O que você procura?

Todo santo dia a vida faz questão de me demonstrar, em diversas formas, que eu pareço ser uma frigideira, ou uma panela que já veio para a Terra sem tampa. Esse é um texto extremamente pessoal e com caráter de desabafo, porque preciso mais do que nunca falar sobre isso. Preciso falar sobre essas coisas que andam me incomodando. Após uma garrafa de vinho e uma conversa franca comigo mesma fiz aquela auto-análise que tanto vinha tentando evitar, e cheguei a conclusão que: as pessoas estão vazias e descrentes, que na nossa atual sociedade parece ser impossível encontrar conteúdo, reciprocidade e empatia, por exemplo.

Meus amigos sabem (e muito bem por sinal) que faço parte do time que se contradiz com frequência. Uma hora eu digo que quero ter um relacionamento (monogâmico). Duas horas depois já estou dizendo que desisto do amor e que nunca vou encontrar um cara que me ame, queira se casar e ter uma penca de filhos.

Além da minha bipolaridade (claro!), esse tipo de pensamento só aparece porquê os seres que vagam por aí ~em aplicativos de relacionamento~ buscam apenas relações casuais. Não existe expectativa, perspectiva ou qualquer possibilidade de relacionamento *SÉRIO* com eles, até porque parece que todos terminaram recentemente seus longos relacionamentos e não querem engatar nada de novo, ainda mais um compromisso. Não acho que casualidade seja um problema, mas não é isso que eu quero agora.

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Até ai, tudo bem. Cada um sabe o que é melhor para si, mas e eu? Estou há mais de um ano e meio solteira, em uma espécie de “busca” que nunca dá em nada. Me cansei disso. É bem possível que essa minha caçada sempre dê em lugar nenhum porque procuro nos lugares errados, porém é o único lugar para conhecer pessoas aleatórias se você é, assim como eu, alguém que odeia todo e qualquer tipo de aglomerado de pessoas, com aquela música que é só batida, extremamente alta e sem nenhum vocal, que a gente conhece como balada.

Sempre achei que não é necessário ter alguém na vida para que ela faça sentido, ou que preciso de alguém para viver em função e etc. Muito pelo contrário. Aprendi a ser feliz sozinha, e sigo todos os dias assim,  por que tá tudo bem afinal de contas. Mas é aí que está. Acordei pensando que talvez seja a hora de me abrir de novo para o amor. Talvez seja a hora de tentar de novo e me permitir ser feliz (também) com alguém.

Vejam, eu me encontro em um dilema: querer um relacionamento numa era que está buscando constantemente outras coisas. Acho excelente correr atrás de sonhos, viajar sempre que se quer e pode, estudar, ter uma carreira e  conquistar o sucesso, mas por que não perseguir também o amor? Quando é que o meu dilema terá uma solução? Só o destino sabe, né? Aguardemos.

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Será que toda panela tem sua tampa?

Não tive um número grande de relações ou relacionamentos para ter experiência ou ser crente o suficiente para esperar que exista alguém que seja certo para mim. Talvez essa pessoa, a minha pessoa, já tenha passado pela minha vida e por mais que ela fosse tudo e mais um pouco, eu não era a certa para ela. Talvez o contrário já tenha acontecido. Talvez, por questão de um minuto a mais que gastei para escolher uma roupa e sair de casa, tenha perdido o ônibus e com isso, perdido a chance de conhecer essa pessoa.

Talvez eu já a tenha conhecido, mas na ocasião um de nós estava envolvido com alguém e por esse motivo nada pode acontecer entre nós. Talvez a pessoa nem tenha nascido ainda ~Madonna está aí para provar a teoria~. Na pior das hipóteses, posso acabar sozinha, ou com alguém que seja suficiente, mas não o encaixe perfeito. Se é que esse negócio de encaixe realmente existe, afinal.

Essa famosa tampa que todo mundo fala é realmente essencial? Quero dizer, a gente consegue conviver com pessoas diferentes que tem gostos diferentes diariamente. Porque não viver ao lado de alguém que seja perfeito na medida de suas imperfeições? Para mim, talvez isso fosse um problema antes. Ser obrigada a engolir a seco tudo que eu mais detestava pelo simples fato de ter medo de ficar sozinha e hoje aqui estou eu, sozinha por uma escolha da vida e não minha (pelo menos não totalmente). O que eu sei é que hoje posso estar desiludida dentro desse ônibus escrevendo todas essas palavras e amanhã esbarrar com alguém na porta do Starbucks da Avenida Paulista, e esse indivíduo ser quem eu tanto esperava.

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O que eu realmente queria dizer é: a vida é esse negócio louco e cheio de perguntas que não necessariamente têm uma resposta concreta, ou até mesmo satisfatória, mas é linda em seus mistérios. No mínimo, a gente tira uma lição disso, aprende com os erros e não faz de novo. No máximo, vive feliz com os altos e baixos do dia a dia e espera que o destino se encarregue de trazer o que ele acha que deve, e mesmo que os dias ruins sejam uma constante, os momentos felizes vão fazer tudo valer a pena. Existe mais do que só o amor pelas esquinas e a gente só tem que prestar atenção para encontrar o que é importante e vem para acrescentar.

Beijos, e até o próximo texto <3

Imagem: Twitter

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