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Se você acessou as redes sociais nas últimas semanas, com certeza se deparou com vários relatos de assédio em Hollywood. O mais recente foi o do ator Ed Westwick, acusado de estupro por uma também atriz chamada Kristina Cohen. Mas ele definitivamente não foi o único. Nomes como Kevin Spacey e Harvey Weinstein também foram envolvidos nesses casos, e sabemos que a lista não para por aí. Por exemplo:

Esses são só alguns dos inúmeros casos, e eu tenho certeza que mais mulheres virão à tona denunciando outros famosos. Eu poderia reclamar dos privilégios que esses homens tiveram durante todos esses anos, falar que muito provavelmente eles continuarão recebendo prêmios ou papeis de destaques por suas atuações, e da relatar a dificuldade do público em acreditar nessas denúncias. Mas dessa vez eu decidi abordar a nossa relação com essas pessoas, e o que a gente pode fazer depois que descobrimos que alguns dos nossos ídolos são uns idiotas nojentos.

Quando mais nova, eu era muito fã do Johnny Depp. A coisa passou depois de uns anos, mas eu ainda assim fiquei muito decepcionada quando ele foi acusado de agredir a Amber Heard. Como uma pessoa que eu sempre acompanhei, assisti filmes, tinha poster na parede do meu quarto, poderia ser abusiva?

É decepcionante. Eu, naturalmente, perdi o interesse em tudo que tivesse o nome dele. Foi uma coisa minha mesmo, bem espontânea. Fiquei muito chateada quando vi que ele seria o vilão de “Animais Fantásticos”, porque também sempre fui muito fã de Harry Potter. Achei inacreditável que insistiram nele no papel, mesmo depois das acusações. Mas não boicotei o filme, e confesso que é muito difícil deixar de consumir esses produtos por conta das polêmicas do elenco.

Mas afinal, o que podemos fazer?

Essa é uma pergunta que eu venho fazendo desde que esses famosos foram expostos nesse tipo de situação. A gente tem que parar assistir, de ouvir, de ler? Ou separamos o autor da obra? Será que são coisas tão diferentes assim?

É claro que, no mundo ideal, o correto seria que essas pessoas parassem de receber prêmios, e não fossem mais convidadas para participarem de filmes, peças, ou qualquer outra coisa. Mas a vida não é assim, pelo menos não por enquanto. Então eu acho que a gente pode se manifestar. Pode fazer textão, ficar pistola, reclamar mesmo. A gente tem que mostrar que esses caras não têm apoio, e que eles não podem bater, assediar, estuprar, e depois receber um Oscar.

Como eu disse, eu peguei bode do Johnny Depp. Fiquei muito chateada com a escolha dele para “Animais Fantásticos, e não tenho o menor interesse em ver nada protagonizado por ele. Não foi um movimento, uma ação, foi algo meu mesmo. O mesmo aconteceu quando eu li aquelas declarações racistas absurdas do John Mayer. Eu era fã do cara. Hoje em dia eu até tento escutar, mas sempre lembro da tal frase e fico chateada — porque dá chateação mesmo, misturado com a sensação de que tem muita gente escrota nesse mundo.

Pra mim, esse bode foi um caminho natural, mas sei que não podemos forçar que todos se sintam assim. Mas é importante saber que uma pessoa não pode agir desta forma e seguir impune, o MÍNIMO é que haja investigação e punição, quando for o caso. O grande problema desses astros de Hollywood é que eles continuam com essas atitudes, e não dá em nada. A vida deles segue normalmente, enquanto as vítimas vivem com medo e com esse peso nas costas por anos.

Nós, como fãs, podemos ficar do lado da vítima, não devemos ficar duvidando da palavra de quem acusa só porque temos afeto pelo agressor. Acho que a impunidade desses caras é muito frequente porque sempre rola esse discurso de que a vida pessoal não interfere na profissional, ou de que estão fazendo a acusação por algum tipo de interesse. Por terem consciência disso, por saberem que a palavra deles “vale muito mais”, esses caras continuam agindo dessa forma, e isso tem que acabar. Acho importante a gente achar maneiras de mostrarmos nossa insatisfação e nossa revolta. Também precisamos apoiar as medidas drásticas, como a Netflix fez com o Kevin Spacey ao demiti-lo por conta das acusações. Não adianta saber que ele tá errado, mas depois reclamar que House Of Cards teve um desfecho escroto já que ele vai morrer meio do nada na série. A gente precisa entender as prioridades. Sinto em dizer, mas é mais importante o ator ser investigado do que a série ganhar um Emmy!

Então eu acredito que, sim, nós devemos fazer um esforço e boicotar esses profissionais, mesmo que pareça difícil, mesmo que isso talvez não tenha um impacto no mundo real. Nós, como mulheres, precisamos nos colocar no lugar da vítima e entender que isso poderia acontecer com a gente — se é que nunca aconteceu.

Imagem: Reprodução / Papel Pop


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