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O caso de abuso sexual de Taylor Swift finalmente chegou ao fim, e apesar de todas as questões envolvendo a cantora, é impossível não ficar aliviada que uma mulher conseguiu justiça em cima de um assunto tão sério quanto esse.

Para quem não sabe o que aconteceu, um pequeno contexto: em 2013, a cantora participou de um evento antes de um show em Denver, e o DJ de uma estação de rádio supostamente apalpou o seu bumbum enquanto tiravam uma foto. Desde então, o homem foi demitido depois que a acusação veio à tona, mas ele, não satisfeito, processou a cantora por danos morais, pedindo US$3 milhões de indenização.

Em contrapartida, Taylor decidiu processá-lo de volta, desta vez por abuso sexual, e pediu apenas US$ 1 (o equivalente a R$ 3,50, aproximadamente), caso ganhasse. O valor, na verdade, foi visto apenas como simbólico, já que tudo o que a cantora queria era que o assunto fosse tratado com seriedade.

Uma conversa sobre o caso de abuso sexual de Taylor Swift e o consentimento

Uma questão como essa teve tanta atenção por muitos motivos – o fato de a cantora ser a maior artista da música internacional no momento é um fator. Porém, o caso de abuso sexual de Taylor Swift pode nos ensinar um pouco mais sobre o tal consentimento, ou, pelo menos, pode ser usado como um exemplo para as gerações mais novas.

O que a gente vive repetindo aqui no Superela é que o corpo de uma mulher não é de ninguém além dela mesma e que nenhuma outra pessoa no mundo tem direito sobre esse corpo. Isso significa que um homem só pode encostar, de uma forma sexual, no corpo de uma mulher se ela permitir. Isso é o consentimento.

Dizer que é preciso uma permissão da mulher para ser tocada parece estranho (ainda mais quando ela já namora alguém – a permissão parece ser intrínseca ao relacionamento). Mas é mais ou menos isso mesmo: se um homem encosta em uma mulher sem que ela tenha dado uma permissão antes, isso significa que ela sofreu abuso sexual.

Talvez fique mais fácil dizer assim: não é não e sim é sim. Se o ‘sim’ não ficou 100% claro, então a mulher não quer o que você está propondo (pense num dia em que ela bebeu demais e está desacordada na cama) e o ‘não’ é mais forte.

E por que é tão importante falar sobre isso? Porque é mais comum os casos de assédio e estupro não serem denunciados. Segundo as pesquisas, menos de 50% desses casos chegam à polícia e, dos que chegam, pouquíssimos agressores são, de fato, julgados pelo o que aconteceu.

A impunidade é a grande cartada em uma sociedade altamente machista, que vê o corpo feminino como um objeto de prazer dos homens. Nós ensinamos as crianças a se relacionarem a partir de uma visão violenta para com as mulheres: os meninos precisam ser garanhões, que pegam todas, dormem com tantas outras; enquanto as meninas aprendem que se fizerem as mesmas coisas que os meninos são ‘putas’ e ‘fáceis’, não merecem respeito. Ou seja, a única forma de os meninos cumprirem o que aprenderam e as meninas se manterem no papel que lhes foi dado é se o sexo acontecer a força.

O que rolou no caso de assédio sexual de Taylor Swift pode parecer pequeno em comparação a tantos crimes piores por aí, mas não deixa de ser uma representação claríssima de como esse sistema funciona. O homem abusa do corpo de uma mulher só porque ele sente que pode, porque é permitido que ele faça isso por conta da sua condição de homem.

As mulheres são culpadas pelo assédio que sofrem por esse mesmo motivo: como os homens têm essa permissão da sociedade para fazer o que bem entende com as mulheres, quando algo violento acontece, quando elas são estupradas ou abusadas dentro de ônibus ou metrôs, no dia a dia, elas são culpadas por provocar o desejo masculino (‘a roupa era muito curta’, ‘ninguém mandou ela beber demais’, ‘mulher não deveria andar sozinha à noite’). E como os homens têm mais força do que as mulheres, socialmente falando, eles são inocentados.

Taylor Swift tem uma base de fãs muito jovens: são crianças e adolescentes, meninas que estão descobrindo agora como o mundo funciona e que, provavelmente, já tem as suas histórias de abuso para contar (no mínimo, já ouviram alguma cantada estranha enquanto caminhavam na rua). A cantora vira um exemplo de luta para essas meninas, de como falar sobre o que aconteceu e ir à justiça dá resultado, sim, e é a coisa certa a fazer. Querendo ou não, é uma forma de empoderar essas meninas, e ela própria, e acabar com essa cultura do silêncio.


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