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O que você procura?

Nunca consegui entender uma mulher interesseira. Quer dizer, todo mundo tem algum tipo de interesse quando conhece alguém: beleza, simpatia, contatos, demonstrações de afeto, admiração, intelecto e etc. Certo? Isso é normal.

Quando conhecemos alguém, inconscientemente pensamos sobre quem aquela pessoa deve ser e já tiramos nossas conclusões numa fração de segundos. E, inclusive, ninguém é obrigado a gostar de ninguém e, muito menos, agradar alguém. Às vezes, não temos aquela empatia imediata, e está tudo bem. Isso também é normal.

Acontece que dentro da sociedade em que vivemos, crescemos ouvindo que só tem duas formas de uma mulher ser rica. Ou ela nascer rica, ou se casa com alguém rico. E aí as pessoas acabam se condicionando a padrões obsoletos de comportamento. Quanto mais mulheres usam seu corpo como moeda de troca – e, veja bem, cada qual tem direito de fazer o que quiser com o próprio corpo, inclusive vendê-lo – mais mulheres aceitam a premissa de que seja impossível conquistar seu lugar ao sol sozinhas.

interesseira

É claro que não é preto no branco. Mulheres ainda recebem salários menores, ainda são rejeitadas para cargos de poder, sofrem muito mais assédio e desrespeito de colegas de trabalho e, é claro, muitas ainda seguem o exemplo e a mentalidade dos pais/avós que, naquela época, acreditavam que mulher boa é dona de casa.

Ou seja, é mais difícil para uma mulher “vencer na vida” quando os padrões de sucesso nos condicionaram a acreditar que o único caminho não é buscar uma boa profissão, mas sim procurar um bom marido pra criar bons filhos. Até porque, estatisticamente falando, em muitas regiões há muito mais mulheres do que homens. A conta simplesmente  não bate. E isso tudo tem que acontecer antes dos 30 anos, é claro.

E aí vem a mulher interesseira.

Com certeza você conhece alguma(s). Eu já tinha ouvido muito falar (descrições que incluíam atitudes e nomes) e passei grande parte da minha vida julgando a mim mesma com medo de ser vista como tal. O maior medo de uma mulher é ser chamada daquilo que os homens se orgulham em ser. Mesmo sem querer, a gente acaba se policiando e se comparando umas às outras pra validar como nos sentimos sobre nós mesmas. Aquela velha história de “se dar valor“, no entanto, por ironia, não somos nós que definimos o valor pelo qual tentamos ser aceitas.

Mas foi só recentemente que presenciei as ações de uma mulher interesseira ao vivo, à cores, na íntegra e, tenho que confessar, fiquei horrorizada. Foi como assistir a uma maratona do Discovery Channel analisando o comportamento dela. Eu não consegui desviar a atenção, sério. Só faltou a pipoca.

Eis a reflexão que gerou este texto

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Quando eu tinha 19 anos, trabalhava como garçonete numa barraca de praia no interior da Bahia. Meu chefe, com então 34 anos, dava em cima de mim. Ele me disse algo que nunca esqueci, e acredito que tenha sido parte do que me incentivou a estar aqui hoje: “se você casar comigo, nunca mais vai precisar trabalhar na vida. Eu posso te dar tudo que você quiser. Eu sou muito, muito rico.”

Podia ser a chance da minha vida. Mas eu estava lá porque eu queria, e não porque eu precisava. Não que eu não precisasse, mas há muitas formas de se ganhar dinheiro. Principalmente se seu objetivo for apenas ganhar dinheiro. Ganhar dinheiro é a coisa mais fácil do mundo, basta você trabalhar. E qualquer coisa serve pra quem não quer nada. Mas eu estava lá porque eu queria.

Então, eu respondi: “mas isso não faz diferença porque quando eu tiver a sua idade, eu também vou ter tudo que você tem. Eu só preciso do tempo que você teve”.

Sendo bem mais realista, hoje eu sei que não vou ter tudo que ele tem. Ele era mesmo muito rico. Mas vou ter tudo que eu preciso porque eu nunca desisti, nunca me conformei e acredito que mereço.

Portanto, faço por onde

Muitas vezes, senti falta de alguém pra me ajudar e confesso que já senti uma espécie de inveja de amigas minhas que ganhavam coisas inimagináveis de se ganhar de outras pessoas que não fossem da sua família – ou, sei lá, o Luciano Hulk – de namorados e afins.

Também já me perguntei como elas faziam pra ganhar; se eles ofereciam, como elas podiam aceitar ou se elas pediam, e como conseguiam fazer isso sem remorso. Não sei, talvez meu orgulho sempre tenha falado mais alto. Mas, particularmente, de duas, uma: me sinto usada, ou me sinto abusando. Mas isso não vem ao caso. Não tenho o direito de julgar como as pessoas devem agir pela forma como eu me sinto. Sobretudo, quando não tem nada a ver comigo.

Nunca consegui entender uma mulher interesseira porque nunca acreditei que fosse incapaz de conseguir as coisas que eu queria. Nunca me vi como inferior e nunca permiti que me tratassem como tal. Precisei de muita autoconfiança e bastante coragem. É bom ter uma mãozinha de vez em quando, é claro, contanto que não se acostume, não se conforme e, sobretudo, não seja submissa.

Eu escolhi o caminho mais difícil, é verdade, e apesar de já ter sido humilhada várias vezes ao longo dos anos e das inúmeras tentativas de “vencer na vida”, tenho um imenso orgulho da mulher que me tornei. E só lamento quanto ao cara que se aproximar de mim pelo o que ele espera que eu seja, e não pelo o que eu sou. Definitivamente, é alguém que não me merece.

Se a nossa geração não se empoderar, vamos perpetuar essas ideias ao longo dos séculos. Nenhuma mulher nasce interesseira, nenhum homem nasce machista. Somos produtos do meio. Não fazer nada para mudar também é compactuar com o que você discorda.

Imagem: Sex and the City – 2ª Temporada


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