

Por muito tempo, as pontas ainda ficam lisas por conta dos procedimentos anteriores. Ao mesmo tempo, a raiz vai crescendo de forma natural e o cabelo como um todo fica uma bagunça. Por isso, muitas meninas optam pelo big chop, um corte que retira toda a química do cabelo. Por outro lado, tem outras que não conseguem se acostumar com o cabelo curto e têm de resolver como vão homogeinizar as texturas do cabelo.

Achei o falador quieto demais lancei essa pra eles terem assunto 🤗

Uma publicação compartilhada por Ludmilla (@ludmilla) em

Ludmilla, por exemplo, optou pela ajuda das tranças para passar por esse processo trabalhoso. Nesse caso, recorrer às tranças é realmente uma salvação para quem não quer perder muito tempo estilizando as partes com textura indefinida. O look é estiloso, está em alta e ainda existe em várias versões coloridas. De trança, peruca, ou natural, a gente tem certeza que tudo na Lud fica bom, bom, bom!

 

Carina Caldas

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