Quais desses temas você mais curte? Vamos fazer uma seleção especial pra você!










O que você procura?

O tema “Eu odeio meu emprego” não está aqui por acaso. Essa é a frase mais usada nas buscas, em portais de comportamento e de carreira nos dias atuais. Muitas pessoas estão “à beira de um ataque de nervos” (ou de stress) simplesmente por não enxergarem nenhum motivo que as estimule a levantar da cama todos os dias e se arrumarem para ir trabalhar, mas também não sabem “como” transformar a situação.  Longe de levantarmos os fatores do passado que podem ter levado você a estar vivendo isso, caso sinta que essa frase também é sua, fique atenta para alguns itens que podem ser alterados imediatamente, mudando seu cenário e perspectiva profissionais, são eles:

1. Você não utiliza nenhum talento

Quando usamos nossas aptidões e habilidades, alcançamos mais resultados com menos recursos e tempo. Isso fará você conquistar vários tipos de reconhecimento, gerando o estímulo externo para te alavancar: desde o velho e bom “tapinha nas costas” até premiações, promoções, novas responsabilidades ou flexibilidade de horário e de função. Faça uma lista de pelo menos dez atividades que você faz muito bem e anote ao lado de cada uma como irá utilizá-la mais vezes daqui para frente, e em qual situação no trabalho.

2. Você não gosta do seu chefe ou da equipe

Quando não nos sentimos inseridos no grupo, abrimos mão do sentimento de pertencimento e da motivação diária que só os vínculos nos dão. Como você pode conhecer melhor cada pessoa de sua equipe, incluindo seu chefe? Será que vocês compartilham os mesmos medos? As mesmas dificuldades? Ou os mesmos hobbies fora do trabalho? Só podemos gostar daquilo que conhecemos bem. Hoje, infelizmente, as pessoas não têm mais tempo para se conhecerem e descobrirem o que realmente motiva o colega a agir de certa forma (aquele que você condenava, a princípio). Responda: “Em quais momentos posso criar situações de diálogo com duas pessoas diferentes por semana?” “O que irei fazer para me libertar da maneira antiga de julgar cada um do grupo?” Ou seja: será que só você é bom – e eles “não prestam”? Essa visão empobrecida contamina seus relacionamentos. Reflita e mude!

3. Leva tempo demais

Outro fator que desestimula os profissionais é levar diariamente mais que uma hora para chegar e mais que uma hora para voltar do local de trabalho, comprometendo sua qualidade de vida e a relação familiar. Isso é a realidade hoje nos grandes centros urbanos, onde a questão da mobilidade está crítica e ainda sem alternativas saudáveis. Converse e negocie com seus líderes sobre: fazer horários diferentes de entrada e saída; trabalhar parte do dia ou da semana de casa; reunir-se com colegas de bairros próximos e alugarem uma sala “coworking” de trabalho (pode ser compartilhada com outras empresas); fazer esquema rotativo de caronas ou até pedalar. Argumente e comprove para sua empresa que o tempo poupado fará você aumentar sua performance e saúde, diminuindo as faltas e os atrasos. E passe hoje a criar a rotina saudável que você sonha para você.

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4. Repudia a forma da empresa ganhar dinheiro

Existem profissionais que aceitam trabalhar em lugares que tiram proveito de outras pessoas (de suas fraquezas) ou do meio ambiente ou ainda de outras instituições, de forma ilegal ou prejudicial. Seja franca e responda: “No meu dia a dia preciso me calar diante de situações ilegais ou que ferem a ética?” “Preciso ser conivente com situações que me incomodam profundamente?” “Percebo desrespeito ou atos ilícitos na forma dessa empresa ganhar dinheiro?” Caso responda sim a qualquer uma dessas perguntas, está na hora de sair. Não é possível encontrar a satisfação em locais que agridam diariamente nossos valores e princípios mais íntimos, dos quais não abrimos mão de jeito algum! E por falar nisso, você sabe quais são seus valores inquestionáveis? Anote pelo menos dez valores seus e analise se eles podem ser respeitados na sua atual função. Acredite, existem trabalhos onde você poderá respeitar a si mesma!

5. Não tem seu ponto de vista ouvido ou sofre bullying

A palavra bullying se popularizou no Brasil nos últimos dez anos e caracteriza vários tipos de assédio, atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos: desde o chefe que proíbe você de dar opiniões e falar em reuniões (por exemplo) até mandarem você para uma salinha em condições precárias, isolada das pessoas de sua equipe, sem qualquer motivo justificável. Receber apelidos jocosos e ser rotulado com frases pejorativas que ocasionem prejuízos comprovados à sua carreira também pode gerar processo por bullying. É importante frisar que bullying não é um caso isolado de uma discussão ou algo que foi falado uma vez no calor das emoções, mas sim os comportamentos repetidos entre pessoas de relação desigual de poder. Se essa for a sua realidade hoje, explique o caso ao seu superior ou à área de RH, peça aconselhamento e transferência de área ou localidade. Em casos mais graves, é preferível pedir ajuda psicológica e se desligar da empresa do que acabar adoecendo.

6. A hierarquia está “te matando”

Você trabalha numa instituição grande, muito hierarquizada, e segue ordens do “chefe do chefe do chefe”? Nunca cruzou com o presidente da sua empresa ou com a alta diretoria? Projetos são parados bruscamente com a justificativa apenas de que “são ordens superiores”? A fofoca impera? Se esse cenário te irrita muito e bloqueia sua criatividade, reflita se não está na hora de assinar sua alforria e buscar empresas menos verticalizadas e mais livres na gestão de talentos. Avalie a opção de trabalhar por projetos com parceiros – em que sua colaboração será tão preciosa quanto a deles. Pese na balança se não está na hora de trocar muitas garantias por mais liberdade de decisão e atuação, em busca da sua satisfação profissional.

7. Não tem desafios

Quantos anos faz que você está na mesma função? É possível reinventá-la? Em seu trabalho é oferecida a opção de rodízio de áreas? Uma sugestão é oferecer-se para aprender um novo ofício, como assistente/colaborador em alguma área que te inspire, mesmo que seja durante uma hora do dia apenas. Converse com pessoas que trabalham na mesma área em outras empresas (se forem da concorrência melhor ainda!) para aprender e saber o que os está preocupando, bem como quais problemas eles estão discutindo agora. Essa é a forma mais rápida de você criar seu próprio horizonte de desafios, voltado para descobrir novas soluções. E não vale dar a desculpa de que seu chefe não deixa você mudar nada! Seja sua própria Coach e crie uma perspectiva nova sobre o que você faz. Quem sabe isso não acaba te abrindo portas num novo emprego? Corra que dá tempo! E boa sorte.

Foto: www.pinterest.com/superelaoficial

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