O que você procura?

Amiga, ninguém além de você pode determinar o seu valor (leia mais aqui). E o que não falta por aí é macho escroto querendo te diminuir e oferecer menos do que você merece, e claro, ele só vai conseguir alcançar o objetivo de te diminuir se você permitir.

Eu não gosto de expressões que generalizam, não curto nenhum tipo de extremismo, por isso não concordo com a expressão “nenhum homem presta”. É demais isso! Tem, sim, muitos caras legais por aí, gentis, educados… Eu, de fato, ainda acredito na humanidade.

Acontece, amiga, que se você não entender o quanto você é maravilhosamente incrível, certamente outra pessoa não vai enxergar isso. E se você já sabe do seu valor e o cara mesmo assim só te oferece migalhas, pula fora, você merece mais! Você merece um homem que não julgue seu passado e não te condene por qualquer passo errado que você deu antes dele.

Merece um homem que acorde, olhe para o lado e perceba o quanto ele é merecedor de ter alguém tão incrível caminhando ao seu lado. Você merece alguém que te trate com respeito, alguém que entenda que você é tão humana quanto ele, alguém em que você possa confiar, que você possa mostrar suas fraquezas e não ter isso sendo usado contra você.

Não importa qual o rótulo vocês escolheram para o relacionamento de vocês, independente de qualquer coisa, deve existir lealdade, honestidade e respeito. Antes eu pensava que quem amava aceitava tudo. Eu era bem pouco exigente, usava daquela filosofia do “eu te aceito como você é”.

Nada contra a aceitar o outro como ele é, receber de braços abertos apesar das falhas, afinal eu também sou cheia de falhas, porém, quando o que o outro faz chega ao ponto de te ferir, magoar, desrespeitar e maltratar, a questão muda, já não é mais algo a ser aceitável. A gente precisa saber qual o nosso limite perante o outro, e não aceitar ultrapassagens.

O amor pode e deve ser exigente: “eu não aceito isso de você porque antes de te amar, eu me amo”. No livro O Pequeno Príncipe, a Raposa fala: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Eu já interpretei essa frase de várias maneiras nessa minha longa caminhada, sempre relacionando com o que eu vivia.

Hoje eu não discordo da raposa. Sim, somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos, somos responsáveis principalmente a ponto de exigir limites para uma boa convivência, tal qual faz um pai responsável pelo seu filho. E como a gente faz então? Amor próprio (leia mais aqui)! E eu não estou falando de egoísmo, narcisismo, nada de extremos.

Eu falo do mínimo, do básico e essencial, você se cuidar e se amar como desejaria que os outros te amassem, é lógico que isso é uma tarefa não muito fácil para quem sempre aceitou de tudo de braços abertos. Comece se olhando com um olhar de quem vê de fora, veja o quanto você é incrível e cheia de qualidades admiráveis. Seja amorosa com você mesma, se perdoe.

Imagine a quantidade de caras legais que fariam de tudo pra ter você ao lado, valorize cada passo seu, e se o cara que de alguma forma você deu o privilégio de compartilhar dos seus momentos não te valoriza, o problema é dele. O mundo vai te tratar conforme você se trata, então se trate com muito amor e carinho, porque o resto são migalhas, e isso não te pertence.

Imagem: Pinterest


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