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Oi, sumido! Essa foi a mensagem que apareceu em meu Whatsapp bem logo cedinho, quando acordei! Aquele número e aquela foto não me eram estranhas, embora já faziam alguns meses que eu havia feito questão de deletar seu número dos meus contatos.

Você, assim como todos meus amigos, podem afirmar veemente que tomei tal atitude para não ter recaídas e lhe chamar em algumas noites de carência. De certa forma, essa atitude infantil foi para que eu realmente não sentisse vontade de contar tudo o que estava acontecendo nos meus dias, como sempre fazíamos ao ficar horas e horas conversando sem notar que as mesmas passavam voando.

Tinha receio que entre um gole de qualquer bebida alcoólica, eu pudesse sofrer do conhecido mal do “bebeu demais ligou pra ex”. E me conhecendo bem como eu me conhecia, isso seria quase que uma certeza como dois e dois são quatro ou que um dia iremos morrer. Olhei, encarei e me perguntei: “- Será que devo responder?!”. Me perguntei, pois inúmeras vezes já havia feito o mesmo antes de deletar seu número de minha agenda e todas as vezes a resposta demorou a vir, horas depois, quando não no dia seguinte.

Conversas rápidas, frias e que só davam demonstração de que o que um dia ali naquela mesma janelinha foram conversas calorosas, de intensa cumplicidade, carinho e algumas até idiotas, só para ter o que conversar, não haveriam mais espaço para tal. Resolvi levantar da cama, pegar meu café e meus donuts, com o sol entrando pela janela, espreguiçar-me em frente à mesa e assistir um pouco de televisão, assim mesmo de samba canção, despreocupado, só que não.

Involuntariamente, pegava meu celular em mãos, rolava algumas redes sociais, Snapchap, Instagram, Facebook – “Opa, olha só, eu ainda tenho Tinder” – tudo para tentar me desvencilhar da ânsia em responder ou simplesmente visualizar, dar os dois risquinhos azuis e limpar a conversa, sem lhe responder. Coisa esta, que você nunca havia feito. Me deixado sem resposta, por mais fria que fosse. Entretanto, eu nunca fui você, não é mesmo?!

Inspirei e expirei profundamente. Uma, duas, três e até quatro vezes. Abri a conversa, foi mais forte que eu. Na ânsia de responder tropecei entre meus dedos e se não fosse o corretor, teria sido tragicômico. Resolvendo dar vazão a mais um pouco de dor e de ilusões, me lembro bem que assim a respondi: “- Olá sumida, o que te traz pós tanto tempo aqui?! Está afim de sair?!”. Talvez movido pela emoção, não fui capaz de notar que a mensagem veio na madrugada. Horas depois veio a confirmação de leitura, com a resposta imediata: “Desculpe se lhe incomodei, senti saudades, entre um gole e outro como tantas vezes você fez. Espero de coração não ter lhe aborrecido mais uma vez”. E não, ela não aborreceu!

Imagem: Pinterest

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