Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

Mesmo tendo feito alguns trabalhos Plus Size antes, este ano me entreguei, de fato, ao ofício de modelo. É muito bizarro  engraçado… Cada vez que me perguntam o que faço e eu respondo, as pessoas olham incrédulas, assustadas, querendo me corrigir, pois não tenho o padrão de gordura que elas esperam (leia mais aqui). Elas são quase unânimes ao dizer: mas você não é gorda! Você não é Plus Size!

Uma coisa tem que ficar muito clara: o termo Plus Size não é eufemismo pra gordo. A tradução literal diz que é tamanho maior, é isso e apenas isso. Claro que, a maior parcela de quem usa os tamanhos maiores é gorda, mas não podemos generalizar, certo? Nós temos uma variação imensa de biotipos. Existem pessoas mais altas, com estrutura óssea maior, quadris largos, muito busto. Um prato cheio pra usar a piadinha do Cartman do South Park, mas que nesse caso, é pura verdade!

plus size

Por conta de todas essas variações corporais, o “gorda” acaba sendo muito relativo. Eu posso usar manequim 46, mas por ser alta, ombro e quadril largo, posso aparentar ser mais magra que alguém que usa a mesma numeração, porém, bem mais baixinha, com barriga e tudo mais. E, acredite, independentemente das variações corporais, a dificuldade de comprar roupa é a mesma!

É considerado Plus Size qualquer numeração acima do 44. Tá aí mais uma prova que não é necessariamente ligado a gordura. Você não conhece gordas que usam manequins menores? Você pode ser gorda e não vestir tamanho grande. Você pode vestir tamanho grande e não ser gorda. Existe essa diferenciação na nomenclatura para um universo que não tem padrão para tentar padronizar as grades.

A roupa plus size precisa de mais tecido na produção, o que encarece o produto, e é mais difícil de ser feita a modelagem por conta das curvas da mulher maior (leia mais aqui). As empresas de moda vetam os tamanhos plus size por conta de preço e facilidade de produção, porém, hoje, quem está investindo nesse setor está crescendo consideravelmente. Nós, mulheres grandes, enviamos amor a você, marca linda de moda, que investe em numeração e modelagem.  <3

Outro ponto importantíssimo a ser tratado nesse texto é: gorda não é xingamento! Gorda é um tipo de corpo.  Fulana é magra e Ciclana é gorda, sem crise. A moda tem um papel fundamental na representação e na auto estima das pessoas. Essa abertura de mercado, proporcionando a chance das pessoas maiores se vestirem melhor e/ou se expressarem como querem, tem papel fundamental no bem estar. Quem acha que moda é futilidade, precisa se informar um pouco mais.

Pra finalizar, isso não é apologia a gordura (pelamor!), muito menos uma batalha gorda x magras –  tentando definir quem é a certa. Não! Isso é sobre aceitação, é sobre dar espaço às diferenças, é sobre se sentir e se descobrir bonita. Novamente, ACEITAÇÃO! Posso falar em causa própria, depois dos 25, quando fui mais magra, foi quando tive uma crise doida de gastrite e não conseguia comer nada, ou quando fiz uma dieta super restritiva cortando tudo que faz a gente sorrir na vida. Poderia estar mais magra? Poderia! Mas não é o preço que eu quero pagar. Estou saudável e muito bem resolvida assim (leia mais aqui)!

A capa deste tempo tem a maravilhosa Ashley Graham que, além de inspiração, é um exemplo disso. Vou colocar a foto dela na geladeira, assim cada vez que eu tiver vontade de comer um doce, ao invés de sair chorando, eu como e ainda rio pensando que posso ser gostosa igual à ela! =)

Imagem: Pinterest

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