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Um homem (com pelo menos 5 passagens por estupro, vale citar) ejacula em uma mulher dentro de um ônibus. “Não houve constrangimento tampouco violência no caso, é um crime de menor potencial ofensivo”, segundo o juiz (que é do sexo masculino, vale citar também).

Uma mulher é morta a facadas pelo marido abusivo. Foi feminicídio. Segundo testemunhas, ele estava com ciúmes de um amigo da vítima e não queria aceitar o fim do relacionamento. “Quem mandou se envolver com vagabundo” era o primeiro comentário que aparecia na notícia.

Garota sofre estupro coletivo. Ao menos 7 rapazes molestaram a jovem, que apresenta marcas de violência e está recebendo acompanhamento psicológico. “Ela estava em um baile funk e usava roupa curta. Ela pediu por isso”, disse um dos suspeitos.

Criança de 10 anos é estuprada, engravida do pai e teve o pedido de aborto negado pela justiça. “O bebê não tem culpa. Só Deus tem o direito de tirar a vida, portanto ele merece viver”, comentou o rapaz que se diz pró-vida (e que, simultaneamente, age também como Deus ao escolher qual vida merece ser privilegiada e qual merece ser condenada).

São diversos os crimes de feminicídio que acontecem diariamente.

Embora (infelizmente) seja algo tão comum ainda, deixo aqui a explicação do conceito: feminicídio é um crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres. Mesmo que o feminismo (que luta pela igualdade de gêneros) esteja ganhando força, a cultura do machismo ainda assim prevalece.

Vítimas são vistas como suspeitas, criminosos são absolvidos e a violência contra a mulher se torna (no mínimo) tolerável.

Como mulher eu me sinto em constante ameaça.

Vi mulheres serem estupradas e questionadas na delegacia e no hospital – aqueles lugares que deveriam acolher, prestar apoio e cuidar delas, sabe? Vi mulheres serem assediadas pelos seus chefes e recuarem por medo de que a maioria as acusasse de golpistas. Vi mulheres apanharem em silêncio de seus namorados ou maridos por temerem a vida de seus filhos.
Vi mulheres morrerem de tantas agressões que sofreram nas mãos de um ou mais homens.

Não precisamos do feminismo”, alguns dizem.

Não deveríamos precisar de qualquer coisa que exige o respeito pelo outro, senhores. Mas, infelizmente, estamos em um mundo doente e egoísta que não considera o bem-estar do próximo, muito menos quando o próximo é aquele tachado de “sexo frágil”.

Frágil? Aguentando tanta violência e todo o exército que se posiciona contra o nosso pedido de socorro? Não! É só mais um rótulo machista que recebemos para justificar a típica sede de domínio do machismo.

Então você vai me dizer que “estas feministas são radicais demais”. Olha, sei que muito desta frase é por confundir feministas com femistas (ideologia que prega a superioridade da mulher sobre o homem), mas será que vocês também observam o quanto estes crimes que estão aparecendo são ainda mais radicais (ou melhor, hediondos)? Já pensaram se todo este show de horror acontecer com a sua mãe, sua esposa, sua filha? Lamento dizer, mas pode acontecer. Principalmente enquanto a maioria não se der conta de que precisa lutar sim pelos direitos das mulheres (direitos esses que, como já disse anteriormente, já deveriam existir).

Portanto, vamos refletir sobre o tema antes de se posicionar contra o feminismo.

Vamos refletir sobre o quanto é difícil ser mulher antes de julgar a vítima. Vamos refletir sobre os nossos próprios preconceitos (que, muitas vezes têm origem no torto “senso” comum) antes de dar o nosso veredicto.

As mulheres aguentam a falta de empatia e tanta injustiça calada, ou, quando decidem dar voz ao sofrimento, aguentam os dedos apontados – geralmente dedos que estão intactos, nunca com os seus próprios sangues jorrando. E cada vez mais, nós mulheres, nos sentimos presas e angustiadas.

Precisamos do feminismo sim. Não deveríamos precisar, mas precisamos.

Antes de debater, lembrem-se de que a existência dele acontece por vocês não nos respeitarem.

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Imagem: VisualHunt


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