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Quando a vida acontece em câmera lenta

Olivia Godoy

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Dizem que sentimentos são como nuvens que passam em instantes. Uns carregados, outros leves, e às vezes quase inexistentes, se dissipam com o vento, se você permitir.
Quando penso em nuvens, penso naqueles potes de água que vão recebendo gotas de corante que vai tingindo devagar toda a água, até ela virar uma cor só. Uma coisa em câmera lenta.

Engraçado que todos os momentos que vivi e passaram em câmera lenta foram os que mais me marcaram. Alguns primeiros beijos e tudo que parecia se encaixar tão bem, num tempo tão delicado, faziam contraponto com umas das paixões mais loucas e intensas que vivi. A primeira vez que deitei de mãos dadas de baixo da chuva com as minhas melhores amigas, e cada gota que encostou de mansinho no rosto, foi recebida com gritos em câmera lenta e pele arrepiada. Se a minha alma tivesse uma câmera, ela teria saído de mim nesse momento e me filmado de lá de cima, porque foi pra lá que senti que fui e voltei tantas vezes, explodir e me sentir leve e flutuar de volta para mim.


Teve a vez que caí da árvore, de costas para o chão e no ar eu via todos os galhos passarem por mim e o céu ficar mais distante. Fiquei uns 15 dias sem conseguir me mexer direito e até hoje tenho medo de subir em árvores.
Tiveram as vezes que pulei de lugares altos; quando me jogaram na piscina; a vez que achei que o meu avião ia cair; a vez que passei de bicicleta por uma roseira alaranjada gigante enquanto o sol se punha, e tudo era laranja; a primeira vez que separei uma briga; a primeira vez que bateram em mim.

Hoje, por acaso, lembrei da vez que entrei correndo em câmera lenta no seu quarto pra te impedir de fizer besteira. Tudo se fez silêncio, e todo o vazio e cheio que senti num segundo tão denso, parecia ter levado alguns anos pra passar. Do vazio, a sensação de que ali, naquele momento, eu não era nada sua e só estava de passagem. Do cheio, foi mais um desses momentos onde a minha alma deve ter ido passear pra me ver de fora, porque só lembro de tudo ser branco e de me ver correndo até você em terceira pessoa, enquanto eu e a minha alma assistíamos da porta do quarto.

Eu amei todos estes momentos. Eu amo que são todos tão, mas tão sensoriais; eu amo tudo que consegue me fazer sentir tanto, que involuntariamente me desconecto com todo o resto, e não consigo ver mais nada, não consigo pensar em mais nada, sou tudo e sou nada. Talvez os momentos mais marcantes se passem sempre em câmera lenta, como convite pra te levar caminhar por sensações, que merecem ser revividas com a mesma intensidade, sempre que quiser lembrar delas. Ou, talvez, eles existem apenas pra lembrar a gente de que, às vezes, é necessário simplesmente parar um pouco, e olhar. com. mais. calma.

Imagem: Pinterest

Olivia Godoy

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