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Se você acompanha as redes sociais, então ficou sabendo do caso do homem que ejaculou no ônibus em uma mulher em São Paulo, em plena Avenida Paulista. Ele foi preso em flagrante e acusado formalmente, mas foi liberado 24 horas depois porque o juiz responsável pelo caso considerou que “não houve o constrangimento, tampouco violência grave ou ameaça”.

O caso mostra um grande buraco que temos na legislação brasileira referente à violência contra a mulher – além de dar pano para manga para a velha história da impunidade por aqui, e no mundo inteiro, quando falamos sobre esse tema. Primeiro, porque o caso do homem que ejaculou no ônibus não se encaixa no que a lei define como estupro, um crime hediondo, por não ser uma violência física e caiu no âmbito da contravenção penal, passível de punição com multa.

Entre um e outro, existe um abismo, em que casos como esse ficam no limbo. Segundo informações da BBC Brasil, o juiz em questão, José Eugênio do Amaral, reconhece que o crime em si foi grave, mas, legalmente, ele não é considerado um estupro. Mas o caso vai além: o criminoso é suspeito em cinco casos de estupro e ainda assim saiu livre, o que causou revolta nas redes sociais.

Ainda é cedo para dizer que o caso, realmente, é um exemplo de impunidade: o suspeito será processado pelo Ministério Público e pode ser condenado. Mas a questão toda é que a violência contra a mulher está cada vez mais latentes e as pessoas simplesmente não conseguem mais ignorar situações como essa. Em que planeta um homem que ejaculou em uma mulher em local público, em plena luz do dia e contra a vontade dela, não causa constrangimento? Ela fica, no mínimo, traumatizada e com medo de andar de ônibus novamente.

É impossível querer mudar todo o legislativo do país com base em um único caso, mas essa pressão por menos impunidade e para que casos de violência contra a mulher sejam levados mais a sério é importante: querendo ou não, é assim que buscaremos a mudança que queremos ver no mundo – e criar uma sociedade em que a mulher não seja constantemente vítima de situações que diminuem a sua imagem, o seu caráter, que abusam do seu corpo e que violentam o seu emocional.

Dito isso, achamos válido mostrar o que as pessoas estão falando sobre o assunto nas redes, para provar que a revolta é generalizada e que todo mundo consegue ver, facilmente, que esse crime não tem nada de ‘contravenção’.

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Se você quiser participar mais da discussão, você pode correr para o nosso Instagram, onde estamos falando sobre o assunto, ou ainda para a nossa página no Facebook.

 

Imagem: StockSnap


Você também pode dar a sua opinião sobre o caso do homem que ejaculou no ônibus respondendo a pergunta abaixo:


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