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Pré-conceito: criar, estabelecer, formar um conceito (muitas vezes errôneo) de algo sem conhecê-lo completamente (normalmente baseado no senso comum). A palavra por si só já é bem complicada. Mas difícil mesmo é conviver com os diversos tipos de preconceito diariamente. É vê-lo sendo esfregado na nossa cara o tempo todo.

Os vários tipos de preconceito

Estamos acostumados a olhar de forma, no mínimo, torta aquilo que foge de determinado padrão estabelecido pela sociedade. Quando discriminamos, estamos agindo de forma preconceituosa. E existem vários tipos de preconceito que oprimem pessoas constantemente. Identificá-los e procurar não repetir padrões de comportamento segregadores é essencial. Veja alguns exemplos de preconceito e discriminação sofridos e reforçados diariamente por diversas pessoas:

1. Racismo

É o preconceito por conta da raça de um indivíduo. O racimo no Brasil é sofrido, em grande parte, pelas pessoas negras. Menos oportunidades de trabalho, maioria absoluta da população carcerária e minoria nas universidades, sejam elas públicas ou privadas (pouco a pouco esse quadro está se modificando por conta das cotas e outras políticas inclusivas), salários menores, maioria pobre, tudo isso é oriundo de um sistema de escravização que durou mais de 300 anos e existe até hoje, de forma velada.

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2. Homofobia/lesbofobia

É um dos tipos de preconceito de caráter sexual. Trata-se da aversão ou ódio a pessoas que gostam de outras do mesmo sexo. Muitas pessoas, impulsionadas pela religião, julgam, criticam e maltratam pessoas pertencentes a esses grupos. Que diferença faz na sua vida se João dorme com José ou Maria com Aparecida?

3. Bifobia

Há pessoas que simplesmente não respeitam e sentem total repulsa por pessoas bissexuais. Não entendem e não respeitam a sua orientação sexual. Muitas vezes os bissexuais são vistos como promíscuos e indecisos, mas a questão é que eles podem ter relacionamentos (abertos ou monogâmicos) como qualquer pessoa. Eles se apaixonam por pessoas, não por um gênero. Não por um genital.

RESPONDA: COMO LIDAR COM GENTE PRECONCEITUOSA E FUNDAMENTALISTA NO TRABALHO (AINDA MAIS SENDO GAY)?
RESPONDA: CLASSES SOCIAIS DIFERENTES. E AGORA?

4. Transfobia

Aos incautos, esclareço: o transexual não é necessariamente um gay ou lésbica. É uma pessoa que simplesmente não se identifica com o gênero de nascimento, e merece respeito. E não é um pênis ou vagina que determina se você é homem ou mulher. É você;

5. Gordofobia

É um dos tipos de preconceito mais velados. Trata-se da total ojeriza aos gordos e muitas vezes vem mascarado de preocupação com a saúde do outro. Mas nunca vi ninguém derramando cerveja do outro no asfalto nem arrancando cigarro da boca de fumante. Além disso, existem várias doenças relacionadas à magreza excessiva – como a anorexia. Mas ninguém questiona a saúde de uma pessoa magra comendo big mac.

6. Elitismo/preconceito social

Segundo o dicionário “Priberam”, elitismo é a convicção da superioridade das elites e dos seus membros (obviamente, sobre uma classe denominada inferior). Elitistas são pessoas que odeiam pobres, que acreditam que são todos bandidos, que gostariam de separar o Brasil do Nordeste e são totalmente insensíveis à desigualdade social tão expressiva no país. O preconceito social, embora em menor escala (pois quem oprime é quem tem poder), pode ocorrer de baixo pra cima: por exemplo, acreditar que todo rico é corrupto, inescrupuloso e explorador.

7. Machismo/sexismo

Vivemos num mundo em que a mulher luta arduamente pelos seus direitos e pelo seu lugar ao sol. Porém, o preconceito contra as mulheres está muito enraizado na sociedade. Elas têm o seu potencial colocado em xeque o tempo todo, sofrem incansavelmente pela ditadura da beleza e da juventude e sofrem diversos tipos de violência com frequência.

8. Preconceito linguístico

Muitas vezes diretamente ligado ao elitismo/preconceito social anteriormente citado, é um dos tipos de preconceito que envolve ridicularização e deboche. Muitas vezes cometido por pessoas letradas e/ou intelectuais, zomba da forma com que pessoas que não tiveram total acesso à educação falam ou escrevem. Apenas esquecem que todos cometemos erros, pois ninguém conhece 100% da gramática normativa. Aliás, o que caracteriza erro? A aplicabilidade dessas regras no dia a dia é zero. Recomendo a leitura do livro “Preconceito Linguístico“, de Marcos Bagno.

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Ilustração: Carol Rossetti

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