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Oi, bbs!
Hoje vamos fazer uma reflexãozinha que de zinha não tem nada e então é melhor sentar pra não cair, hehe.

Bom, meu foco aqui é enaltecer e te fazer acreditar que você merece se sentir boa, sem culpa.

Geralmente, quando procuramos debater sobre como ter alguma porcentagem de autoestima e amor próprio, é comum e padrão nos aconselharem com frases típicas do tipo: ”você precisa primeiro se amar pra depois amar outra pessoa” ”só você é responsável pelo seu próprio amor” ”você não deveria ligar tanto pra opinião dos outros” e etc etc, você já ouviu isso, né? Eu sei que já.

Tudo bem, acredito que, teoricamente, todas essas frases sejam, de algum modo, suscetíveis a algumas verdades. Mas, na realidade, o problema é bem mais complexo do que aparenta, bb. Frases de ajuda como essas carregam em si um quê de injustiça partindo do pressuposto de que elas, ainda que não seja a intenção, acabam jogando todo o peso e a culpa do não-amor-próprio somente no indivíduo que sofre, sabe? (te falamos sobre isso aqui).

É importante enfatizar que a sociedade coloca um peso injusto e desumano em cima das minorias, as fazendo acreditar que são merecedoras desse fardo e levando-as a carrega-lo por aí como se ele as pertencesse quando, na verdade, não não e não. As relações parentais e sociais desde a infância estruturaram de modo favorável ou não a autoestima. Autoestima essa que faz correlação com o molde padrão que nos é imposto desde que nos entendemos por gente. E que, quando percebemos que nossas características não atendem a esse molde e que essas mesmas características são motivos de pré conceitos errôneos pela maioria, nos olhamos no espelho e, sem sequer questionar, nos sentimos inferior como ser humano, não é? Sim, é. É porque é assim que nos é ensinado e é isso que nos é estampado em todo e qualquer canto. Aceitar e seguir sem questionar.

A gente tem que parar pra pensar um pouco. Parar e questionar o porquê de só o corpo magro ser símbolo de beleza e desejo, o porquê da mulher negra ser vista, muitas vezes, como somente uma fonte de saciação sexual, o porquê da mulher homo, bi ou trans serem vistas como objetos de indignidade e violência e outros tantos de questões que não podem e não devem continuar frágeis, me entende? A autoestima é bem mais que só o amor próprio. A autoestima se abstrai naquela piada que não é piada, naquela pressão psicológica que lhe retira a estabilidade emocional, naquele comentário agressivo na rua e naquela agressão que é a realidade de muitos, e é isso que eu quero passar: consciência.

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Ninguém tem o direito de te jogar um molde e te fazer achar que é seu dever se encaixar ainda que te corte pedaços e te machuque porque não é. Ninguém tem o direito de te tirar o direito de ser quem você é sem se sentir inferior por ser. Ninguém tem o direito de te fazer achar que não é merecedor de algo simplesmente por não atender pré-requisitos impossíveis de serem atendidos. A diversidade vive e resiste. E quanto mais perto de entendermos que o peso maior não é nosso e que devemos nos impor e levantar questões que façam refletir e que não precisamos ser quem nos dizem que devemos ser, mais perto da raiz do problema estaremos podendo então, cortá-la.

A culpa que jogam em você, também jogam em mil outros. E o que vejo são pessoas carregando culpas irreais que não as pertencem quando, na verdade, o único peso que deveriam carregar é o peso da resistência. O peso de amar você mesma numa sociedade que te ensina a se odiar em prol do lucro.

 Se amar é resistir e o que a gente merece é amor! Independentemente de como ou quem somos.

Imagens: Pinterest


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