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Mulheres são vitoriosas, não existe mulher plena hoje que não tenha aprendido antes a domar dragões. Só entende quem habita essa pele. Sou filha de uma mãe que criou sozinha três filhas. Meus pais se separaram, eu tinha apenas 12 anos. Mudamos de cidade e nada transcorreu de forma muito diferente ao que ocorre na maior parte das famílias brasileiras. A responsa, aquela pesada mesmo, econômica e afetiva, quem carregou nas costas foi minha mãe. Embora nunca tenha me faltado nada, graças ao esforço hercúleo de uma mulher incrivelmente forte, muitas das coisas que minhas amigas podiam fazer e ter, para mim eram um luxo e esse “não acesso” me impulsionou para o trabalho com dezoito anos.

Há dez anos quando levava meu filho, ainda bebê, a uma consulta com o homeopata, o médico percebeu minha tristeza e questionou sobre minha relação com o pai da criança. Lamentei o relacionamento conturbado. Eu estava com a faculdade de jornalismo trancada. Então, ele me disse uma frase da qual nunca esquecerei: se você ama a sua profissão, então dedique-se a ela. Os relacionamentos podem acabar, o seu filho um dia vai casar e ter a família dele. Portanto, o seu trabalho é o que vai te dar tesão para sempre.

Eu encontrei esse tesão do qual ele falava.

Mas claro que ele não me avisou dos desafios que eu enfrentaria por ter uma vagina no lugar de um pênis, e se isso conta? Eu tive que descobrir na marra, como ter que levar na “esportiva” chefe trancando a porta da sala, propondo contato mais íntimo entre nós dois. Ou ter que conviver com um chefe me sabotando assumidamente dentro de uma redação porque sua investida de me levar para cama fracassou.

Naquele tempo eu estava começando a minha carreira. Precisava daqueles empregos e tinha medo, muitos medos… de fechar portas, de perder oportunidades… de fazer “tempestade em copo d’água”, sabem? Afinal, quantas vezes um assédio é tratado como exagero? Tive que usar o jogo de cintura, dos sorrisos amarelos, do “vou fingir que não é comigo”… tudo para não ter que abrir a perna. Hoje a cretinagem jamais ficaria sem respostas e providências imediatas. Decidi, inclusive, empreender para não ter mais que ser aprovada por um chefe – não que a mulher empreendedora também não tenha que domar dragões.

A mulher no mercado de trabalho é uma das pautas mais importantes para a luta do feminismo e isso não exclui nenhuma das outras várias que são tão importantes quanto. Empoderamento é emancipação individual e ninguém que é dependente economicamente pode ser livre, vide os casos de violência doméstica que acontecem  porque é o cara que paga as contas da casa.

Patriarcado

Claro que a maioria de nós ainda depende deles:

  • Os CEOs das grandes organizações no mundo são homens
  • No Brasil, apenas 16% dos cargos de diretoria executiva são das mulheres.
  • Se formos recém casadas teremos muito mais dificuldade de conseguir uma vaga, porque podemos engravidar a qualquer hora.

Ser mulher é simplesmente uma desvantagem competitiva e isso nos empurra para a auto-sabotagem. Quantas de nós estamos ainda amarradas a ideia de que só teremos acesso à nossa casa, ao nosso lar, só teremos uma vida confortável, se fizermos um bom casamento? A história explica o domínio masculino sobre os meios de poder. Eles começaram a  sociedade se prevalecendo da força física, já que um dia essa força física foi necessária. Mas isso faz muito tempo. Estamos falando aqui de primórdios da humanidade. Em tempos de indústria 4.0, onde os maiores ativos são intangíveis, falamos, vivemos e ficamos ricos com ideias, não existe mais absolutamente nada que justifique as desigualdades entre os sexos a não ser o machismo correndo solta nas nossas veias sociais.

Somos capazes de fazer revoluções dentro de uma empresa, mas a própria justiça do trabalho ratifica as desigualdades. Nós com nosso senso agregador, com a nossa visão de partilha, com a nossa sensibilidade, valemos muito mais do que os meses que tiramos para ter nossos filhos, licença essa que, por sinal, deveria ser dada ao homem também que poderia perfeitamente lavar as roupas do bebê, enquanto a mãe estivesse amamentando a criança.

A ONU estima que são necessários, no mínimo, mais 70 anos para o fim das desigualdades entre os gêneros no mercado de trabalho. Pelo nível de empoderamento das mulheres que estão na minha casa, nas minhas equipes, ao meu redor, acredito eu… vamos trair essas estatísticas.

Imagem: Pexels


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