O que você procura?

Não é raro ouvir alguém dizer coisas do tipo: “eu gosto mesmo é do difícil, de pessoas difíceis, porque aí da aquela sensação de conquista, sabe?” – definitivamente não é raro. E ao mesmo tempo que é normal ouvir, é de uma loucura sem tamanho.

Antes de aprofundar no assunto, vamos exercitar a empatia e tentar entender essas pessoas. Acho que faz sentido conversas como essa quando você é alguém determinado, que gosta de batalhar pelas coisas e tudo mais, mas acho que o sentido disso acaba quando começa a ter relação com alguém.

O problema de quem “gosta do difícil” é que, geralmente, esta pessoa também é quem dificulta quando é a vez dela. Essa pessoa é quem pratica jogos e retarda as coisas mais simples e gostosas da vida, tipo conhecer alguém.

Quem gosta do difícil não faz ideia do quanto está escolhendo sofrer. Ou faz e mesmo assim prefere – o que é, de fato, uma loucura.

É como se você colocasse um monte de lombadas numa estrada. É dificultar o que pode ser simples. É piorar o que já é complicado. É cultuar um negócio que não faz bem.

A loucura que é a vida de quem “gosta do difícil” 1

As coisas não precisam ser difíceis. A gente não precisa criar mais problemas além do que existem. Não tem que ser certo gostar do difícil, ao mesmo tempo que isso não significa que “as pessoas devem ser fáceis”. Essa classificação não se resume entre difícil e fácil, pois estamos falando de pessoas e sentimentos e muitas variáveis que envolvem esses dois pontos. As pessoas tem que ser de verdade.

A loucura que é a vida de quem “gosta do difícil” é que essa pessoa não faz ideia do que seja um amor tranquilo e saudável. Uma conversa boa sobre coisas que não vão bem. Brigas que são evitadas e todo e qualquer mal-estar que é superado quando as duas pessoas sabem que o melhor sempre será resolver do que lutar para ter razão.

Gostar do difícil é escolher sofrer. É preferir brigas intermináveis, é escolher ser ignorado quando faz um convite para sair, é ser vítima do tal “vamos combinar sim” e nunca combinar. Será que quem gosta do difícil consegue pensar sobre essas coisas ou é só uma frase para ficar bonito quando fala e dar o tom de alguém forte?

Este discurso precisa acabar. Não tem graça se orgulhar em dizer que gosta do difícil quando a verdade é que todos querem uma só coisa e de um jeito simples: um alguém bom para confiar e para nos ajudar. E, por isso, não faz sentido glamourizar a dificuldade em ter alguém.

Talvez sejamos nós, pessoas reais e que gostam da parte que dá certo da vida, que podemos reverter esse caso. A cada vez que a gente ouvir alguém dizer que gosta mesmo é do difícil, podemos interferir e perguntar se a pessoa gosta mais de sofrer do que de ser feliz; se a pessoa prefere ganhar ou perder tempo e se ela sabe o que significa ter e conviver com alguém que te entende, não dificulta e se coloca em seu lugar.

Gostar do difícil não tem graça. A graça é gostar.

Imagem: Pexels


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