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Como e porque parar de se comparar com os outros?

Luiza Gomes

Colunista Superela

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Falar sobre crises alheias é fácil, agora relatar nossa loucura interna é sempre um desafio – à autoestima e ao nosso orgulho. Eu sempre tive problemas com comparações. Em casa me comparavam, na escola, na roda de amigos e até eu mesma me comparava.

Claro que o aspecto da comparação sempre variava: por que não sou tão bonita quanto fulana? Por que não sou tão querida quanto fulana? Por que não me dou tão bem com as pessoas como tal? Isso culminou em problemas de autoimagem, problemas em conhecer pessoas novas, problemas em se abrir com os próprios amigos e medo de competições. Ah, eu fugia delas como uma louca! Fugia de qualquer situação que pudesse me colocar como centro das atenções.

E como isso é comum! Quem nunca foi comparado ou se comparou com alguém? Se existe algo que aprendi com todo meu histórico sobre comparações é: elas nunca são justas! Não há como comparar duas pessoas ou como se comparar com alguém. Cada pessoa tem suas particularidades. Como existem pessoas que são boas em matemáticas e as que são boas em português, pessoas que ficam melhor com azul e algumas com o vermelho.

Não existe ninguém que seja bom em tudo e isso é algo que temos que aprender a lembrar. Comparações fazem mal a todos, mas, geralmente, atingem mais pessoas com baixa autoestima e claro, que nós, mulheres, somos as mais afetadas, já que somos criadas em uma cultura que estimula comparações. Comparamo-nos com a modelo da revista, a atriz da novela, a mais nova cantora pop americana, a amiga mais popular, a colega que passou de primeira no vestibular, as mães e tias.

Como e porque parar de se comparar com os outros? 1

Somos estimuladas por todos os lados a nos sentir menos do que somos. Essa consciência fragilizada foca em tudo da outra. Na cintura fina da modelo, que não temos. Na bunda da atriz de novela, a nossa é menor. No rosto impecável da cantora e naquele nariz pequenininho, o nosso é enorme. Na suposta inteligência superior da colega, não passamos no curso que queríamos! Na personalidade vibrante da amiga, a nossa é morna. Em nossas mães que fazem tudo de maneira perfeita, quando tudo que fazemos sai torto. Em nossas tias aparentemente sempre felizes, nós nunca estamos felizes ou satisfeitas. E quanto mais nós reparamos em tudo isso, mais doentes ficamos.

Então fazemos aquela dieta, entramos na academia, economizamos para a cirurgia, fingimos ser algo que não somos, adquirimos um perfeccionismo doentio e tatuamos um sorriso falso no rosto e está tudo bem. Só que não está tudo bem. Continuamos insatisfeitas e achamos cada vez mais defeitos em nós e qualidades na outra. Aumentamos a dieta em mais um mês, fazemos mais séries na academia, achamos que o nariz ainda não está pequeno o suficiente, fazemos mais ‘’amigos’’, lemos mais livros e não fica tudo bem, o ciclo vicioso continua.

Sempre achamos mais defeitos e sempre vamos achar o que há de melhor no outro, é tão mais fácil olhar pra alguém com satisfação do que pra si mesmo! Nenhuma de nós, pessoas doentes com comparações, se dá ao trabalho de conhecer a pessoa no espelho, a olhar pra ela com mais carinho; ter empatia por si mesmo é um desafio diário, aprender a lidar com seus próprios erros e não se colocar em uma cruz construída pelas qualidades alheias.

Como e porque parar de se comparar com os outros? 2

Tudo isso ocorre porque nos comparamos com os demais ao em vez de nos compararmos consigo mesmo – o que nunca nos ocorre nesses momentos em que a outra parece virar nosso principal objetivo, que há coisas em nós que não precisamos mudar e sim melhorar.

Não nos ocorre que a chave não é ter uma cintura menor e uma bunda maior, mas sim amar e cuidar do corpo que temos nosso andejar nesse mundo, nossa armadura, amar os pés que nos levam até nossa cama no final do dia pra descansar, adorar os olhos que nos fazem enxergar a pessoa amada por todos os ângulos possíveis, agradecer pela boca em que saem as palavras que expressam o que nos ocorre, aqui, em nosso agitado interior.

Não percebemos que não é ter um nariz menor e sim a olhar pra aquele nariz e saber que ele foi lhe dado por nossa mãe, pai, avó, avô, quem sabe? Que ele é uma parte deles em você. Não conseguimos entender que é aquele nariz que sente o cheiro do café quentinho e do bolo de chocolate. Não digerimos que aquela personalidade “morna’’ é o que atraiu os amigos que temos – ou ao menos o que os fez permanecer conosco e que a amiga popular nos acha tão maravilhosa quanto a achamos.

Como e porque parar de se comparar com os outros? 3

Não vemos que o que torna as coisas que nossas mães fazem perfeitas é o amor com que elas fazem. E que achamos tudo perfeito porque, afinal, as amamos. Que a tia ‘’feliz’’ não é feliz o tempo todo, apenas sabe levar a vida e encarar os problemas de frente. E que a colega que passou de primeira no vestibular, renunciou noites e saídas com os amigos pra ficar estudando, que a suposta inteligência superior é produto de esforço redobrado e que o que nos torna mais inteligentes não são apenas os livros que lemos, mas as conversas que temos, as pessoas que conhecemos e as experiências que vivemos, e que passar no vestibular não é sinal de inteligência superior, e sim de esforço e dedicação.

No final da minha historia, aprendi que a vida é uma grande competição, mas que minha oponente sou eu mesma e não as outras pessoas. Se compare consigo mesma! Exija mais de si! Exija que se cuide mais, que estude mais, que conheça mais pessoas e leia mais livros. Mas, acima de tudo, foque no seu eu. De todas as pessoas que conhecemos temos que extrair algo de bom, aprender com elas, mas não imita-las. Aprimore-se e siga exemplos, não os copiando, mas sim aprendendo com eles.

Conheça a pessoa no espelho e ame-a mais, afinal ela é sua melhor companhia.

Imagem: Pexels

Luiza Gomes

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