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A gente fala tanto sobre orgasmo feminino por aqui que parece fácil saber identificar quando um aparece, certo? Mas isso fica sempre de cara com o número gigante de comentários que recebemos de mulheres que, justamente, parecem não saber identificar quando têm um orgasmo. Então, a gente decidiu acabar de vez com essa dúvida, fazendo um conteúdo bastante completo que fala sobre esse assunto: afinal, como saber que você teve um orgasmo?

A teoria é bastante fácil de entender: o orgasmo feminino é entendido como o ápice do prazer sexual. É um pico de prazer intenso seguido de relaxamento. Ou seja, você chega em um ponto máximo de prazer e, em seguida, o seu corpo relaxa completamente – mais ou menos como aparece nos filmes, com o casal que desaba na cama depois de um noite louca de amor.

“A definição fisiológica coloca o orgasmo como rápidas contrações ritmadas e involuntárias dos músculos do assoalho pélvico. Essa é a definição básica e geral. Existem diversas sensações orgásticas possíveis para a mulher, desde o orgasmo de corpo inteiro, onde ondas de prazer percorrem repetidamente todo o corpo, até a explosão rápida de prazer do orgasmo clitoriano, que passa rápido”, explicou a sex coach Olivia Barbosa.

É aí que entra o mistério do orgasmo feminino

Diz-se que é tão difícil saber se uma mulher chegou ao orgasmo ou não porque as sensações variam para cada uma. Não é como o homem, que a ejaculação é o ponto máximo de prazer e todos (homens e mulheres) sabem identificar quando esse momento chegou. Existe toda a questão da experiência e fica difícil definir de uma forma generalizada o que é um orgasmo feminino.

“Há quem sinta uma profunda conexão espiritual quando goza, já senti e ouvi relatos de outras mulheres que veem o orgasmo a dois (quando os parceiros ou parceiras gozam ao mesmo tempo) como o momento de maior conexão e amor entre duas pessoas”, diz Olivia.

Existe também um ponto base: a sexualidade feminina sempre foi vista como tabu, e boa parte de nós aprendemos que explorar o próprio corpo é errado. Enquanto para os homens, essa mesma descoberta sexual é vista como normal. Segundo Olivia, as mulheres que não desenvolvem essa área durante a infância, no período natural em que o ser humano começa a se tocar e a se descobrir, precisa aprender sobre isso depois de adulta – e os julgamentos, dos outros e de si própria, são barreiras fortes de se transpor de um dia para o outro. “Com tanta informação errada que é passada sobre sexualidade feminina (mulheres não gostam de sexo, não sentem tanto prazer como homens, é muito difícil chegar ao orgasmo se você é mulher, entre outras crenças super limitantes) por vezes é muito complicado se dar esse tempo para conhecer o seu corpo e entender o que você precisa se dar para chegar ao orgasmo”, diz ela.

Existe um segundo ponto de atenção. O auê em torno do orgasmo feminino é tão grande, que parece que toda mulher vê fogos de artifício e solta gritos descomunais quando chega lá. Mais ou menos como vemos nos filmes também. Acontece que essa sensação varia muito de mulher para mulher, e algumas têm orgasmos que são mais discretos do que para outras. Ou seja, mesmo quando a mulher tem um orgasmo, ela duvida de si mesma porque não foi ‘tudo isso’.

A pornografia também não é uma amiga nessas horas. Por mais que consumir pornografia, tanto para homens quanto mulheres, possa ser saudável para o desenvolvimento de fantasias sexuais, no caso masculino cria uma expectativa imensa sobre o que é um orgasmo feminino: existe uma atuação muito exagerada do ápice nesses filmes, que não passam de fingimentos muito bem feitos, a final, as mulheres não estão gozando de verdade.  Como resultado disso, cria-se um imaginário do que é o prazer da mulher, e expectativas nem um pouco saudáveis sobre como ele deveria ser.

Mas, então, como saber que eu tive um orgasmo?

É mais ou menos como a gente explicou ali em cima: você precisa prestar atenção no seu corpo, porque ele dá os sinais. A prática do pompoarismo ajuda por causa disso, você aprende sobre a musculatura do assoalho pélvico e pode, inclusive, aumentar a sensibilidade da região, deixando essa sensação mais intensa.

“A sensação de orgasmo costuma ser bem única. Diversas mulheres descrevem coisas diferentes, como um tremor muito forte nas pernas e uma sensação de liberação. Ou um calor que sobe pelas costas. Uma explosão de sensações seguidas de um relaxamento profundo… Vá observando se identifica algum desses sinais em si mesma. O leve relaxamento que vem depois de um orgasmo costuma ser uma das formas mais fáceis de identificar que ele veio!”, explica Olivia.

Saber que ele está vindo também não é tão difícil de perceber. A musculatura do corpo fica tensa, o coração acelera… até a coloração da sua vulva varia. A nossa sex coach recomenda até que você tenha essa experiência olhando em um espelho, para observar todas essas alterações físicas da região e saber identifica-las melhor.

A dificuldade no sexo com penetração

É, a gente sabe que atingir o orgasmo durante o sexo com penetração é uma dificuldade de muitas mulheres. Por isso mesmo, Olivia dá uma dica que precisa entrar na rotina: “Usando sua própria mão para estimular seu clitóris, ou de quem estiver te estimulando no momento. 80% das mulheres precisa de estímulo direto no clitóris para conseguir chegar ao orgasmo, e isso não é um motivo de vergonha ou para achar que existe algo de errado com você por isso. Aquela dica de ficar por cima e procurar esfregar o clitóris no osso púbico do parceiro também é muito válida!”

Além disso, quantas vezes você ficou preocupada com o seu corpo ou se o seu parceiro ‘estava gostando’ durante o sexo? Essa falta de entrega, essas neuras e preocupações, influenciam no seu estado mental na hora H e isso, obviamente, tem um efeito no seu orgasmo. Quanto mais relaxada e entregue você está, mais prazer você vai sentir. O sexo não é apenas um ato físico, envolve a mente também, é uma conexão com outra pessoa de uma forma bastante íntima. Para sentir muito prazer, você precisa estar relaxada e confiando na pessoa que está ali com você.

Entra também a questão da masturbação: conhecer o próprio corpo, tirar momentos da sua semana para explorar a si mesma e aprender o que lhe dá prazer é essencial você criar essa confiança sexual. “E se você não consegue ter orgasmos sozinha, como espera que o parceiro ou parceira te dê uma sensação que você ainda nem conhece? Acho essa expectativa em cima do outro completamente injusta. Aprenda o que gosta e passe o conhecimento adiante!”, completa Olivia.

Se você precisa de ajuda com isso, não tem problema! A gente separou alguns links para ajudar com isso, olha só:

  1. 5 efeitos do orgasmo que você já experimentou mesmo sem saber
  2. Orgasmo: 8 motivos que te impedem de chegar lá
  3. Anorgarsmia: a dificuldade de ter orgasmos e como lutar contra isso

Imagem: Reprodução / Harry e Sally: Feitos Um Para o Outro


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