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Há três edições, o desfile da LAB Fantasma, dos irmãos Emicida e Fioti, é um dos mais disputados no São Paulo Fashion Week. Quem não faz parte do seleto grupo de convidados tenta se estapear ou se humilhar com a assessoria de imprensa ou com os seguranças na busca de um convitinho remanescente de alguma celebridade ou chavão da moda que não pôde comparecer.

Mas o que a LAB tem de especial para atrair tanta atenção de público e mídia num evento do porte da São Paulo Fashion Week?

A LAB não tem as peças mais bonitas, não importa inspiração européia (que é de onde sai a moda) e não tem os cortes mais desejados pela massa fashionista. Ela vai além. A LAB tem alma e personalidade própria. É uma marca de street wear que coloca pessoas e artistas que tem total identidade com esse estilo para desfilar. Com isso, ela abusa da representatividade.

Pela 3ª edição consecutiva, ela faz um casting com modelos dos mais diversos shapes: negros, ruivos, brancos, gordos, magros, e isso é outro ponto que traz atenção do público. Os espectadores querem se enxergar lá. As pessoas que não seguem o “padrão fashion” começam a sonhar que um dia podem desfilar no São Paulo Fashion Week.

E sim, claro que podem!

São Paulo Fashion Week - LAB

LAB SPFW N44 Verão/2018 / Foto: Ze Takahashi

Essa modelo está looonge de ser gorda, mas ela jamais passaria num casting fashion padrão por ter coxas fartas. O padrão de passarela é ainda menor que ela, que já é magra.

A LAB pensa fora da caixinha e seu desfile vira um show. É de arrepiar. Claro que o fato dos criadores da marca serem músicos dá todo sentido ao contexto, mas por que as outras marcas não investem em algo inovador para as suas coleções? Por que não começam no casting?

Todas as marcas que fugiram um pouco sequer do biotipo esquálido e novinho chamaram atenção do público e das mídias. Na última edição do São Paulo Fashion Week (nº43), a Ellus ficou em evidência por colocar modelos grisalhos no casting. Já na 42ª edição do SPFW, o desfile do Ronaldo Fraga foi baphônico porque todos os modelos que desfilaram eram transexuais.

São Paulo Fashion Week - Ronaldo Fraga

Desfile Ronaldo Fraga SPFW N42

A gente quer comida, diversão e MODA!

Meu ponto aqui não é banir as modelos magras, longe disso. A beleza existe em suas diversas formas e tamanhos. A questão é incluir também as outras formas de beleza! Há aquela máxima que modelo é cabide, mas não! São humanos com formas e vontades.

Precisa mesmo ser essa dinâmica de pessoas em série mostrando as roupas do estilista? Creio, pelos últimos desfiles ovacionados, que cada vez mais isso têm mais caído por terra.

Já pensou?

Já pensou que lindo se, junto às modelos fashion, a Patricia Bonaldi colocasse a Betty Faria pra desfilar, ou se a Água de Côco chamasse a Mariana Xavier? E se a Osklen convidasse o George Clooney (já que é pra viajar, deixe-me ir longe)?

É isso que a gente pede. A padronização tá chata e quem enxergou isso está na frente!

Imagem: Reprodução


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