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Eu não sei me relacionar. Nessa geração rasa, onde a moda é não se apaixonar, eu não sei me relacionar. Os tempos são outros e o segredo agora é não se apegar. As relações se tornaram descartáveis. Hoje ganha quem se importa menos. Eu não sei esperar a hora e o momento certo em que eu possa ligar ou uma simples mensagem mandar. Não aprendi como é que se relaciona sem se relacionar. Ainda não sei escrever pela metade, quero todas as linhas, quero todos os verbos e todas as cores possíveis. Anseio, na verdade, por todos os sabores e, se possível, com direito a repetição.

Eu não sei me relacionar. Nesse mundo onde as coisas tem mais valor do que pessoas, eu não sei me relacionar. Desaprendi a me socializar ou as pessoas deixaram de amar? Qual a essência de entrar em uma relações rasa?  Qual o sentido de barrar as coisas do coração? Quem é que pede para amar? Quem é que escolhe quando vai amar?

Não tem graça um amor vazio. Não tem graça bagunçar a cama e não sujar os talheres juntos pela manhã. Me faz perdão o tesão, esse lance de não poder pegar pela mão. Porque eu quero tudo, quero, aliás, mais do que pegar, quero agarrar a felicidade. Não, eu não quero soltar. Se tiver que soltar, eu admito que não sei me relacionar.

Eu não sei calcular o tempo ou momento certo para responder o whats. Eu não sei esconder que estou querendo me afogar na história, que estou apostando as minhas fichas. Não aprendi a agir naturalmente, quando, na verdade, o que eu quero é pular no pescoço da pessoa. Sinto-me às vezes na contra mão do mundo, mas eu quero mandar mensagem de boa noite, de bom dia. Que quero mandar um áudio bobo só para ouvir a voz dele.

Bom, pelas tantas que anda o mundo, realmente eu não sei me relacionar. Não consigo deixar o telefone três vezes tocar. Não sei decifrar as mensagens. Eu nem se quer aprendi a calcular as repostas do joguinho psicológico e certamente me entrego de cara (leia mais aqui).  Na verdade, acho que essa é minha especialidade.

Alguns me olham e dizem: você é tão pura, é tão sensível, ainda é imatura, vai aprender mais sobre isso. Mas, olha, se aprender mais é aprender como jogar, como brincar com as relações, eu não quero. Me recuso, porque eu não quero jogar, eu quero amar.

Eu não quero calcular o tempo das mensagens, não quero esperar. Quero sorrir quando o riso vier, quero abraçar sempre que eu puder. Quero beijar e me entregar. Quero bagunçar a cama e o banheiro, sem me preocupar em levantar antes do sol nascer. Quero deixar todos saberem, que eu transbordei.

Eu não sei me relacionar assim!

Sentimentos baratos, cantadas fajutas, relações rasas, eu não sei me relacionar. Mas analisando bem, eu não quero, nem vou me arriscar, prefiro outra coisa propagar. Que tal ensinar sobre a arte amar? Vamos, subamos ao picadeiro. Vamos montar um belo espetáculo, nem todo palhaço é do mal, ainda há tempo de se apaixonar (leia mais aqui). Porque eu, em relações fragmentadas pelas modinhas do orgulho, definitivamente não sei me relacionar.

Eu quero correr o risco de viver pra sempre ao seu lado. Correr o risco de te proteger, do amor e de suas mazelas com o coração. Quero simplesmente ir quando me chamar. Eu não sei calcular o momento exato em que devo dizer sim ou não. Eu quero a liberdade de responder simplesmente com o coração. Prefiro essa liberdade, com todo o risco que ela me traz. Porque sei que entre todos os detalhes bobos, vai ter um perfume, que quando sentir, vai me recordar. Vai ter uma música, que quando ouvir, de mim vai lembrar. O meu doce preferido, quando encontrar, vai me trazer. Tem alguns lugares que quando passar, vai de mim lembrar. Há também os filmes, tem uns que quando assistir, vai de mim recordar. E nesses detalhes bobos, o coração vai chorar.

Sabe porque, ainda assim, eu quero o amor e todos os seus riscos? Porque esses detalhes bobos são pedacinhos de vida que contatinho algum pode substituir. Não há contato que possa superar a plenitude de uma relação pautada no amor e seus desejos. Por isso continuo dizendo: ter mil contatinhos, ter uma lista grande e talz, se o negócio é esse, eu realmente não sei me relacionar.

Imagem: Pinterest


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