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O que você procura?

Marielle Franco era uma mulher que não abaixava a cabeça para nada. Sua vida a fez assim. Criada no Complexo da Maré (conjunto de 16 favelas localizadas na Zona Norte do Rio de Janeiro), ela dedicou sua vida ao reconhecimento das minorias. Lutava pelas mulheres, pelos pobres, pelos negros. Pedia justiça. Uma sociedade igualitária que valorizasse mais a história de cada um. Que tivesse mais empatia.

Moça estudada, Marielle era responsável pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania enquanto cursava ciências sociais. Antes de assumir como vereadora pelo PSOL, assessorava o debutado Marcelo Freixo e, junto a ele, ajudava a conduzir uma investigação contra milicianos. Seu tweet sobre o assunto, inclusive, ficou famoso. Nele, ela dizia:

“Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. […] Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”

Mal ela sabia que, no dia seguinte após essa declaração, sofreria as consequências deste ato.

Marielle Franco, presente!

Na Casa das Pretas, ela participava de um debate sobre Jovens Negras Movendo as Estruturas. Marcou a vida de muitas pessoas lá dentro ao soltar:

“Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”.

Esse discurso deu voz a quem achava que não tinha. Deu exemplo de como a sororidade deveria funcionar. Deu esperança e força a um grande número de mulheres. A verdade é que, por onde Marielle Franco passava com aquele sorrisão característico, mais e mais pessoas começavam a entender seu próprio lugar na sociedade. Lugar de cidadão(ã) que, assim como todos, merece e deve lutar pelos seus direitos. Deve ser respeitado. Deve ter acesso às mesmas oportunidades que todo mundo tem.

Marielle dava voz às minorias e isso, claro, incomodava muita gente.

Adeus? Nem pensar!

Foi no banco traseiro de um Agile Branco, na esquina da Joaquim Palhares com João Paulo I, que o céu ganhou 2 novas estrelas. Faço essa relação porque, assim como os pontinhos luminosos que recheiam nosso céu servem de grande ajuda para navegadores, agricultores, aventureiros perdidos etc, Marielle Franco e Anderson Gomes (o motorista) guiarão minorias que, até então, sentiam-se perdidas.

O que mudou?

É chato pensar que algumas tragédias precisam acontecer para que os olhos de todos sejam abertos. Mas podem apostar que a morte desses dois não foi, e nunca será em vão. Junto à Marielle, criou-se um exército de mulheres que reproduzirão suas palavras e pensamentos para as próximas gerações. O movimento negro ganhou cada vez mais força, força o suficiente para andar com as próprias pernas depois da morte da vereadora. As minorias sempre se sentirão inspiradas nela e outras figuras cruciais para o seu desenvolvimento.

Quem quis calar Marielle Franco criou um monstro mil vezes pior. Ela se foi, mas sua morte chocou tanto que, atualmente, até pessoas que nunca ouviram falar dela conhecem seus trabalhos e se apoiam neles. Ela está presente, agora, em espírito, dentro de cada uma de nós. Mulher forte incomoda. Mulher valente então, nem se fala.

Vereadora, obrigada por tudo.

Imagem: divulgação


E o que você responderia a essa pergunta logo abaixo, feita por uma de nossas usuárias do Clube Superela?

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