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Parece que aterrisamos em um planeta onde os cosméticos vaginais fazem parte das necessidades de uma mulher. Será? A marca escandinava “The Perfect V” acaba de lançar um iluminador para a vulva, que segundo o site, tem o objetivo de dar uma “beleza extra” para a área. O produto promete rejuvenescer a pele, iluminar e minimizar as imperfeições da região. Ainda contém vitamina E, que dá radiância instântanea para a área.

Já o Brasil, é líder cirurgia estética nas vaginas. Segundo uma reportagem do portal UOL, existem meninas que procuram técnicas de redução dos pequenos lábios vaginais, antes mesmo de perderem a virgindade. Só no ano passado, 25 mil brasileiras decidiram corrigir suas imperfeições, simplesmente o dobro de 2015. É extremamente alarmante que além dos padrões já impostos há muito pela sociedade, as empresas forneçam cosméticos vaginais e cirurgias para atingir um padrão de beleza na vagina (!!!!)

Cosméticos vaginais e feminilidade

Isso me lembra duas frases bastante repetidas pela vertente radical do feminismo: “Homem não gosta de mulher. Homem gosta de feminilidade”. A tal da feminilidade seria um conjunto de características “naturais” da mulher, assim como existiria um conjunto de características “naturais” do homem. O problema, é que esse conceito é super opressor, porque como a gente sempre repete aqui no Superela, a feminilidade não é intrínseca a nós. De acordo com esse pensamento, as mulheres não podem ter cheiros, não podem ter corpos reais, e devem ser submissas. Isso vai desde o rosa que nos é imposto na infância, às dificuldades para a entrada no mercado de trabalho. Inclui um processo de infantilização da mulher, principalmente da vagina. A feminilidade regula tudo o que a mulher deve ou não fazer. E nós estamos cansadas disso.

É muito comum ouvir um homem gay falar que tem “nojo de buceta”. Mas os héteros também tem. Qual foi a quantidade de homens que te chupou no primeiro encontro? Ou em anos de relacionamento? Quantos namorados já te pediram para se depilar? E quantos amigos já te falaram que preferem mulheres com a “buceta rosinha”? A verdade é que a nossa sociedade é falocêntrica, ou seja, gira em torno do falo, o órgão reprodutor masculino. A grande filósofa Simone de Beauvoir escreveu em O Segundo Sexo que a nossa cultura se construiu colocando o masculino como régua, um ponto neutro. Tudo o que é considerado “feminino” é errado, desviante, fora da curva. Já o “masculino” é o universal, aquele que regula o todo, a norma geral. Não é à toa que as mulheres constantemente se sintam erradas, mesmo estando dentro dos padrões, e busquem soluções incoerentes como os cosméticos vaginais.

A feminilidade pode não ser natural às mulheres, mas se tem uma coisa que faz parte de nós é o nosso corpo, e dele a gente tem que cuidar muito bem. Assim como existe uma infinidade de tipos físicos, existe uma infinidade de tipos de vaginas diferentes, e tá tudo bem. Durante toda a vida as mulheres foram ensinadas que elas devem esconder suas partes íntimas, que as vaginas são nojentas, sujas e feias. A gente não precisa gastar nosso tempo se odiando. É importante amar e cuidar da larissinha, mas se você tem alguma dúvida em relação ao cheiro, cor ou hidratação, o mais indicado é procurar um bom profissional antes de recorrer a qualquer procedimento.

Depois, procure se informar, mesmo que seja na internet. Eu conheço um site incrível que ensina como amar a sua própria vagina, manda um papo sincero sobre lubrificação, e ainda tem um quiz para testar seus conhecimentos sobre a região. Além disso, o site australiano The Labia Library reuniu uma penca de fotos para mostrar que todas as pepecas são diferentes, mas ao mesmo tempo todas são normais.

De acordo com ginecologistas, mulheres que tem a pele vulvar sadia, sem alergias ou hipersensibilidade, sequer têm a necessidade de usar sabonetes íntimos. Eles são menos piores que o iluminador ou o VV Cream (sério) da marca escandinava, já que pelo menos eles mantém o pH e a hidratação da pele. O “frescor” já é para disfarçar o cheiro natural mesmo. Ou seja, porque p*cas, ou melhor, por qual pica vale a pena querer ˜embelezar algo que é nosso, que é bonito da forma que for? Eu mesma respondo, nenhuma.

Imagem de capa: Reprodução/ Club Clitoris


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