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Eu sempre fui do tipo “mignon”: manequim 36 a vida toda, e 1.68m de altura. Nunca tive muito problema em relação ao meu corpo, embora alguns colegas de escola na época me chamassem de “Olívia Palito” e coisas do tipo. Meu peso nunca saiu dos 51/53kg, tenho seios pequenos e também não penso em aumentá-los.

Mantive a silhueta mesmo depois das minhas duas gestações, uma aos 21 e outra aos 24 anos. Aliás, depois do meu segundo parto, fui para míseros 48kg, acredite! Fiquei só o cabelo andando num esqueleto! *risos*

Não faço muito a linha fitness, não gosto de academia e nem tenho muito tempo. Porém, manero na alimentação por conta do hereditário colesterol alto. Enfim, peso nunca foi um problema pra mim. Pra falar a verdade, nunca nem perdi muito tempo pensando nisso.

Cresci ouvindo as pessoas dizendo que eu era magra de “ruim”, e que não engordaria nunca. Isso com certeza contribuiu para convencer o meu cérebro de que, de fato, não nos preocuparíamos com o peso nunca.

Mas aí a vida passa, e eu já passei dos 30. Começo a notar, então, as mudanças inegáveis e inevitáveis, creio eu, do tempo.  Mantive o mesmo número de manequim até pouco tempo atrás e então comecei a perceber que meus jeans não fechavam mais. Queria muito acreditar que eles encolheram!

Mas depois dos jeans vieram os vestidos, saias… E então fui obrigada a admitir: “não visto mais 36”!

Meu manequim aumentou

Por alguns dias fiquei preocupada com isso. Minha primeira reação foi “vou encarar uma dieta braba“, mas cadê a disposição?! Eu não quero abrir mão de alguns pequenos prazeres somente em prol da minha forma física. Meu quadril fala por mim, e as roupas não me deixam mentir.

Tudo que eu como vem pro culote e coxas, e eu tive que aceitar isso. Afinal, mesmo que emagreça, eu “ganhei” corpo, como dizem por aí… Não creio que vá caber num mínimo jeans 36 outra vez e, quer saber?!

Tá bom assim!

Sou sexy demais

Depois de alguns dias me martirizando por não ter mais o mesmo corpo, parei de torturá-lo e passei a aceitá-lo. Afinal, ele já passou por muita coisa. Foram duas gestações, dois partos normais, anos e anos de amamentação e agora é um corpo de uma mãe que mora sozinha e rala pra caramba, e que se permite comer um bolo de churros no fim de semana, e uma massa com um vinho na segunda. Desculpa… fazer o quê?!

Se um cara não gostar de mim porque aumentei o número do meu manequim, então é porque eu nunca fui muita coisa pra ele mesmo! E tá tudo bem. Mas, juro pra vocês amigas, o meu namorado está amando! Haha!

E eu… passando a me amar também!

Afinal, olha a Kim aí! Se ela pode, a gente TAMBÉM PODE, né não?!

Eu aprendi que não preciso voltar pro meu manequim de antes. O que eu preciso mesmo é de roupas novas!

Eu aprendi a assumir as curvas (e as derrapadas) que a vida me deu!

Eu aprendi que toda mulher e todo biotipo trazem suas belezas únicas, e que não preciso ficar vestindo preto para esconder o quadril. Afinal, eu aprendi que quadris têm vida própria e um feitiço único nesse mundo.

Eu aprendi que “medidas perfeitas” não existem.

Cada corpo tem a medida perfeita para cada alma que carrega.

Eu mesma quebrei os estereótipos que inconscientemente carregava dentro de mim.

Eu aprendi a me olhar de frente no espelho. Mesmo com gordurinhas a mais, meu AMOR pelo meu corpo e toda a história que ele traz, é muito maior que o meu próprio pré-conceito sobre mim mesma!

Eu parei de querer entrar a qualquer custo na minha calça velha e, com isso, abandonei também algumas outras limitações que trazia comigo. Vi, na real, que um “corpão” faz sucesso mexxxmo!!!  E que essa sou EU daqui para frente. E eu quero mesmo é ir pra FRENTE. Chega de ficar tentando voltar no tempo.

Não sou mesmo, sob nenhuma forma, a Bruna de anos atrás. Então por que o meu peso e a minha barriga têm que ser?!!

Esse ano completo 32 anos, com manequim 40, 2 filhas incríveis, alguns pés de galinha e uma ENORME vontade de ser FELIZ! Meu manequim aumentou. E meu amor próprio, também!

Hoje eu sei o que me cai bem em  todos os sentidos! E que quando um vestido está muito difícil para entrar, a culpa não é minha… é dele! Desta forma, fica muito mais fácil e leve viver!

E isso vale tanto para vestido difícil, quanto para relacionamentos difíceis e pessoas difíceis:

Se você tem que fazer muita força para entrar, e acabar se diminuindo, isso te gera desconforto e falta de ar. Deixe ir! Não se diminua nunca para caber no mundo nem no vestido de ninguém, ok?! Pelo contrário! Se EXPANDA!

Grandes estrelas não cabem mesmo em universos pequenos!

Imagem: Pexels


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