O que você procura?

Olha, eu sinceramente não sou um pedaço de carne e todas as vezes em que me tratou assim, fez com que eu me sentisse menor. Eu sei que você nem faz ideia disso, não faz ideia de como me doeu. Sei que é o século da putaria, que ninguém se importa com a ligação no outro dia, mas acontece que eu nunca me encaixei em padrões.

Eu nunca esperei príncipe encantado, mas montar no cavalo e tomar as rédeas, também não me interessa. Eu ando em uma crescente. A minha vibe é seguir esse coração louco e independente. Moço, eu tenho segredos e um deles é detestar palavras, respostas e gestos pela metade. Eu sei que é estranho, mas minha mensagens não se completam sozinhas. Odeio a perturbação do silêncio, porque sei ele que fala mais do que qualquer palavra.

Sei que se acostumou com as relações volúveis, com os lances e aprendeu a fugir dos romances. Mas acontece que pra mim, o amor é “o lance”. Não sei lidar com essa falta de sentimento onde o desejo transborda. Beijos quentes vindos de corações vazios, me dilaceram a alma.

Não sou teu pedaço de carne! 1

Eu aprendi a ser flor. Eu aprendi a ser e andar por amor. Não me vejo longe dos sentimentos bons. Não me arrasta pra esse mar de ondas pegajosas. Não vem querer me levar para essa tua multidão solitária. Pessoas cheias do vazio de suas almas. Sim, relações rasas não me interessam.

Outro dia me perguntaram: “- Você gosta mesmo de sofrer, hein?”! E sabe, eu não tive resposta no momento, mas em casa refletindo, a minha conclusão é a seguinte: não fui feita de momentos. Não, a vida é feita de momentos sim, mas não momentos vagos, que esvaíram no tempo. Atrás de cada momento, existiu ou existirá, ainda que fora de ordem cronológica, uma história.

Confesso, nem sempre será uma história bonita, ou um desses contos do cinema, mas será sempre uma história e eu acredito no poder entre papel e caneta. Há uma cumplicidade em ambos, maior do que somos capazes de imaginar. Essa parceria de papel caneta, muitas vezes descreve os segredos de amar.

Eu tenho comigo que essa é a geração volúvel. É a geração Whatsapp, que ainda não sabe diferenciar um click de um beijo. Um amasso de um desejo. É a geração que diz falar com o coração, diz amar, mas não sabe nada sobre se entregar e nem se quer compreende os desejos da paixão. Uma geração rica de argumentos e pobre de sentimentos.

Não sou teu pedaço de carne! 2

Eu, sinceramente, não sou um pedaço de carne, não sou a boa do seu final de noite. Não nasci pra tão pouco. Acredito que o louco e bom aproveitador não é aquele que se envolve e não conhece a dor, mas a aquele que entendeu – desde a necessidade até a singularidade do amor. E olha, eu não te condeno. Não te culpo pelo coração sem paixão. Não te culpo pela ausência da reciprocidade, isso não tem de ser uma obrigação, afinal, são só coisas de coração.

Mas, então, falando sobre seu convite, eu continuo não sendo um pedaço de carne. Aliás, meu coração continua vibrante, louco e dançante. E pra dançar aqui, fique sabendo que nada muda, ainda sou a dona do rádio e ele só toca a minha música.


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