O que você procura?

Ah… o puerpério Um dia desabafei num grupo de amigas mães ‘tem horas que tenho vontade de jogar ele na parede, e não tô brincando‘. Uma delas me disse o que outra mãe disse pra ela, que possivelmente essa outra mãe tenha ouvido de uma outra mãe…(ah, a beleza da rede de apoio). A frase que acalmou meu coração: ‘Carol, estranho seria se você não sentisse essa vontade. O mais importante é que você não faz, vai passar’.

Puerpério é o período que ocorre logo após o parto e dura aproximadamente 6 semanas. Nesta fase, o corpo da mulher está em processo de recuperação da gravidez, sofrendo uma série de modificações físicas e psicológicas.

Não era mesmo brincadeira, não era sentido figurado. Chamem a polícia, peguem as pedras, armem o motim. Teve um dia que eu pedi pro Gui pelo amor de Deus não me deixar sozinha com ele. Eu tinha medo de fazer alguma cagada com ele ou comigo. Nesse dia minha capacidade de julgar mãe que pula da ponte ou que abandona bebê na lata de lixo desapareceu. Nesse dia eu me arrependi de todas as vezes que disse ‘como tem coragem de fazer isso com um ser tão lindo como esse?‘. Eu era como elas. Eu, elas, uma só. Puérperas.

Maldito e bendito seja o puerpério.

É claro que o bebê é lindo. Perfeito, fofo, delicado, cheiroso, amável. Mas quando eu me vi sozinha, sem dormir, com os seios pegando fogo, todas as roupas dele sujas, eu toda vomitada e a criança aos berros por sei lá o quê…nessa hora a melhor solução realmente parecia fugir. Não é a toa que ‘fugir pras colinas’ é meme de mãe (as #menasmain que o digam).

Falando sério, eu sinceramente, sinceramente mesmo, preferia morrer. Foi o auge. Foi de longe a pior coisa que eu já senti. E depois de me sentir assim vinha a culpa. Como eu podia não estar feliz depois de uma gravidez linda, um parto maravilhoso, com um bebê saudável, um companheiro parceiro, uma rede de apoio sólida, os peitos cheios de leite, casa, comida, dinheiro e todas essas coisas pelas quais parece que deveríamos ser instantaneamente e constantemente gratos?

A resposta é uma só: PUERPÉRIO!

puerpério

Imagem: AMãeZónia /www.amaezonia.com

E o puerpério também é bendito, porque passa. Felizmente ele passa. Uma manhã ensolarada o Gui pegou ele pra trocar, eu levantei pra acompanhar e me achei finalmente sorrindo. O tal “sol depois da neblina” que tem um texto por aí que garante que existe (e você pode ler aqui).

Tá, a gente tem umas recaídas, mas já da pra respirar aliviada, se olhar no espelho e saber que tá fazendo um bom trabalho. E quando você acha que tá realmente bem, a coisa fica ainda melhor: você sorri e a cria sorri de volta, olhando bem fundo pra você e o mundo a sua volta para. O coração derrete. Eu finalmente amo meu piá. Amo, amo, amo.

Se você tá passando por isso toma aqui o meu abraço. Na hora não faz sentido, mas uma hora fará. Uma hora esse neném que literalmente suga suas energias vai te devolver esse amor. E a vida vai parecer nunca ter sido tão bonita. Nos falamos quando esse dia chegar, te espero aqui desse lado da ponte, quando o sol depois da neblina raiar e realinhar você também.

Com amor, Carol, ex-puérpera.

Imagem: AMãeZónia /www.amaezonia.com


E o que vocês responderiam a essa pergunta aqui abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?


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