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Meu último fim de semana foi tomado por uma série. Não, não foi Stranger Things e sua segunda temporada bombástica, mas os primeiros 5 episódios de The Good Doctor, a nova série médica do David Shore, mesmo criador de House. Só essa informação deveria ser motivo o suficiente para você assistir com todo o seu coração.

Mas tem mais. Eu não sei se você sabe disso, mas eu sou bem viciada em doramas, ou novelas coreanas. É um formato bem diferente do Brasil, num sistema de temporadas únicas de no máximo 20 episódios. E no meio do ano passado, eu assisti um dorama de 2013 que, justamente, chamava Good Doctor. A premissa era a seguinte: um jovem autista tinha o sonho de ser um cirurgião num renomado hospital de Seul, na Coreia, e precisaria enfrentar uma série de preconceitos a seu respeito para atingir essa meta. Foi dramático, foi diferente de tudo o que eu já tinha visto e ganhou um espaço no meu coração.

Quando vi que a série norte-americana seria lançada, achei curioso o nome ser o mesmo, até entender que era a mesma história. Essa é uma adaptação do dorama que eu assisti. Imediatamente fiquei animada (porém um pouco receosa) de ver como seria readaptada para o público norte-americano. Ainda bem, não fui decepcionada e a série tem se tornado um hit lá fora, ganhando em audiência de The Big Bang Theory, um dos maiores sucessos da televisão nos Estados Unidos.

Se você tem interesse por dramas médicos (alô, fãs de Grey’s Anatomy), eu sugiro que você dê um jeito de assistir The Good Doctor também (infelizmente, a série ainda não tem previsão de chegar ao Brasil).

1.Freddie Highmore é o ator principal

Ele, que se tornou um astro prodígio nos cinemas e acabou de sair de outra série muito aclamada, Bates Motel, interpreta Shaun Murphy, o médico com autismo que sonha em ser um cirurgião. A atuação do Freedie é incrível, de cair o queixo, e a forma como ele se movimenta em cena, como fala e até as suas expressões são maravilhosas. É um personagem incrível, cheio de profundidades e que está buscando um entendimento sobre a vida e o seu papel no mundo. Emocionante mesmo.

2.Fala sobre as dificuldades de ser autista

Quantos personagens autistas já vimos como protagonistas no cinema e na televisão? Com um personagem principal que, além de autista, tem uma síndrome chamada savant, na qual o paciente tem uma grande habilidade intelectual aliada à um déficit de inteligencia, The Good Doctor abre o nosso leque de entendimento, mostrando as dificuldades e vivência de alguém que não consegue se comunicar diretamente com as pessoas 100% do tempo. É óbvio que essa retratação precisa ser fiel, e provavelmente ela tem alguns exageros para efeito do drama televisivo, mas assim como falar sobre transexualidade na televisão é importante, explorar o autismo em um programa de TV nos leva a entrar em contato com algo que não conhecemos e nos abrimos para ver melhor e compreender mais as dificuldades do outro.

3.Tem um cast muito diverso

Nicholas Gonzalez, o Dr. Melendez, tem ascendência mexicana. Antonia Thomas é negra e usa o cabelo cacheado para viver a personagem Claire Brown. Chuku Modu, o Jared, tem ascendência nigeriana. Tamlyn Tomita, a Allegra Aoki da trama, nasceu no Japão. Já deu para perceber que, no mínimo, a direção de casting teve uma preocupação em buscar atores que saíssem da caixinha para os seus personagens, por mais que o protagonista principal esteja no padrão. No geral, o elenco é diverso e cada personagem tem os seus dramas pessoais que, com certeza, serão desenvolvidos ao longo da história.

4.The Good Doctor te envolve num drama pessoal

É óbvio que, para uma primeira temporada, a série está tentando entender onde vai e quais os seus pontos de importância (se você não sabe, muitas vezes uma série ganha um piloto, um primeiro episódio de teste, antes de ser confirmada e ganhar mais episódios e uma continuação). Porém, você se vê envolvida na história de Shaun desde o começo, tentando entender como ele pensa, o que ele sente e porque ele decidiu virar um cirurgião – e quais foram as escolhas que o levaram até lá.

 5.Falta adrenalina, mas compensa em coração

O que me chamou atenção é que os momentos de ’emergência médica’ não parecem tão emergenciais assim. Não sei se eu acostumei com o clima ‘Grey’s Anatomy de pânico constante’ ou com as emoções de House ao tentar descobrir um diagnóstico, mas The Good Doctor (ainda) não me pareceu uma série super emocionante (apesar de ter os seus momentos). Ainda assim, ela compensa em coração: os questionamentos do Shaun sobre a forma como as pessoas funcionam, do porque as pessoas choram quando recebem uma notícia considerada ruim ou porque elas buscam amor dão uma profundidade na história que dificilmente poderia ser alcançada apenas por discussões médicas sobre amputar ou n ão a perna de um homem.

 

Enfim, eu espero que a série continue melhorando e achando o seu tom e prometo acompanhar de perto só porque fico muito curiosa em saber como o Shaun vai evoluir até o fim dessa temporada (e nas próximas, se existirem).

Foto: Reprodução / The Good Doctor


Você já viu algum episódio de The Good Doctor? Tem alguma outra série para indicar? Dê a sua opinião respondendo a pergunta abaixo ou clicando aqui.

 

 


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