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“Trouxa é um termo pejorativo informal usado para qualificar uma pessoa que que é facilmente enganada.” 

Trouxa também define meu exagero em ser completa quando eu me entrego numa relação. Cafona, careta, brega… Chamem como quiser. É ser inteira sem esperar que seja recíproco, porque sentimentos sinceros valem a pena. É ouvir “obrigado”, ao fazer um favor e nem fazer questão de responder “de nada”, favores são feitos de bom grado. Pelo menos por mim, pelo meu coração.

Ingênua, talvez. Inocente, não. Intensa, com certeza.

Eu quero ter o direito de sonhar acordada, mesmo que racionalmente eu esteja certa que é só mais um. Quero ter o direito de colecionar crushs e querer aquele me ignora, porque eu nasci com o signo que é conquistado quando ignorado. Vai entender. Quero ter o direito de quebrar a cara, ligar para ele repetidas vezes e dizer o que talvez seja tarde. Mas que eu diga. Que não passe em branco. Que não fique nas entrelinhas. Que não morra em mim.

O vazio ocupa um espaço que não me cabe. Que eu tenha o direito de ser preenchida com borboletas, sonhos e desejos.

Pelo direito de ser trouxa 1

E se o resultado da relação for falha, que eu tenha o direito de choramingar e repetir mil vezes pra mim mesma “eu sabia, eu sabia”. E logo depois me apaixonar por outro possível homem da minha vida e gargalhar pelas decepções anteriores, porque é isso o que acontece no final. A gente ri das próprias merdas. Já o que o resultado é graça, que eu tenha o direito de errar mais vezes.

E se der saudade, que eu faça dela brigadeiro de panela. E se eu estiver na TPM e não souber lidar com a dor, tá tudo bem. Que eu tenha o direito de chorar, de ligar para as minhas amigas e elas me socorrerem com colo e tequila. E se der vontade de ver, que eu tenha o direito de chamar para sair e que seja leve. Que responda as minhas expectativas. E não for pra ser, que não seja então.

Se ser trouxa é a definição de quem é facilmente enganada, que a culpa em ser trouxa não seja minha, mas de quem engana. Uma vez inteira, sempre intensa.

A minha essência é leve. As dores são passageiras. As vontades são momentâneas. As lembranças são eternas, mesmo que a gente lute para esquecer o que não vale a pena lembrar. Então, que eu tenha direito de dissecar cada relação minha, até encontrar um detalhe bom. Já que é pra viver com um fardo (ou não) de lembranças, que eu tenha as melhores, independentemente de quem não merece.

Pelo direito de ser trouxa 2

Eu quero mais abraços apertados, mais beijos, mais declarações, mais risos. Quero sentir o gosto de um amor tranquilo, olhar para o celular centenas de vezes e insistir na ideia de que todos os homens não iguais. Que existe sim, uma exceção à regra.

Que eu tenha o direito em ser trouxa e me doar sem sentir vergonha de quem eu sou. Se eu não fui página para virar livro na vida de alguém, eu vou me rascunhando e criando a minha própria história.

Todo fim é necessário para um recomeço.
Se ser trouxa é a definição de quem se entrega, eu sou trouxa. E que eu tenha o direito de ser.

Imagem: Pexels/Twitter


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