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Enterrei uma vez a mão num prego e tive que tomar ponto, ficar um tempo sem fazer uma porção de atividades e não ir à praia. Pensei que nunca mais conseguiria fazer nada e que a força que perdi na mão não seria mais a mesma. Com o tempo, passou. A ferida se fechou, cicatrizou e eu, pouco a pouco, consegui voltar a fazer tudo que fazia normalmente.

Num outro momento, foi o tornozelo que se arrebentou. Dois meses de fisioterapia. Chorei quando recebi o diagnóstico e sofria todo dia em que descia do carro e esperava na fila para o atendimento. Com o tempo, adivinhem, melhorei. E ainda tive a sorte de ler alguns livros nesse meio tempo.

Graças ao tempo e como eu aproveitei o que podia fazer com ele.

Puxando mais na memória, lembro de outra vez que desejei fazer uma viagem. E, claro, lembro bem também de como dependia dos meus pais para poder fazer essa mesma viagem. Não pude ir quando quis, mas no ano seguinte realizei um sonho de fazer intercâmbio. Sonho esse que muita gente não pôde ou poderá realizar. Eu esperei, e fiz. E sou grato pelo tempo que demorei a ir.

Ajudou a valorizar o esforço deles.

Se eu quiser, consigo escrever um livro só contando os casos em que quis muito algo (seja me recuperar, seja poder fazer alguma coisa, seja apressar o tempo), mas tive que abraçar o dom de ser paciente. E descobri que, como quase tudo na vida, o tempo se encarrega de ajeitar.

O coração vai na mesma linha. Quando ele se quebra, a gente pensa que nunca mais vai se sentir bem. Que nunca mais vai amar ninguém. Que nunca mais será feliz. É difícil, eu sei, mas é preciso não querer acelerar nada. Por quê? Porque você não pode enganar o relógio. Os segundos vão continuar passando na mesma medida.

E a dor vai ter que seguir seu curso de forma natural.

tempo - 1

Terminar com quem se planejou toda uma vida é como jogar no lixo milhares de planos que, agora, parecem não servir de mais nada. Os sorrisos que ficam chegam a dar uma certa raiva por fazerem lembrar que nada vai ser apagado e o que foi lindo brilhará com força, mas meio amarelado pela despedida. E o que aparecer de tempo para ficar consigo será repudiado pelo coração, que preferia estar com a pessoa.

A mão levou algumas semanas para se recuperar. O pé me custou uns meses e, confesso, ainda sinto algumas dores em dias frios ou naqueles em que faço uma atividade física muito extenuante. O intercâmbio virou uma lembrança, mas me faz sorrir toda vez que lembro. E os amores, esses ficaram com a força que cada um teve, me fazendo enxergar a beleza de se entregar, além de como precisava (e ainda preciso) melhorar como pessoa.

Com isso tudo, entendi, que felicidade é hoje. Nunca ontem. É conseguir aproveitar o que o agora pode nos oferecer, valorizando os momentos e estando em paz com o que já não pode ser modificado. É encarar desafios e dar tempo para que o próprio tempo nos ajude a atravessar barreiras. É abraçar o “isso também passa” e deixar que ele afague os nossos cabelos.

Enquanto passa, claro. Tudo passa.

Imagem: Pexels


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